Por Redação A12 Em Igreja Atualizada em 25 OUT 2018 - 11H47

Caravana de migrantes hondurenhos é tragédia, segundo bispos locais


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Segundo o comunicado da Igreja hondurenha, a "caravana de migrantes" é uma realidade abominável, causada pela atual situação de crise de Honduras, obrigando as pessoas a abandonarem o pouco que possuem para se aventurarem sem nenhuma certeza na rota migratória para os Estados Unidos. Com o desejo de chegar à terra prometida e do “sonho americano”, tentam resolver seus problemas econômicos e melhorar suas condições de vida e de seus familiares, em muitos casos, para garantir a tão sonhada segurança física.

Leia MaisBispo de Roraima defende direitos dos imigrantes venezuelanosNossa Senhora Aparecida, Mãe dos imigrantesEmpresário vende casa e compra hotel para ajudar imigrantesA Igreja em Honduras - afirmam os bispos - reconhece o direito humano de cada pessoa a procurar uma vida digna e realização pessoal, familiar e comunitária.

É dever do Estado hondurenho dar aos seus cidadãos o melhor para sustentar suas necessidades básicas: trabalho digno, estável e bem retribuído, saúde, educação e moradia. Enquanto estas condições não forem satisfeitas, as pessoas são obrigadas a viver na fatalidade, e muitos deles, a tomar um caminho que possa levar a uma vida melhor, com a dolorosa e vergonhosa necessidade de abandonar suas famílias, suas amizades, sua comunidade, sua cultura, seu ambiente e a terra que os viu nascer.


A novidade desta caravana, dizem os bispos, é a quantidade de pessoas, milhares, na maioria jovens, que vão com a esperança de obter melhores condições de vida. Não é hora de culpar as pessoas ou os partidos políticos, nem o governo atual. Isso seria olhar o problema de maneira superficial, mas a responsabilidade é de todos! A solução não é pedir para que voltem; a solução deve ser encontrada dentro do país, abrindo novas oportunidades permanentes para a realização pessoal e familiar, criando fontes de trabalho para todos.

Buscar soluções humanitárias ao povo

Para os bispos, este é o momento de encontrar soluções humanitárias para a população que está na caravana, mas também é hora de que, tanto o governo quanto o setor financeiro, empresarial, trabalhadores, camponeses e a sociedade em geral assumam a tarefa de estabelecer um novo pacto social, que resolva profunda e definitivamente este drama social hondurenho. A migração é apenas a ponta deste vulcão. Porém, a pobreza, a desigualdade e a falta de oportunidades são outros componentes. As classes empresariais não podem ficar insensíveis diante do clamor da população. Para a sociedade hondurenha, não bastam os “remendos”; precisamos de soluções definitivas.

Os migrantes não são assassinos

Os bispos disseram também que é uma necessidade dos países desenvolvidos e dos próprios Estados Unidos deixar de fomentar a xenofobia e condenar os migrantes, classificando-os como criminosos. Devem rever suas políticas migratórias e assumir a proposta humanista do Papa Francisco na sua mensagem de 2018 sobre a as migrações: "Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados".

Fonte: Vatican News

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