Todos que vão à Santa Missa, e também na tradicional procissão do Domingo de Ramos, já ouviram e cantaram “Hosana nas alturas”.
Mas você sabe qual o significado desse termo?
A oração é muito utilizada por judaicos e cristãos e significa “Salva-nos agora, ó Tu que habitas nas maiores alturas”. O termo “Hosana” tem origem em diferentes idiomas: latim, hebraico e aramaico, e ambos remetem a louvor, saudação e salvação.
No Antigo Testamento, ele aparece em textos sagrados como uma súmula de pedido a Deus para livrar o povo de situações difíceis. Com o passar do tempo, na tradição cristã, a palavra Hosana ganhou um sentido de louvor e aclamação a Deus e ao Messias.
Na Bíblia Sagrada, o termo é citado pela primeira vez durante a entrada triunfal de Jesus a Jerusalém, como descreve o evangelista Mateus:
“A numerosa multidão estendia suas vestes pelo caminho; outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pela estrada. As multidões que iam à frente dele e as que o seguiam gritavam: ‘Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!’” (Mt 21, 8-9).

Em Salmos 118, 25-26, é retratada a saudação: “Bendito é o que vem em nome do Senhor”. O Padre Rubens Gomes de Carvalho, C.Ss.R. explica que este é um salmo de gratidão a Deus por Sua salvação.
Os judeus cantavam esses salmos em suas festas religiosas, para lembrar da bondade de Deus no decorrer da história da salvação. Dessa forma, o significado de “Hosana” foi deste pedido para uma expressão de gratidão pela salvação que estava chegando.
A partir disso, a liturgia cristã e católica passou a usar frequentemente o termo, como aclamação e oração de louvor e festiva.
Ela está presente numa das partes fixas da liturgia da Missa, que conhecemos como “Santo”:
“Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do Universo.
O Céu e a Terra proclamam a vossa glória.
Hosana nas Alturas.
Bendito o que vem em nome do Senhor.
Hosana nas Alturas.”
A palavra também é usada em conexão com a Eucaristia, sacramento central da fé católica. “Hosana” é uma resposta de louvor e gratidão ao Corpo e Sangue de Cristo, que nos é dado como alimento espiritual. É uma forma de reconhecer a presença viva de Jesus e de nos unirmos em profunda comunhão com Ele e com a comunidade de fé.
Jesus tanto nos amou que deu a sua própria vida por nós! É preciso recordar a entrada de Jesus em nossa vida. A Cruz foi a prova definitiva da mais absoluta fidelidade de Cristo ao projeto de Deus Pai. Tentado das mais variadas formas a trilhar um caminho diferente, manteve-se fiel ao projeto divino, mesmo à custa da própria vida.
Após aclamarem o Senhor com alegria, este mesmo povo, pede a crucificação de Jesus. A Liturgia nos faz lembrar que nossa vida é uma caminhada feita de momentos de tristeza, de sofrimento, mas também de momentos felizes. A resistência de Jesus é a nossa motivação, ou seja, passar pelo sofrimento faz parte da vida cristã, como o próprio Cristo passou, mas atravessar o sofrimento para encontrar a luz.
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