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Eucaristia, Palavra e Pão da Vida: alimento para a caminhada

Inspirada no 7º dia da Novena da Padroeira, a reflexão relaciona a libertação do povo de Israel à missão de Jesus, o Pão da Vida, que reúne e sustenta a Igreja.

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Escrito por Pe. Ferdinando Mancílio, C.Ss.R.

08 OUT 2026 - 13H57 (Atualizada em 08 OUT 2026 - 17H50)

Thiago Leon/Santuário Nacional

E aconteceu a Páscoa do povo hebreu. No Egito estava o povo de Israel, sob as garras do faraó, que não tinha pena nem dó e só pensava no que era seu. Estava preocupado porque o povo se multiplicava, crescia a cada dia.

O dominador oprimiu o povo com mais trabalho no campo, fazendo amargar a vida com dura servidão. Se ontem fizeram assim, hoje ainda há escravidão dos gananciosos que só pensam em si, pois tudo o que é deles ainda acham que é muito pouco.

Mas os filhos oprimidos clamaram com ardor, pois não há quem suporte a ganância do opressor. E o Senhor ouviu o clamor que ressoou não só no Egito, mas em toda a terra. Voz que ressoa longe é a voz do Libertador.

Thiago Leon/Santuário Nacional Thiago Leon/Santuário Nacional Mosaico da Fachada Norte representa Moisés diante do faraó e o pedido pela libertação do povo hebreu.

Saiba mais sobre os mosaicos da Fachada Norte!

Eu ouvi o clamor do meu povo! Do meu povo oprimido, no Egito!

Eu ouvi o clamor do meu povo, oprimido pelas injustiças, pela desigualdade, pela fome e pela falta de dignidade. Eu ouvi o clamor do meu povo.

E foi bem lá para o Egito que o Senhor enviou o Libertador, que se chamava Moisés, que somente com a palavra organizou a multidão, que celebrou a libertação em torno de uma mesa, com o pão da esperança e o cordeiro imolado, alimento forte para a longa caminhada.

Eu ouvi, eu ouvi e continuo ouvindo o clamor do povo meu!

E o povo, todo unido, partiu de cabeça erguida rumo à terra prometida. Não foi para descansar, pois quem caminha sempre cansa, mas também sempre alcança o que deseja e espera.

E então se realizou o que o Senhor prometera: libertar seu povo das mãos do opressor. Foi o que aconteceu: a Páscoa dos oprimidos que se livraram das mãos do poderoso enganador.

E o Pai, em seu amor, nunca se esqueceu de que o oprimido precisa de vida e não quer que sejam escravos todos os filhos seus. Por isso, nos deu seu Filho Jesus, o verdadeiro Libertador, que se fez Pão do altar e é o verdadeiro Cordeiro, que foi imolado pelos ingratos e desejosos de fama e de poder.

Thiago Leon/Santuário Nacional Thiago Leon/Santuário Nacional Mosaico da Fachada Sul representa o altar como Corpo de Cristo e recorda a presença de Jesus na Eucaristia.

Ele é o Pão da vida, Pão da ressurreição, Pão da libertação, Pão da salvação.

“Eu sou o pão da vida descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, assim também quem de mim se alimenta viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu!” (Jo 6,35)

— Ó Pão da vida: Sede, fome, água, pão, Palavra, Cristo, jejum, partilha, doação!

— Ó Pão da vida: Força, sustento, conforto, alimento, libertação!

— Ó Pão da vida: Caminho, Verbo encarnado, luz, inspiração!

— Ó Pão da vida: Amor, perdão, misericórdia, salvação!

— Enquanto não for doado o pão, que gera vida e união, não se pode cantar o amor e a paz, nem esperar que aconteça libertação. Dignidade não se compra nem se vende. Ninguém pode deixar-se levar por discursos que não pensam nos irmãos.

A Palavra de Deus também se torna alimento para a caminhada quando acolhida no coração. Ela ilumina os passos, orienta as escolhas e nos reúne como irmãos. E, na Eucaristia, o próprio Cristo se oferece como Pão da Vida.

Conheça as artes da Fachada Sul

Diante de Jesus, ergamos nossas mãos e peçamos com ardor o que trazemos em nosso peito, às vezes tão ferido pela desigualdade e indiferença, pela frieza e enganação:

— Ó seara ondulante, da cor do ouro, da cor do amor!

Ó trabalhador bendito, que lançou a semente, pequenina, no seio da terra!

Ó terra acolhedora, e que nada rejeita, fez eclodir a semente!

Terra, água, sol, semente, vento e calor, nada amedronta a planta tenra que espera pela flor, pelo fruto, e não hesita em apontar o céu!

Ó caule, que sustenta folhas e frutos dourados da cor do sol, da cor do ouro, da cor do amor!

— Bendito seja o trigal, pois de seus grãos nasce o pão que mata a fome do faminto e torna farta nossas mesas. Bendito seja o trigo que, triturado no moinho, de dourado torna-se branco como a neve e das mãos abençoadas, torna-se o pão do altar!

Benditos sejam os olhos que se extasiam ao contemplar e adorar tamanha singeleza, e tão nobre grandeza, pois é Jesus, o Pão do céu!

Quem não se enche de alegria, ao ver sua presença, como os raios do sol penetrando nossa existência com seu amor?


— Bendito seja o trigal que nos deu o pão!

Bendito seja o pão do altar, Pão que é Jesus que se fez alimento, para que não nos percamos no caminho da ilusão!

Sem Ele, não há vida, não há salvação!

Bendito seja Jesus: Pão da vida, Pão do altar, Pão da salvação!

Pão da Palavra que nos encanta e é nossa luz.

Amém.

Acompanhe o 7° dia da Novena da Padroeira

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