Por Eduardo Gois Em Santo Padre Atualizada em 07 JUN 2019 - 09H32

O que o Papa pede e espera dos jornalistas?

O Papa Francisco falou recentemente a profissionais de imprensa que espera dos jornalistas atitudes e compromissos com a profissão. Para tal, rememora-se um encontro recente com membros da Associação da Imprensa Estrangeira na Itália, quando Francisco manifestou a sua estima pessoal e a de toda a Igreja pelo trabalho dos jornalistas, mas não deixou de pontuar algumas questões importantes.

Dar voz a quem não tem voz

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“Eu os exorto a atuar segundo verdade e justiça, para que a comunicação seja realmente instrumento para construir e não destruir; para dialogar, não monologar; para orientar, não para desorientar; para caminhar em paz, não para semear ódio; para dar voz a quem não tem voz e não ser megafone de quem grita mais forte”, disse Francisco.

A busca pela verdade requer humildade

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De todas as características necessárias para ser um comunicador – profissionalismo, competência, curiosidade, capacidade de escrever e de fazer perguntas oportunas -, o Papa destacou uma em especial, que pode representar uma mudança radical para o jornalista: a humildade.

A liberdade requer coragem

“É preciso usar a palavra assim como um cirurgião usa o bisturi”, disse o Papa citando o padroeiro dos jornalistas, São Francisco de Sales. O Papa citou também os muitos jornalistas que perdem a vida em serviço. “A liberdade de expressão é um índice importante do estado de saúde de um país”, afirmou Francisco, recordando que a primeira medida de uma ditadura é acabar com a liberdade da imprensa.

Da parte de quem é excluído

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“Precisamos de jornalistas que estejam da parte das vítimas, da parte de quem é perseguido, da parte de quem é excluído, descartado, discriminado”, acrescentou o Papa. "Permito-me uma pergunta: quem hoje fala dos rohingya? Quem fala dos yazidi? Estão esquecidos e continuam sofrendo", disse ainda o Pontífice, pedindo que os comunicadores não se esqueçam da realidade, das guerras esquecidas, do "Mediterrâneo que está se tornando um cemitério".

Não deixem de contar também as boas notícias

Thiago Leon
Thiago Leon

“Há um oceano dom bem que está submerso e merece ser conhecido e que dá força à nossa esperança”.

Fonte: Vatican News/CNBB

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