Você já ouviu em algum momento a frase “meu santo não bateu”? É muito comum algumas pessoas usarem esse vocabulário para expressar a “falta de compatibilidade” com alguém, mas será que isso condiz com a nossa fé católica?
É certo que somos únicos e que iremos nos deparar com pessoas de jeitos e personalidades diferentes das nossas. Mas, na caminhada de fé, aprendemos que, embora existam as diferenças, somos todos iguais em dignidade diante de Deus.
A vida de amor e abertura aos irmãos de São Francisco de Assis inspirou o Papa Francisco a escrever a Encíclica Fratelli Tutti sobre a Fraternidade e Amizade Social. Por meio desta profunda carta, o Papa destacou os conselhos do santo sobre:
“A importância de uma fraternidade aberta que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física.”
A Carta do Papa nos faz refletir sobre esse conselho Evangélico a que todos somos chamados. Desse modo, quando dizemos “o santo não bateu” como forma de dizer a falta de afinidade com alguém, ao invés de abrirmo-nos como o Evangelho nos convida, nos fechamos a uma relação madura com aquele que é diferente.
Porém, na vida espiritual, quem nos une aos outros é o Espírito Santo. Se desejamos buscar a santidade, entendemos que devemos ultrapassar as nossas impressões, muitas vezes equivocadas e preconceituosas do outro, para viver a amizade cristã.
“Quem ama, sai de si para o outro, busca o bem do próximo e não exige nada em troca.” Servo de Deus Guido Schäffer
Deus deseja realizar em nós grandes coisas por meio da amizade e ela pode se apresentar em muitos níveis. Independente do grau de proximidade, com um amigo trilhamos um caminho de santificação mútua.
Leia ➕ Descubra o que a Bíblia fala sobre amizade
Isso acontece porque vamos descobrindo mais de nós mesmos a partir da nossa relação com os outros. Além disso, somos levados a viver a presença, a entrega, o sacrifício e o perdão em uma amizade.
Ao invés de dizer “o santo não bateu” pergunte-se: como eu poderia viver a caridade cristã com essa pessoa? O que Deus poderia realizar em nós, por meio da graça, a partir desta aproximação e acolhimento?
Lembre-se da frase de Santa Teresa D’Ávila “A amizade com Deus e a amizade com os outros são uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra.” A amizade nasce do amor fraterno e por meio dela podemos chegar ao céu!
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Fonte: RCC Brasil | Fratelli Tutti
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