Por João Antônio Johas Em Espiritualidade Atualizada em 20 AGO 2019 - 09H01

São Pio X: o papa reformador da Igreja

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Instaurare omnia in Christo

Renovar todas as coisas em Cristo. Com esse lema, São Pio X mostrava que o seu pontificado queria ser um verdadeiro esforço por fazer com que todas as realidades estivessem bem firmes em Jesus.

Durante o tempo em que esteve na Cátedra de Pedro (1903-1914), levou adiante mudanças em muitas áreas, como uma reforma na Cúria Romana e a aprovação dos trabalhos de redação do Código de Direito Canônico. Deu também uma atenção especial à liturgia e a formação dos cleros e dos leigos, renovando-os para que tudo estivesse mais fundamentado no Senhor.

Dentre todas as iniciativas que esse Santo Padre teve, gostaria de lembrar do seu esforço por fazer um catecismo universal ou, pelo menos, que fosse usado amplamente na Itália. Essa iniciativa mostra como o Papa se preocupava, por um lado, de que fosse guardado de maneira mais eficaz o depósito da fé, esse tesouro de doutrina que a Igreja, sempre iluminada pelo Espírito Santo, recebe de Deus e vai aprofundando com o passar do tempo e, por outro lado, de que o povo de Deus pudesse ter um acesso mais fácil e seguro a dito tesouro. Assim, poderiam se formar melhor, crescer no conhecimento de Deus e, consequentemente, acrescentar à sua fé.

O catecismo que ele reuniu é chamado hoje de Catecismo de Pio X e está disponível para todo aquele que quiser ler. Ele possui um formato de perguntas e respostas (assim como o compêndio do catecismo atual), bem didático, no qual podemos ir acompanhando a evolução do raciocínio de maneira mais fluída. Esse catecismo foi de grande importância em sua época e continua sendo um ótimo lugar para buscar sobre as verdades da fé cristã.

Entretanto, talvez possamos dizer que o esforço de São Pio X de possuir um catecismo universal foi encoberto em 1992, quando saiu o primeiro texto do nosso catecismo atual, redigido depois do Concílio Vaticano II e que é, para nós hoje, o texto que a Igreja nos oferece como instrumento “válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé”, como disse o Papa João Paulo II no documento FIDEI DEPOSITUM.

Outro âmbito que gostaria de ressaltar é a participação nos sacramentos que o Santo Padre incentivou. Em um documento sobre a música sacra, ele expressa de modo muito claro o seu zelo pela liturgia:

“Nada, pois, deve suceder no templo que perturbe ou, sequer, diminua a piedade e a devoção das fiéis, nada que dê justificado motivo de desgosto ou de escândalo, nada, sobretudo, que diretamente ofenda o decoro e a santidade das sacras funções e seja por isso indigno da Casa de Oração e da majestade de Deus” (cf. TRA LE SOLLICITUDE).

Ele alentou a que participássemos da comunhão frequentemente, diariamente se possível, e antecipou a comunhão das crianças para os 7 anos, idade em que “começam a raciocinar”.

É bonito vez o zelo desse pastor para ser fiel ao que Deus pede. Todas essas reformas estão, como no lema do pontificado, visando uma maior comunhão com o Senhor, base indispensável para toda a vida cristã e para o apostolado que estamos chamados a fazer. Peçamos a esse Santo que nos ajude, nos dias de hoje, a aproximar-nos cada vez mais de Deus, sobretudo na Liturgia, para poder escutá-Lo melhor e, assim, sermos melhores cristãos, dando maior Glória a Deus e cooperando com a salvação dos homens.

Escrito por
Irmão João Antônio Johas (Redação A12.com)
João Antônio Johas

Licenciando em Filosofia pela Universidade Católica de Petrópolis, Pós-graduando em Antropologia Cristã pela Universidade Católica San Pablo em Arequipa, Peru.

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