Por Redentoristas Em Notícias Atualizada em 12 MAR 2019 - 14H07

Como ser missionário na Quaresma



A Quaresma é um tempo que convida a viver mais intensamente a experiência de conversão e renovação da nossa vida. Essa caminhada não deve ser feita apenas como “discípulos individuais”, que buscam sozinhos a sua conversão, mas como “comunidades de missionários”, que se ajudam um ao outro.

Diante desse convite, padre Michael Brehl, Superior Geral dos Redentoristas em todo o mundo, indica algumas semelhanças entre o ser missionário da Congregação e a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2019.

:: Leia a mensagem do Papa para Quaresma 2019 

Curar as feridas do mundo

Ele nos convida a reconhecer e a tocar as feridas do mundo que clamam por Redenção. Para tanto, devemos também reconhecer as feridas em nós mesmos, naqueles aos quais somos enviados, e na sociedade em que vivemos.

O Papa Francisco reconhece que a raiz dessas feridas é o pecado, que “interrompeu nossa comunhão com Deus, com os outros e com a criação... Rompendo-se a comunhão com Deus, acabou por falir também a relação harmoniosa dos seres humanos com o meio ambiente, onde estão chamados a viver, a ponto de o jardim se transformar num deserto”.

Que o Espírito nos leve com Jesus ao deserto, para tocar e curar essas feridas que continuam afligindo a todos nós, bem como a nossa casa comum.

Práticas antigas, olhar renovado

O Santo Padre nos convida a “encarnar, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal em nossa vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola”.

Como é que podemos, como membros da Família Redentorista, seguir essas tradicionais práticas da Quaresma com sentido e esperança renovados?

Nesta Quaresma, procuremos pedir para enxergar o mundo com os olhos de Deus, tal como Deus vê o mundo.

Na oração

Para desenvolver este olhar contemplativo, precisamos de tempo de silêncio e tranquilidade para refletir sobre a palavra de Deus e sobre o mundo de Deus. Este olhar positivo pode intensificar nossa solidariedade com os outros e com a criação ferida que clama por ser curada.

:: Experimentar o deserto na vida espiritual

No jejum

O jejum nos ensina a resistir à tentação de devorar tudo quanto desejamos. Que nosso jejum quaresmal nos ajude a desenvolver a autodisciplina e controle, para tratarmos o mundo com respeito e cuidado. Talvez possamos ‘jejuar’ de alguma atividade que prejudica o meio-ambiente – caminhar ou usar o transporte público em vez do carro; servir-nos de recursos como a água e a energia com mais eficiência; reciclar nosso lixo com mais cuidado.

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Na partilha

A esmola é a virtude cristã tradicional da partilha com o próximo em necessidade. Ela nos lembra que somos chamados a ser Igreja em saída, a ‘Igreja que sai pelo mundo afora’, como o Papa Francisco nos recorda.

Nesta Quaresma, saibamos doar, não apenas de nossos recursos financeiros, mas procuremos partilhar nossos talentos e nosso tempo, serviço e criatividade. Podemos cuidar de um jardim, acolher uma família de refugiados, apoiar uma causa ambiental, promover a justiça e a paz, preparar-nos para o Sínodo sobre a Amazônia.

A Quaresma nos convida à solidariedade com este mundo ferido que é nossa casa comum.

Seja esta Quaresma um tempo de conversão e de graça para todos nós, e um tempo de cura e de reconciliação para nosso mundo ferido. Que Maria, Santo Afonso e todos os nossos santos confrades Redentoristas nos acompanhem nessa caminhada até o Mistério Pascal, finaliza padre Michael Brehl.

:: Um itinerário para aprofundar a Espiritualidade Quaresmal

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