Por Carmen Novoa Silva Em Palavra do Associado Atualizada em 03 OUT 2017 - 08H22

Madre Teresa – Missionária

madre teresa 1971

(PERTO DE SUA CANONIZAÇÃO, DIA 4 DE SETEMBRO)

O ditado popular afirma “a palavra convence, mas o exemplo arrasta". Eis a maneira com que podemos definir a figura de Madre Teresa de Calcutá, celebrando seus seguidores, no ano de 2010, seu centenário de nascimento. Sabemos que a freira de corpo “franzino de Calcutá escolheu seu nome, Teresa, em homenagem a padroeira das missões Sta. Teresa de Lisieux”. Pois digo pessoalmente que também foi uma homenagem a outra doutora da Igreja, Santa Teresa D’Avila que reformulou o Carmelo: Com sua filosofia dinâmica de execução da ação + oração. Os dois conjugados resultam em obras que sugerem milagres. Nos festejos de sua centúria foram dedicados três festivais cinematográficos internacionais: o “Mother Teresa Film” em Calcutá, além de apresentar dezesseis filmes adquirindo assim um alcance global já que nele estão inclusos 15 países asiáticos. Quem a levou a ser conhecida internacionalmente foi o jornalista inglês Malcom Muggeridge. Entrevistou-a em 1968 para a BBC de Londres realizando no ano seguinte um documentário sobre sua vida e obras e em 1971 um filme televisivo.

:: O legado de bondade de Madre Teresa de Calcutá
:: A Força da Missão

 “OLHAR OS LÍRIOS NOS CAMPOS"

madre teresa - 1950

Nunca gerou um filho, mas foi mãe espiritual de dezenas de crianças duma escola de deficientes que estava em meio ao fogo cruzado na guerra do Líbano.

 

Madre Teresa “tinha como imperativo de sua formação cristã-católica a crença inarredável na presença real de Cristo na Eucaristia e na Providência Divina. Acreditar que até nos corpos dos mais pobres entre os pobres estava tocando o corpo divino do Cristo... Acreditar que não necessitava depender do dinheiro de ninguém, nem do governo. E que toda dependência econômica podia-se transformar numa escravidão econômica... Acreditar sim, no poder do exemplo que arrasta as mais variadas formas de apoio a sua missão... Acreditar, principalmente que o Alto proveria suas vicissitudes e seriam saciadas naturalmente como os lírios crescem formosos e livres nos campos...

A Providência deu-lhe em 1964, o automóvel que o papa Paulo VI utilizou durante sua visita a Bombaim e este foi rifado. A doação foi do próprio Paulo VI. Rifa apurada e destinada à caridade. A Providência deu-lhe o dinheiro do Prêmio para a Paz “Papa João XXIII” em 1971 com que fundou um leprosário. A Providência deu-lhe o prêmio Nobel para a paz em 1979 e o dinheiro, ah! O dinheiro, do que seria gasto só no banquete oficial foi revertido na compra de refeições para quinze mil pobres. Com o dinheiro do prêmio abriu casas para alcoólatras, toxicômanos, doentes de AIDS, desabrigados e indigentes, inclusive em Roma. A combinação oração e ação de Madre Teresa significavam usar os joelhos para louvar e orar e as mãos para o agir em prol dos desassistidos. Ela não se via como uma pessoa extraordinária, mas humana como você e eu, porque ela mesmo confessou e revelou suas crises profundas de fé, principalmente ao enfrentar adversidades e perseguições à sua obra. E para ela as obras como nos dizeres de um poeta espanhol: “Obras, são amores”. Para mim uma de suas atitudes mais sublimes entre centenas delas foi aquela em que agiu como a mais fiel representante da arte do amor maternal. Nunca gerou um filho, mas foi mãe espiritual de dezenas de crianças duma escola de deficientes que estava em meio ao fogo cruzado na guerra do Líbano. Ela atravessou serena o terreno beligerante. Calaram-se de imediato os sons das granadas, metralhadoras e bombas. Tal o magnetismo emanado de sua frágil figura. E resgatou-as com sucesso.

Eis a força do exemplo. Que arrasta multidões. Nos locais de altas temperaturas onde a neve comanda grandes distâncias vê-se quebrando a monotonia unicolor, o verde. O verde dos pinheiros nas mais variadas nuances. São eles exemplos como, Madre Teresa, de vida e de abrigo nas intempéries do cotidiano. Os pinheiros como Madre Teresa desafiam os antagonistas como farfalhar das ramagens e no agasalho de um abraço amoroso. Na esperança de um sol. De um sol sorridente da primavera...

 

*Carmen Novoa Silva, membro da Academia Amazonense de Letras e da Academia Marial de Aparecida

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