O Padre José Armando Passerat (1762-1858) sucedeu a São Clemente Maria Hofbauer como Vigário Geral da Congregação Redentorista além dos Alpes. Absorvido nesta tarefa, sua sabedoria se tornou proverbial.
De fato, sob sua orientação, a família liguorina, como os redentoristas também eram chamados por causa do sobrenome de seu fundador, aumentou surpreendentemente e se espalhou não só pela Europa, como também pelas regiões distantes da América e Caribe.
Homem de profunda vida de oração e apostolado, Pe. Passerat foi o grande responsável pela difusão da Congregação pelo mundo, fundando casas missionárias na Baviera (Sul da Alemanha), Áustria, Prússia (Norte da Alemanha), Suíça, Bélgica, Irlanda, França, Romênia, Portugal, Holanda, Inglaterra e Estados Unidos - Com exceção da fundação na Romênia que foi de curta duração, todas as suas fundações prosperaram, se tornando polo de envio de missionários para outras partes do mundo.
Dele diziam na época:
"Deem-me quatro Hofbauers para o púlpito e quatro Passerats para o confessionário e eu converterei todos os reinos".
São Clemente, por sua vez, dizia aos jovens redentoristas:
"Se vós, com os exemplos do Pe. Passerat, não vos tornardes santos, então nunca chegareis a sê-lo".
Em 1832, o Venerável Padre Passerat fez a primeira tentativa de envio de missionários para a América do Norte, mas foi em 1841, que os missionários belgas cruzaram o Atlântico para se estabelecerem no novo continente.
Mesmo sendo um país de área geográfica e população reduzidas, a Bélgica por muitos anos forneceu o contingente de pessoas necessárias para as casas americanas até que, por um decreto, essas casas foram anexadas em uma só Província em 1844.
Dos primeiros tempos dos redentoristas na América do Norte, os destaques ficam por conta de São João Nepomuceno Neumann e do Beato Francisco Xavier Seelos.
São João Neumann e o Beato Xavier Seelos atuaram no início da propagação da Copiosa Redenção pelos Estados Unidos
Quando um recrutamento suficiente de vocações locais permitiu que os belgas deixassem a América para os americanos, foram então enviados em 1858, para uma missão nas Antilhas.
Segundo o historiador Pe. Maurice de Meuleumeester em sua obra “História Sumária da Congregação do Santíssimo Redentor”, os primeiros missionários foram os padres Joseph Prost e Louis Dold, e a primeira fundação ocorreu em 4 de junho de 1902, na Diocese de Roseau, na Ilha Dominica, localizada no Arquipélago das Pequenas Antilhas, no Mar do Caribe, próxima às ilhas de Guadalupe e Martinica que são departamentos ultramarinos franceses.
Essas ilhas eram então habitadas por uma população descendente de portugueses e de negros, trazidos pelos colonos como escravos.
Ex-colônia britânica, Dominica conquistaria sua independência em 1978, mantendo a condição de membro da Comunidade do Caribe (CARICOM) e da Commonwealth, que reúne as nações sob a tutela da monarquia britânica.
O início da fundação foi cansativo, enfrentando grandes dificuldades, levando vidas preciosas a serem sacrificadas.
No entanto, a presença redentorista propiciou um grande bem entre esses colonos, negros em sua maioria, que apesar de suas fraquezas são muito apegados à religião e aos missionários.
Com a fundação de escolas católicas, os missionários conseguiram bloquear o crescimento da propaganda protestante de dez igrejas diferentes que atraiam muitos seguidores entre os habitantes da ilha.
Ao ministério ordinário realizado nas paróquias, os Redentoristas das Antilhas também uniram sua obra principal com a pregação das missões populares propriamente ditas.
Como em todos os lugares onde a presença redentorista e as missões acontecem e as bênçãos e graças de Deus descem sobre as obras e aos milhares de cristãos que colheram os frutos ao longo dos tempos.
Na atualidade a ilha possui uma população de aproximadamente 70 mil habitantes, deles quase 17 mil estão concentrados em Roseau, a capital.
Os Missionários Redentoristas que atuam na ilha são ligados à Província de Baltimore, com sede nos Estados Unidos, mantendo duas comunidades em Roseau.
.:: Saiba mais sobre a presença Redentorista nos Estados Unidos ::.
Fonte: Instituto Histórico Redentorista
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