Igreja

Sinodalidade: comunhão que gera missão

Caminhar em direção a Cristo gera comunhão; ao encontro dos necessitados, missão. Assim, sinodalidade é comunhão que gera missão

Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R.  (Arquivo Pessoal)

Escrito por Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R.

22 JUN 2022 - 09H19

Riccardo De Luca - Update/ Shutterstock

“Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O Papa Francisco, com este tema, convoca todos os cristãos a participarem do Sínodo da Igreja.

A finalidade deste Sínodo não é apenas produzir documentos ou estipular normas, mas “fazer germinar sonhos, estimular confiança, faixar feridas, ressuscitar uma aurora de esperança, aprender uns dos outros e criar um imaginário positivo que ilumine as mentes, aqueça os corações e restitua força às mãos” (Documento Preparatório, n.32).

Para que estes objetivos sejam alcançados, o Papa enfatiza sobre a necessidade de o povo ser escutado: “a Igreja sinodal é a Igreja da escuta (...) O caminho sinodal começa por escutar o povo” (Discurso do Papa Francisco, 17\10\2015).

Assim, na Igreja sinodal, cada pessoa, independentemente de quem seja, é importante e tem o direito de falar. Ouvir para agir gera fraternidade e, consequentemente, gera a sinodalidade: um caminho a ser percorrido por aqueles que professam a fé em Jesus Cristo. A sinodalidade proposta pelo Papa Francisco é muito mais do que uma regra a ser cumprida; sinodalidade é o rosto da Igreja-Comunhão; sinodalidade é o comprometimento e a busca ininterrupta de aprendermos a caminhar juntos na mesma direção.

Em qual direção? Na direção de Cristo e, por Ele e com Ele, caminhar ao encontro do próximo, especialmente aos mais abandonados. Caminhar em direção a Cristo gera comunhão; ao encontro dos necessitados, missão. Assim, sinodalidade é comunhão que gera missão.

Leia MaisSinodalidade: um caminho a ser percorridoSinodalidade: caminhar juntos'Sinodalidade' será tema do Sínodo dos Bispos em 2022 No documento “A sinodalidade na vida e na missão da Igreja”, a Comissão Teológica Internacional afirma que “o conceito de sinodalidade recorda o comprometimento e a participação de todo o povo de Deus na vida e na missão da Igreja” (n.7).

É desejo do papa, com este Sínodo, despertar os cristãos para a vida comunitária. Que neste despertar os mandamentos da Lei de Deus e da Igreja estejam escritos, também, em corações e não apenas em livros de catequese; que os sacramentos sejam celebrados e não apenas “recebidos” e que o respeito por aqueles que pensam diferente não seja apenas uma utopia!

Não basta apenas dizer que somos cristãos, é preciso sair do comodismo (participação), é preciso estar unido a Cristo (comunhão) e é preciso testemunhar com ações a fé que professamos em palavras (missão). A sinodalidade proposta pelo Papa Francisco alimenta o sonho de uma Igreja menos clericalista e mais pastoral - Igreja Samaritana (DAp 26). Os primeiros passos já foram dados, mas “ainda há um longo caminho a percorrer” (1Rs 19,7).

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Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R.  (Arquivo Pessoal)
Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R.

Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R. Trabalha nas Santas Missões Redentoristas. Fez mestrado em Teologia Pastoral da Comunicação na Pontificia Universitá Lateranense, Roma.

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