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A obra Redentorista em Campos dos Goytacazes (RJ)

História da presença redentorista na cidade fluminense é marcada por zelo missionário, renovação pastoral e profundo vínculo com o povo

Escrito por Pe. Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

23 JAN 2026 - 16H53

Comunidade Redentorista de Campos (RJ)

Em janeiro de 1923, os Redentoristas começavam em Campos dos Goytacazes a 5ª fundação da então Vice-Província do Rio e logo constataram uma situação de deplorável abandono espiritual. Além de ser frio o catolicismo, havia uma maçonaria atuante e numerosos batistas, que com seu importante colégio faziam um proselitismo enorme.

Um início retumbante

Em março de 1925 realizaram-se na cidade as Santas Missões, com um sucesso absoluto. As igrejas ficaram lotadas de homens, e foi grande o número de primeiras confissões e comunhões de adultos. Um pastor batista comentou: “Campos está perdida para nós; chegaram uns padres que trabalham como diabos”.

Mãos à obra

Mediante um contrato com a Ordem Terceira de São Francisco, nossos Confrades atuavam na igreja deles, residindo no edifício anexo. Mas a situação não era ideal e por isso veio de Roma em 1945 a ordem de construir edifícios próprios ou deixar a cidade. Quando soube desse ultimatum, o povo da cidade se mobilizou com todos os meios possíveis para arrecadar fundos e dar início às obras, que foram dirigidas pelo dinâmico Pe. Gabriel van Wijk. Em dois anos estava concluída a atual residência e a comunidade passou a morar na casa nova, cujo andar térreo foi usado para as celebrações litúrgicas. 

Comunidade Redentorista de Campos (RJ) Comunidade Redentorista de Campos (RJ) Pe. Gabriel van Wijk, C.Ss.R.

Logo em seguida, começou a construção da igreja, dedicada à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E então aconteceu um testemunho admirável: dois confrades, os Padres Gabriel e Ambrósio Wijnen, vestiram macacões e trabalharam junto com os operários em pé de igualdade. A bênção solene da igreja foi dada no dia 6 de novembro de 1955 pelo Bispo diocesano de Campos, Dom Antônio de Castro Mayer. A majestosa igreja tem o formato de duas mãos postas em oração e nas laterais oito grandes vitrais com cenas da vida de Maria.

Novas iniciativas

Nasceu em 1967 a Escola Sagrada Família, um projeto realizado com a colaboração de professoras voluntárias. Funcionava em três turnos, no subsolo da igreja e chegou a ter uns 700 alunos. Continua existindo, no mesmo lugar, mas como Escola Municipal da Prefeitura, tem 435 alunos e é uma das mais conceituadas da cidade. Para propagar a devoção a Nossa Senhora foi criada em 1957 a revista “Perpétuo Socorro”, publicada durante algumas décadas. Pela mesma época funcionou também a Rádio Campista Afonsiana, auxiliando na pregação do Evangelho. Nos dias de hoje, as redes sociais nos permitem atingir um público ilimitado.

Comunidade Redentorista de Campos (RJ) Comunidade Redentorista de Campos (RJ) Inauguração do Santuário de Campos (RJ) em 1955


A renovação conciliar

Terminado o Vaticano II, a Igreja devia implementar as decisões tomadas para o seu “aggiornamento”. Dom Castro Mayer foi um dos prelados que rejeitaram as mudanças. Sobre a resistência do Bispo à renovação informam as Crônicas do Convento: “Tudo o que depende do Bispo é barrado. Há Padres que o defendem e atacam os que vivem o Concílio.” Nossos confrades abraçaram as novas normas, e o povo que frequentava nossa igreja aceitou com prazer caminhar com o Papa e a CNBB. Dizem as Crônicas: “O ano de 1969 foi de muita atividade apostólica. Em grande parte, temos de atribuir à renovação litúrgica e à pregação renovada a frequência cada vez maior de pessoas.”

Uma verdadeira família

No dia 7 de maio de 1996, numa grandiosa solenidade o bispo diocesano Dom Roberto Gomes Guimarães concedeu à nossa igreja o título de Santuário, enumerando no Decreto as atividades pastorais que o motivaram. 

Comunidade Redentorista de Campos (RJ) Comunidade Redentorista de Campos (RJ) Comunidade de Campos (RJ) durante a visita canônica do Governo Geral, em 2025

O Santuário continua se destacando pelo atendimento das confissões e a direção espiritual. A liturgia celebrada com esmero atrai um número crescente de fiéis. Aqui os pais têm o belo costume de trazer seus filhos, desde pequenos, para as celebrações. A fim de facilitar-lhes o acesso, abrimos em nossos espaços vagas gratuitas para 120 carros. As 300 crianças da nossa catequese nos fazem sonhar com um futuro promissor. Além de associações religiosas e grupos de oração, o povo tem à sua escolha 25 pastorais das quais é convidado a participar. Procuramos criar um clima de confiança e boa acolhida. É bonito o laço afetivo que une os fiéis numa verdadeira Família Redentorista. Sob as bênçãos do Cristo Redentor e de Sua Mãe Santíssima, a nossa comunidade – Padres Evaldo, Lúcio, José Carlos, Carrilho e Vidigal – procura continuar a obra missionária com o ardor do zelo afonsiano.

.:: Santuários e paróquias Redentorisas que celebram Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ::.

Fonte: Texto escrito originalmente para a revista "Focus Provincialis"

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