Imagine um menino de uns 12 anos, vestido para servir à missa, mas com uma missão muito maior. Esse era São Tarcísio, que viveu no século III, quando ser cristão podia custar a vida. Aos 12 anos, ele ajudava nas celebrações e estava sempre pronto para servir.
Um dia, o Papa Sisto II pediu que ele levasse a Eucaristia até cristãos presos por causa da fé. Era perigoso. No caminho, jovens pagãos tentaram descobrir o que ele carregava. Tarcísio protegeu o Corpo de Cristo até o fim, mesmo sendo atacado. Morreu sem soltar Jesus de suas mãos.
O que Tarcísio viveu parece distante, mas quem já serviu no altar sabe: cada missa é um chamado para cuidar do que é sagrado!
E essa entrega continua inspirando gente como a Emmanuele Reis, de 12 anos, que há 2 anos serve no altar do Santuário Nacional em Aparecida (SP) e há 4 anos na Matriz de Santo Antônio, em Guaratinguetá (SP).
“Eu comecei a ser coroinha porque, sempre que ia à missa, via os jovens e crianças servindo o altar. Senti o chamado. É uma graça poder servir Jesus Eucarístico. Também queria servir junto com minha avó, que é ministra da Sagrada Comunhão”, conta.
1/7







A menina, que hoje tem a mesma idade com que Tarcísio foi para o céu, é uma evangelizadora nas redes sociais, em que grava vídeos falando da vida dos santos.
“Nesse tempo, aprofundei minha fé e conheci mais sobre a Igreja. Todo dia procuro servir com mais amor e devoção.”
Ela é um verdadeiro exemplo de jovem que segue a “rotina dos santos”. E também vive o que muitos coroinhas sentem: servir o altar muda o jeito de ver a fé.
:: Quem são os santos mais jovens da Igreja?
São Tarcísio mostra que defender e amar a Eucaristia é coisa para qualquer idade. E que coragem não é só enfrentar perseguição, mas ser fiel todos os dias, mesmo nos detalhes.
Para quem é coroinha, cada vez que se veste para servir é uma chance de viver um pouco do que ele viveu: estar diante de Jesus e cuidar d’Ele com todo o coração!
Aos 8 anos, a jornalista Pietra Guimarães começou a servir no altar como coroinha. Hoje, aos 26, sua trajetória reúne 13 anos de serviço na Igreja e inclui experiências como acólita, coordenadora de coroinhas e acólitos e, mais recentemente, cerimoniária.
A caminhada, porém, não aconteceu de forma contínua. Pietra serviu como coroinha durante cerca de três anos. Depois, ficou afastada dessa missão entre os 11 e os 17 anos.
Desde então, sua participação no serviço litúrgico ganhou novos contornos. Foram nove anos como acólita. Em 2023, ela recebeu oficialmente o convite para coordenar os coroinhas e acólitos da Comunidade São Pedro. Segundo Pietra, o cuidado com o grupo já fazia parte de sua rotina antes mesmo da nomeação.
Ao assumir oficialmente a coordenação, Pietra passou a se dedicar ainda mais ao estudo da liturgia. O objetivo era compreender melhor aquilo que transmitiria às crianças e aos adolescentes durante as formações.
Com o tempo, ela percebeu que a missão ia além da organização das escalas e do acompanhamento das celebrações.
“Coordenar não era apenas organizar escalas ou acompanhar o serviço no altar. Era estar perto, ensinar, corrigir quando necessário, ouvir, incentivar e ajudar cada criança e adolescente a compreender o verdadeiro sentido daquilo que estava fazendo.”
Em maio de 2025, a experiência ganhou uma nova dimensão. O pároco identificou a necessidade de uma coordenação para os coroinhas e acólitos de toda a paróquia e das demais comunidades.
Em comum acordo, Pietra recebeu o convite para assumir essa responsabilidade. A mudança ampliou o trabalho que ela já realizava na Comunidade São Pedro.
Em outubro de 2025, Pietra iniciou uma nova etapa. Ela se tornou cerimoniária.
A nomenclatura já existia anteriormente, mas foi naquele período que a mudança aconteceu. Pietra deixou a túnica branca com cíngulo e passou a utilizar a túnica preta com sobrepeliz branca. Para ela, cada etapa de sua caminhada esteve ligada à anterior.
“Me tornar cerimoniária foi mais um passo de uma caminhada que já vinha sendo construída há alguns anos e que continua me ensinando muito sobre serviço, responsabilidade e, principalmente, sobre a minha própria vocação dentro da Igreja.”
Ao falar com crianças e adolescentes que desejam começar a servir, Pietra destaca a importância da responsabilidade, da disponibilidade, da disciplina e da humildade.
“Eu diria que não tenha medo de começar. É normal sentir vergonha, ficar inseguro, ter medo de errar. Também é normal querer aprender, experimentar algo novo e, às vezes, não saber se está fazendo tudo certo.”
Essa é uma orientação que ela também transmite aos coroinhas e acólitos durante as formações.
“Eles não precisam ter todas as respostas de imediato. O importante é estar disposto a aprender e a servir.”
:: Seus avós também podem ter uma rotina santa! Conheça a vida de São Joaquim e Sant’Ana!
Ano Jubilar Franciscano: como lucrar indulgência plenária
O Ano Santo celebra os 800 anos da morte de São Francisco de Assis e, perto de Aparecida, há uma oportunidade de obter indulgência plenária no Santuário de Frei Galvão
Fóssil e estátua: conheça curiosidades sobre a Beata Benigna
A primeira beata do Ceará tem sua memória ligada à fé, à ciência e à peregrinação. Conheça três curiosidades sobre Benigna Cardoso da Silva, mártir brasileira.
Quais santos são associados à proteção dos aviadores?
Neste dia 23 de outubro, Dia do Aviador, completam-se 120 anos que o brasileiro Santos Dumont mudou a história da aviação. Conheça santos associados aos pilotos.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.