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A rotina de São Tarcísio pode te inspirar a ser santo!

Conheça São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas, e veja como sua história inspira o serviço ao altar!

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Escrito por Beatriz Nery - Editado por Beatriz Nery

15 AGO 2025 - 07H50 (Atualizada em 21 AGO 2026 - 08H38)

Imagine um menino de uns 12 anos, vestido para servir à missa, mas com uma missão muito maior. Esse era São Tarcísio, que viveu no século III, quando ser cristão podia custar a vida. Aos 12 anos, ele ajudava nas celebrações e estava sempre pronto para servir.

Um dia, o Papa Sisto II pediu que ele levasse a Eucaristia até cristãos presos por causa da fé. Era perigoso. No caminho, jovens pagãos tentaram descobrir o que ele carregava. Tarcísio protegeu o Corpo de Cristo até o fim, mesmo sendo atacado. Morreu sem soltar Jesus de suas mãos.

Está precisando de coragem em sua vida, inclusive para ser coroinha? Venha conhecer no 8º episódio da série “Rotina dos Santos”:

O que Tarcísio viveu parece distante, mas quem já serviu no altar sabe: cada missa é um chamado para cuidar do que é sagrado!

E essa entrega continua inspirando gente como a Emmanuele Reis, de 12 anos, que há 2 anos serve no altar do Santuário Nacional em Aparecida (SP) e há 4 anos na Matriz de Santo Antônio, em Guaratinguetá (SP).

“Eu comecei a ser coroinha porque, sempre que ia à missa, via os jovens e crianças servindo o altar. Senti o chamado. É uma graça poder servir Jesus Eucarístico. Também queria servir junto com minha avó, que é ministra da Sagrada Comunhão”, conta.

A menina, que hoje tem a mesma idade com que Tarcísio foi para o céu, é uma evangelizadora nas redes sociais, em que grava vídeos falando da vida dos santos.

“Nesse tempo, aprofundei minha fé e conheci mais sobre a Igreja. Todo dia procuro servir com mais amor e devoção.”

Ela é um verdadeiro exemplo de jovem que segue a “rotina dos santos”. E também vive o que muitos coroinhas sentem: servir o altar muda o jeito de ver a fé.

:: Quem são os santos mais jovens da Igreja?

Por que isso importa?

São Tarcísio mostra que defender e amar a Eucaristia é coisa para qualquer idade. E que coragem não é só enfrentar perseguição, mas ser fiel todos os dias, mesmo nos detalhes.

Para quem é coroinha, cada vez que se veste para servir é uma chance de viver um pouco do que ele viveu: estar diante de Jesus e cuidar d’Ele com todo o coração!

De coroinha a cerimoniária: 13 anos de serviço à Igreja

Aos 8 anos, a jornalista Pietra Guimarães começou a servir no altar como coroinha. Hoje, aos 26, sua trajetória reúne 13 anos de serviço na Igreja e inclui experiências como acólita, coordenadora de coroinhas e acólitos e, mais recentemente, cerimoniária.

A caminhada, porém, não aconteceu de forma contínua. Pietra serviu como coroinha durante cerca de três anos. Depois, ficou afastada dessa missão entre os 11 e os 17 anos.

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Foi na adolescência que sentiu o desejo de voltar.

Desde então, sua participação no serviço litúrgico ganhou novos contornos. Foram nove anos como acólita. Em 2023, ela recebeu oficialmente o convite para coordenar os coroinhas e acólitos da Comunidade São Pedro. Segundo Pietra, o cuidado com o grupo já fazia parte de sua rotina antes mesmo da nomeação.

Da coordenação ao aprofundamento na liturgia

Ao assumir oficialmente a coordenação, Pietra passou a se dedicar ainda mais ao estudo da liturgia. O objetivo era compreender melhor aquilo que transmitiria às crianças e aos adolescentes durante as formações.

Com o tempo, ela percebeu que a missão ia além da organização das escalas e do acompanhamento das celebrações.

“Coordenar não era apenas organizar escalas ou acompanhar o serviço no altar. Era estar perto, ensinar, corrigir quando necessário, ouvir, incentivar e ajudar cada criança e adolescente a compreender o verdadeiro sentido daquilo que estava fazendo.

Em maio de 2025, a experiência ganhou uma nova dimensão. O pároco identificou a necessidade de uma coordenação para os coroinhas e acólitos de toda a paróquia e das demais comunidades.

Em comum acordo, Pietra recebeu o convite para assumir essa responsabilidade. A mudança ampliou o trabalho que ela já realizava na Comunidade São Pedro.

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O novo passo como cerimoniária

Em outubro de 2025, Pietra iniciou uma nova etapa. Ela se tornou cerimoniária.

A nomenclatura já existia anteriormente, mas foi naquele período que a mudança aconteceu. Pietra deixou a túnica branca com cíngulo e passou a utilizar a túnica preta com sobrepeliz branca. Para ela, cada etapa de sua caminhada esteve ligada à anterior.

“Me tornar cerimoniária foi mais um passo de uma caminhada que já vinha sendo construída há alguns anos e que continua me ensinando muito sobre serviço, responsabilidade e, principalmente, sobre a minha própria vocação dentro da Igreja.

O serviço no altar e o crescimento na fé

Ao falar com crianças e adolescentes que desejam começar a servir, Pietra destaca a importância da responsabilidade, da disponibilidade, da disciplina e da humildade.

Eu diria que não tenha medo de começar. É normal sentir vergonha, ficar inseguro, ter medo de errar. Também é normal querer aprender, experimentar algo novo e, às vezes, não saber se está fazendo tudo certo.”

Essa é uma orientação que ela também transmite aos coroinhas e acólitos durante as formações.

“Eles não precisam ter todas as respostas de imediato. O importante é estar disposto a aprender e a servir.”

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