Igreja

Uma Igreja que seja cada vez mais comunhão e participação

O Papa Francisco convocou um Sínodo Extraordinário dos bispos para 2023/2024. A Instituição dos sínodos extraordinários foi criada logo após o Concílio Vaticano II, pelo Papa Paulo VI

Padre Inácio Medeiros C.Ss.R.

Escrito por Pe. José Inácio de Medeiros, C.Ss.R.

23 FEV 2023 - 17H45 (Atualizada em 24 FEV 2023 - 10H14)

Riccardo De Luca - Update/ Shutterstock

O Papa Francisco convocou um Sínodo Extraordinário dos bispos para 2023/2024. A Instituição dos sínodos extraordinários foi criada logo após o Concílio Vaticano II, por iniciativa do Papa Paulo VI, com repetições frequentes.

Em geral, no final de cada Sínodo se publica as suas “Orientações” com indicativas pastorais para toda a Igreja. E cada sínodo tem uma temática diferente, de acordo com assuntos pertinentes para a caminhada da Igreja. 
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Para a atual edição, a temática se fundamenta na “Sinodalidade”, com o objetivo de reforçar a necessidade dos cristãos “caminharem juntos” numa Igreja que coloca as mulheres e os homens de nosso tempo, incluindo os pastores e o próprio sucessor de Pedro, abertos para as inspirações do Espírito Santo, porque somente desta forma se poderá enfrentar os sérios desafios de nosso tempo.

O Sínodo, que acontecerá em duas sessões, depois de passar pela fase de consulta às dioceses e igrejas locais, se estenderá até 2024, tendo como tema: "Por uma Igreja Sinodal: Comunhão, participação e missão".

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Caminho sinodal da Igreja


A sinodalidade representa um caminho de renovação para a Igreja, promovendo sua abertura à ação do Espírito Santo, ouvindo o que Deus tem a dizer ao seu povo. Este caminho a ser percorrido juntos não só deve unir ainda mais os cristãos como Povo de Deus, como também enviá-los a cumprir a missão de testemunho profético, junto com outras denominações cristãs e tradições de fé.

Caminho sinodal da Igreja

A sinodalidade é o caminho que Deus espera da Igreja para o terceiro milênio, que já avança sua terceira década. O Papa Francisco indicou que este é um conceito fácil de colocar em palavras, mas desafiador para ser colocado em prática.

Nas motivações do sínodo, o Papa pediu que os pastores se escutem, escutem os cristãos, mesmo os que estão longe, os mais fracos e os deserdados. Os quase 5,2 mil bispos do mundo foram instados a pensar menos sobre si próprios, mas a chamar à responsabilidade todos os batizados a trabalhar em equipe com os seus pastores.

Disse o Papa:

“O cristianismo deve ser sempre humano e humanizador, reconciliando diferenças e distâncias e transformando-as em familiaridade, em proximidade. Um dos males da Igreja, ou melhor, uma perversão, é este clericalismo que separa o sacerdote e o bispo do povo (Papa Francisco, 18 de setembro de 2021).

O Sínodo deve continuar o caminho de uma Igreja inspirada no exemplo dos doze apóstolos de Jesus, não “olhando para o próprio umbigo”, mas sendo cada vez mais uma expansiva, missionária e fraterna, “um hospital de campanha, e não um parlamento”, como em certa ocasião afirmou o papa.

Participação dos leigos

O que já vinha acontecendo nas últimas edições do sínodo se tornou mais forte nesta edição: A participação dos leigos nas reuniões pré-sinodais, através de vários mecanismos, sobretudo, nas igrejas locais, pois cada diocese foi motivada a envolver as paróquias e comunidades na sua fase de preparação. E todos os resultados obtidos foram enviados à Comissão Preparatória do sínodo, em Roma.

Para favorecer a participação, questionários foram enviados às paróquias, especialistas em vários domínios foram convidados a dar o seu parecer e foram realizados tantos momentos de reflexão e de encontro comunitário nas paróquias e nas dioceses, acompanhados de momentos de oração e celebração.

Desta forma, quando chegar a hora a realização do sínodo em Roma, a Sala Sinodal deverá se transformar num espaço aberto ao diálogo, ao debate e reflexão, onde mesmo o diferente possa ter voz e vez.

Escrito por
Padre Inácio Medeiros C.Ss.R.
Pe. José Inácio de Medeiros, C.Ss.R.

Missionário redentorista graduado em História da Igreja pela Universidade Gregoriana de Roma, já trabalha nessa área há muitos anos, tendo lecionado em diversos institutos. Atuou na área de comunicação, sendo responsável pela comunicação institucional e missionária da antiga Província Redentorista de São Paulo, tendo sido também diretor da Rádio Aparecida.

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Por Redação A12, em Igreja

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