Na Audiência Geral desta quarta-feira (08), o Papa Leão XIV aprofundou o chamado universal à santidade apresentado na Lumen Gentium, Constituição do Concílio Vaticano II. O Pontífice recordou que a santidade é vocação de todos os batizados e tem em Cristo o seu modelo.
Segundo o Papa, cada fiel é chamado a viver na graça de Deus, “praticando as virtudes e conformando-se com Cristo. A santidade, segundo a Constituição Conciliar, não é um privilégio para poucos, mas um dom que compromete cada batizado a procurar a perfeição da caridade, isto é, a plenitude do amor a Deus e ao próximo. A caridade é, com efeito, o cerne da santidade a que todos os fiéis são chamados”.
Leão XIV explicou que esse testemunho se expressa por meio de sinais de fé e amor na sociedade. Inclui o compromisso com a justiça e, em situações extremas, a disposição ao martírio.
O Papa destacou a centralidade dos sacramentos, sobretudo da Eucaristia, como alimento para uma vida santa. Cristo é quem santifica a Igreja. Contudo, lembrou que a comunidade cristã ainda enfrenta “a triste realidade do pecado, isto é, em todos nós”.
Por isso, a conversão integra a essência da vida cristã e ultrapassa um simples esforço moral. O convite é “empreender uma séria mudança de vida, confiando-se ao Senhor, que nos renova na caridade”.
Ao tratar do sexto capítulo da Lumen Gentium, o Pontífice ressaltou o papel da vida consagrada. A pobreza, a castidade e a obediência configuram uma união mais intensa com Cristo.
“Estas três virtudes não são prescrições que aprisionam a liberdade, mas dons libertadores do Espírito Santo, pelos quais alguns fiéis se consagram totalmente a Deus. A pobreza exprime a plena confiança na Providência, libertando do cálculo e do interesse próprio; a obediência toma como modelo o dom de si que Cristo fez ao Pai, libertando da suspeita e da dominação; a castidade é a doação de um coração íntegro e puro de amor, ao serviço de Deus e da Igreja.”
Para o Papa, os consagrados tornam visível a vocação universal à santidade e apontam para a realidade do Reino.
Ele afirmou ainda:
“É precisamente pelo sacrifício do Crucificado que todos somos redimidos e santificados! Contemplando este acontecimento, sabemos que não há experiência humana que Deus não redima: até o sofrimento, vivido em união com a paixão do Senhor, se torna um caminho para a santidade. A graça que converte e transforma a vida fortalece-nos, assim, em cada provação, apontando-nos não para um ideal longínquo como meta, mas para o encontro com Deus, que se fez homem por amor.”
Ao final da audiência, o Papa comentou o cenário internacional. Ele manifestou “satisfação” com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a extensão de um ultimato ao Irã por duas semanas, o que resultou em um cessar-fogo temporário.
O Pontífice classificou o gesto como “um sinal de viva esperança”, após horas de tensão no Oriente Médio. Em dias anteriores, havia definido como “ameaça inaceitável” a possibilidade de destruição em larga escala.
Diante dos fiéis reunidos na Praça São Pedro, reforçou: “Somente através do retorno às negociações poderemos alcançar o fim da guerra. Exorto-os a acompanhar este período de delicado trabalho diplomático com a oração, na esperança de que a disponibilidade a dialogar possa se tornar o instrumento para a resolução de outros conflitos no mundo.”
O Papa também renovou o convite para a Vigília de Oração pela Paz, que ocorrerá no sábado, 11 de abril, na Basílica de São Pedro.
“Reitero o convite a todos para se unirem a mim na vigília de oração pela paz que celebraremos aqui na Basílica de São Pedro no sábado, 11 de abril.”
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Fonte: Vatican News
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