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Dia Mundial das Missões: 100 anos de unidade missionária

No centenário do Dia Mundial das Missões, os Redentoristas recordam a contribuição do cardeal Willem van Rossum, C.Ss.R, para a renovação da missão da Igreja.

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Escrito por Redentoristas

16 OUT 2026 - 15H29 (Atualizada em 16 OUT 2026 - 15H47)

Scala News

O Dia Mundial das Missões é o dia em que a Igreja universal ora pelos missionários, buscando apoiar as missões de forma especial. Esse dia é celebrado em todo o mundo no penúltimo domingo de outubro, considerando outubro como o “Mês das Missões”.

A ideia surgiu justamente no ano em que o Papa Pio XI publicou a encíclica Rerum Ecclesiae (1926), sobre as missões, razão pela qual o pontífice passou a ser chamado de “o Papa das Missões”. A primeira celebração desse dia ocorreu em outubro de 1926 e, desde então, tem sido celebrada no penúltimo domingo de outubro.

Nesse ano de 2026, celebra-se o seu centenário: em 18 de outubro, será celebrado o 100º Dia Mundial das Missões, com o tema escolhido pelo Papa Leão XIV: “Um em Cristo, unidos na missão”.

A contribuição redentorista para a missão da Igreja

Somos uma congregação missionária e, em sua gênese, há 100 anos, um redentorista contribuiu para reavivar as formas mais concretas de se viver a missão em todo o mundo, independentemente da categoria da pessoa: religioso, sacerdote ou leigo.

Em 1925, a pedido do Papa Pio XI, por ocasião do Jubileu da Paz, após a Primeira Guerra Mundial, e da celebração do Ano Santo de 1925, foi realizada uma Exposição Missionária no Vaticano. Para isso, Pio XI convocou o cardeal holandês Willem Marinus van Rossum, redentorista e prefeito da Sagrada Congregação de Propaganda Fide (hoje Dicastério para a Evangelização — Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares).

Por meio de uma carta, o Papa conferiu ao cardeal a autoridade para a realização do evento. Van Rossum, C.Ss.R. (1854-1932), chamado muitas vezes de “o papa vermelho” devido à sua estreita ligação com o Papa Pio XI, foi prefeito de Propaganda Fide de 12 de março de 1918 a 30 de agosto de 1932.

Van Rossum reuniu procuradores e representantes dos institutos missionários residentes em Roma. Pouco depois, criou um Comitê Diretor, do qual Angelo Roncalli também era membro. Em 1958, Roncalli seria eleito bispo de Roma, assumindo o nome de João XXIII. Um subcomitê foi adicionado ao Comitê, composto por 36 membros dos diversos institutos missionários.

A partir da segunda metade do século XIX, as diferentes formas de presença missionária no mundo ainda apresentavam, muitas vezes, uma expressão de dominação política colonial, associada à ação religiosa. Na prática, a metodologia missionária romana permitiu que o nacionalismo dos missionários e certos comportamentos particulares das congregações religiosas impedissem a formação de uma Igreja nativa local.

O prefeito da Propaganda Fide, Willem van Rossum, C.Ss.R., agiu para reformular a metodologia tradicional por meio de uma análise apresentada por missionários ao redor do mundo. Ele sempre considerou essencial ouvir as histórias contadas pelos missionários.

Van Rossum provou ser um grande organizador e estrategista. Concentrou as numerosas iniciativas missionárias em Roma e rompeu o domínio nacionalista sobre a difusão da fé católica, combinando uma visão conservadora da doutrina eclesiástica com uma visão de futuro sobre o desenvolvimento da Igreja em missão.

Sua prioridade era a formação do clero nativo das missões, contribuindo para a constituição de uma hierarquia local.

Scala News Scala News Cardeal redentorista Willem Marinus van Rossum, que atuou como prefeito da Sagrada Congregação de Propaganda Fide e contribuiu para a organização da ação missionária da Igreja.

Willem van Rossum e a renovação da ação missionária

A presença da Sagrada Congregação de Propaganda Fide levou a Igreja universal a iniciar uma jornada missionária, retomando a fonte original do mandato missionário da primeira Igreja: o relato dos Atos dos Apóstolos.

Hoje, a Congregação do Santíssimo Redentor lembra este filho de Santo Afonso com grande alegria no centenário da celebração do Dia Mundial das Missões, pois o compromisso da Igreja missionária segue fielmente a voz do Santo Padre, renovada todos os anos com sua mensagem para a celebração deste dia.

“A unidade missionária não deve ser entendida como uniformidade, mas como a convergência de diferentes carismas para o mesmo propósito: tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a encontrá-lo. A evangelização é alcançada quando as comunidades locais colaboram entre si e quando as diferenças culturais, espirituais e litúrgicas são plenamente e harmoniosamente expressas na mesma fé.” (Leão XIV, Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2026).

Com base nisso, a missão redentorista vive seu carisma ao máximo.

Não é à toa que a mesma temática nos é recordada em nossas Constituições, ao afirmarem que “o apostolado da Congregação é caracterizado, mais do que por certas formas de atividade, por seu dinamismo missionário, isto é, pela evangelização propriamente dita e pelo serviço prestado àqueles homens e grupos que são mais abandonados e pobres, por suas condições espirituais e sociais” (Const. n. 14).

Celebrar o centenário do Dia Mundial das Missões significa renovar nosso compromisso com o legado deixado pelos “grandes pastores missionários” e suas reflexões, como o documento Maximum Illud (1919), a magna carta missionária, em grande parte preparada pelo próprio van Rossum.

Fonte: Scala News

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