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Entre basílicas, palácios e memórias seculares, a Via Merulana revela a presença redentorista em um dos eixos mais simbólicos da Cidade Eterna

Escrito por Pe. José Inácio Medeiros, C.Ss.R.

14 JAN 2026 - 17H00

Instituto Histórico Redentorista

Uma pessoa que sair para fazer a sua caminhada pela Via Merulana, onde no número 31 está a Casa Generalícia dos Missionários Redentoristas, bem no coração histórico da cidade, verá que é possível fazer um verdadeiro roteiro interativo com todas as riquezas e surpresas que a via pode oferecer.

A Via Merulana é uma rua histórica de Roma conectando duas importantes basílicas pontifícias, a de Santa Maria Maior, onde está sepultado o Papa Francisco e a de São João de Latrão, a Catedral do Papa.

Essa importante via cruza os bairros de Monti e Esquilino, conhecidos por seus monumentos mais destacados como obeliscos e igrejas. Nesta via estão ainda diversos monumentos como o Palazzo, o Teatro Brancaccio e o Auditório de Mecenas. É uma rua rica em história, arte e cultura, agradável para caminhar por sua relativa tranquilidade e pelas muitas atrações ao longo do percurso.

Uma histórica via no coração de Roma

A Via Merulana recebeu o seu nome por causa do chamado prata Meruli ou campus Meruli, uma propriedade da família Merula (ou Meruli ou Merli) que ocupava toda a área entre as duas basílicas. A grande propriedade aos poucos foi sendo desmembrada.

O traçado original da estrada era bem diferente do atual, sobretudo, por causa das modificações feitas no período anterior à Segunda Guerra Mundial. Bem antes disso, havia sido inaugurada como uma "nova" estrada pelo Papa Gregório XIII e concluída por Sisto V para unir as duas basílicas.

A estrada moderna segue o trajeto da Via Gregoriana do século XVI, para oferecer um trajeto adequado para procissões realizadas entre as duas basílicas.

Ao redor dela surgiram vilas suburbanas das famílias patrícias ao longo do século XVII. Uma dessas villas de nome Caserta é que foi adquirida pela Congregação para agregar em Roma, por determinação do Papa Pio IX, todos os organismos da Congregação ligados ao Governo Geral.

Até 1871, a estrada era chamada de "via Coroncina", sendo depois renomeada para via Merulana, o seu nome atual.

Uma família da nobreza napolitana

A Casa Geral da Congregação abre-se para a via e saindo pela sua grande e imponente porta central entramos no Largo que faz referência aos Brancaccios, uma das mais importantes, ricas e numerosa família da antiga nobreza napolitana.

A família Brancaccio deu vida a mais de 32 ramos com vários predicados cognominais. O primeiro personagem encontrado na longa lista de personalidades desta família é Gregorius Brancatius, comandante de um dos navios da frota de Sorrento que derrotou os sarracenos perto de Ischia no século IX. Outro personagem é Bano, conhecido como Sarro, que foi cônsul da República Napolitana em 1100.

Os Brancaccios foram agregados ao Patriciato Napolitano ocupando as cadeiras das sedes de Nido e Capuano. Após a abolição dos Assentos (1800), foram inscritos no Quadro de Honra Napolitano. Seus representantes ocupavam os mais altos cargos nas áreas civil, militar e eclesiástica até que a família se dividiu em fins do século XIX.

Em 1870, o príncipe Salvatore Brancaccio (1842-1924) casou-se com a americana Mary Elisabeth Field em Paris, mudando-se para Roma. Com o rico dote de sua esposa juntos construíram o Palazzo Brancaccio localizado na esquina da Via Merulana.

Em 1889, também compraram o Castelo de San Gregorio di Sassola. Em 1916, o Teatro construído dentro do palácio foi inaugurado, com o nome inicial de Teatro Morgana. O Teatro, que desde 1937 também era um cinema, foi reformado e reaberto em 1978, após um período de abandono. Essa vida de parte da família para Roma contrariou os demais ramos e provocou uma divisão que permanece até hoje.

Nos tempos modernos o Palácio entrou num processo de decadência passando pelas mãos de vários proprietários, chegando a ser oferecido, inclusive, para a Congregação.

Suas atrações como o Museu de Arte Oriental, foram sendo transferidas e os anteriormente bem cuidados jardins e salas são agora alugados para eventos. Os Brancaccios de Roma se fundiram na família Massimo.

O Palazzo Brancaccio era a residência histórica e prestigiada da família, imersa no coração de Roma com um charme e elegância refinada que preservava o patrimônio da história, arte, cultura e tradição da família que o mundo sempre invejou, mas hoje muitos dos que passam pela Via Merulana não reconhecem mais os seus tempos de sua grandiosidade.

O Teatro Brancaccio também localizado na via Merulana faz parte do complexo do Palazzo Brancaccio, tendo sido construído segundo um projeto do engenheiro Carlo Sacconi, e inaugurado em 1916 com o nome de Teatro Morgana.

Após 20 anos e depois de certa decadência foi transformado em cinema, depois reconvertido em teatro que ainda hoje recebe atores e atrizes de primeira grandeza da cena romana e italiana.

Casa Generalícia e Igreja Santo Afonso

A Casa Generalícia junto com a igreja Santo Afonso que abriga o precioso ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tinha outro formato, avançando para o centro da Via Merulana.

Nos anos anteriores à Segunda Guerra Mundial não só a avenida, mas também toda a cidade passou por um profundo processo de modificações graças ao plano arquitetado por Benito Mussolini. Deste modo, a Via Merulana foi retificada, os trilhos dos bondes foram retirados depois do Largo Brancaccio, na década de 1970, e a Congregação perdeu a maior parte de sua propriedade que foi desapropriada pelo estado Italiano.

Hoje a Casa Geral que abriga também o Instituto histórico, o Arquivo Geral e a Biblioteca História que guardam, protegem e propagam a história da Congregação é um centro irradiados de vida e de missão que partindo dali alcança os mais de 80 países onde a congregação se faz presente.

.:: Redentoristas em Sevilha: Paróquia Santíssimo Redentor ::.

Fonte: Instituto Histórico Redentorista

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