No segundo dia da viagem apostólica à Turquia, o Papa Leão XIV viveu momentos de espiritualidade e ecumenismo em Istambul e Iznik. Após um dia histórico em Ancara nesta 1ª viagem, o Pontífice se encontrou com Bispos, religiosos, agentes pastorais e líderes cristãos para reforçar a esperança da pequena comunidade católica no país e o caminho ecumênico em direção à unidade.
O Papa iniciou o dia na Catedral do Espírito Santo, em Istambul, diante de cerca de 800 fiéis. Lá, recordou o valor histórico da fé na Igreja naquele território:
“Agradeço ao Senhor que me permite, na minha primeira Viagem Apostólica, visitar esta ‘terra santa’ que é a Turquia, onde a história do povo de Israel se encontra com o cristianismo nascente”.
Leão XIV ressaltou que a fé naquele local não deve ser uma memória distante, e que deve ser oferecida luz para o presente e motivar a missão.
O Papa refletiu sobre o papel da Igreja em um país onde os católicos são poucos. Ele destacou o critério evangélico que fundamenta a ação divina: “A lógica da pequenez é a verdadeira força da Igreja”.
Segundo o Pontífice, a vitalidade e os frutos da evangelização não dependem de números, poder ou influência social. “Ela vive da luz do Cordeiro”, afirmou. Por isso, convidou todos a confiarem na promessa do Senhor: "Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino”.
Leão XIV apontou três frentes essenciais para o trabalho pastoral:
• diálogo ecumênico e inter-religioso;
• transmissão da fé à população local;
• serviço solidário aos refugiados e migrantes.
O Papa reforçou a necessidade de um esforço real de inculturação, para que o Evangelho alcance o coração do povo turco com linguagem, costumes e sensibilidade local.
Em referência aos 1.700 anos do Primeiro Concílio de Niceia, celebrado na atual Iznik, o Papa chamou atenção para grandes desafios da Igreja hoje: redescobrir a essência da fé expressa no Credo, enfrentar o “novo arianismo” que reduz Jesus a figura histórica e compreender o desenvolvimento orgânico da doutrina.
“Niceia lembra-nos: Cristo Jesus não é uma figura do passado, é o Filho de Deus que está no meio de nós”.
:: Qual a importância do Concílio de Niceia?
Em Istambul, o Papa visitou a Casa de Acolhimento das Irmãzinhas dos Pobres. Na mensagem deixada no livro de honra, escreveu:
“Abençoo calorosamente esta casa com todos os seus residentes e, de maneira especial, as Irmãzinhas dos Pobres”.
Ele refletiu sobre a vocação da congregação: “Este é o segredo da caridade cristã: antes de ser para os outros, ser com os outros, numa partilha baseada na fraternidade”.
O Papa destacou a importância do cuidado com os idosos, lembrando que a sociedade não pode perder o respeito pela sabedoria dos mais velhos.
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No fim da tarde, Leão XIV viajou até Iznik para um encontro de oração com o patriarca ecumênico Bartolomeu I e representantes de diversas comunidades cristãs. Em frente às ruínas da antiga basílica de São Neófito, todos recitaram juntos o Credo Niceno-Constantinopolitano.
O Papa destacou que a fé em Cristo une todos os cristãos e reforçou o apelo pela superação das divisões: “Embora nós, cristãos, sejamos muitos, no único Cristo somos um”.
E recordou a urgência da reconciliação em um mundo repleto de violência e conflitos, e foi incisivo ao dizer que o uso da religião para justificar guerra “deve ser rejeitado com veemência”.
:: A12 preparou uma série especial sobre a importância do Credo Niceno
Leão XIV agradeceu ao patriarca Bartolomeu pela iniciativa de celebrar o aniversário de Niceia no local histórico do Concílio. Ao final, rezou para que o encontro gere frutos:
“Que Deus Pai, todo-poderoso e misericordioso, ouça a fervorosa oração que hoje lhe dirigimos e conceda que este importante aniversário traga frutos abundantes de reconciliação, unidade e paz”.
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