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Espiritualidade

Solidão silenciosa: por que é importante vencer o isolamento?

Escrito por Giovana Marques

26 JAN 2026 - 14H19 (Atualizada em 26 JAN 2026 - 16H12)

Xavier Lorenzo/Adobe Stock

Um aplicativo chinês, lançado em maio de 2025, para jovens que moram sozinhos, viralizou recentemente, alcançando as manchetes e trazendo à tona um questionamento importante: “existem perigos na solidão, tão presente nos dias atuais?".

O nome do aplicativo “Você está morto?” por si só já provoca um choque e uma reflexão.

Sua função, curiosamente, é monitorar se a pessoa está viva. A cada dois dias, é necessário fazer check-in, clicando em um botão e, se isso não acontecer, o sistema entra em contato com o número de emergência cadastrado para informar que a pessoa pode estar em perigo.

Segundo dados da BBC, na China aumenta cada vez mais o número de pessoas que moram sozinhas e, por isso, o aplicativo tornou-se um dos mais vendidos do mercado nos últimos meses, especialmente entre os jovens e pessoas solitárias.

O temor de passar por algum perigo sem ter alguém por perto para auxiliar é uma realidade na vida de muitas pessoas. E tudo isso nos levanta um alerta sobre assuntos como a dignidade humana e o valor dos vínculos.

Por que é importante vencer o isolamento?

O debate sobre a solidão em um tempo em que as relações tornam-se cada vez mais virtuais e distantes já é algo que a Igreja realiza, especialmente no contexto dos avanços tecnológicos.

“Se gastamos mais tempo com o celular do que com as pessoas, algo não funciona. A tela nos faz esquecer que detrás há pessoas reais que respiram, riem e choram.” Papa Francisco

Vale refletir nas palavras do Papa Francisco:

Além de não fazer bem para a saúde espiritual, a solidão é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com ainda mais evidência a partir de 2023 com a criação da Comissão sobre Conexão Social.

Quando a solidão é necessária?

Um pouco de solidão na vida é necessária para se aproximar de Deus e viver um recolhimento interior. Isso é o que afirmou Dom João Santos, Arcebispo de Natal (RS), sobre o lado positivo desse “retiro” que também leva ao autoconhecimento em um artigo publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Mas, não devemos estar desatentos quanto às outras nuances deste comportamento, que segundo o bispo, pode se manifestar em qualquer lugar:

“A solidão se revela no anonimato das grandes cidades e no distanciamento emocional dos conglomerados urbanos, onde, apesar da proximidade física entre as pessoas, elas amargam o isolamento e a indiferença. Nem mesmo as interações superficiais das redes sociais e as conexões digitais conseguem preencher o vazio existencial.”

"Fomos feitos para mais"

Vatican Media Vatican Media

Recentemente, o Papa Leão XIV exortou os jovens sobre os cuidados para não viverem um “fechamento em si mesmos”. Segundo o Pontífice, fomos feitos para mais, para a verdade e para a relação com os outros à imagem e semelhança de Deus. O primeiro passo contra a solidão ruim é:

“Lembra-se de que Deus nunca o abandona. Essa certeza torna-se força para dar o primeiro passo em direção ao outro, rompendo o fechamento em si mesmo.”

Por fim, ele nos alertou para essa presença de “uma solidão silenciosa, escondida atrás das telas”, lembrando-nos de que tudo o que substitui as relações, pode ser nocivo ao nosso coração.

Nesse sentido, é importante cultivar uma vida de oração e reflexão para que saibamos viver a “solidão” necessária sem nos perdermos da conexão com os outros. No cotidiano, Deus quer contar conosco para ser canal da sua presença para os demais, da mesma forma, quer te encontrar no contato com os outros.

São os olhos nos olhos, o contato físico, a atenção às necessidades, o sorriso, o abraço, a saudação, a partilha, o conselho, a ajuda, enfim, a relação, que no fim das contas nos leva a viver a caridade. E, como afirmou o apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios:

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” (1 Coríntios 13,13)

add_box Papa fala aos jovens sobre solidão, fé e esperança

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