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Duas igrejas especiais para Santo Afonso e os Redentoristas

Conheça a Basílica de Santa Maria sopra Minerva e a Igreja de Santa Maria dei Monti, templos fundamentais na trajetória do fundador da Congregação Redentorista

Escrito por Pe. José Inácio Medeiros, C.Ss.R.

20 JAN 2026 - 14H06 (Atualizada em 21 JAN 2026 - 08H35)

Instituto Histórico Redentorista

Entre as muitas igrejas de Roma existem duas que são especiais para os Redentoristas por estarem ligadas a fatos importantes de sua história.

Basilica Santa Maria sopra Minerva

A igreja, localizada bem perto do famoso Panteão, foi fundada no século VII sobre os restos de um templo, provavelmente dedicado a Minerva Halkidiki, provindo dai o seu nome. A Basílica foi reconstruída em estilo gótico no século XIII, sendo uma das poucas igrejas desse estilo na cidade onde predominam igrejas construídas em outros estilos, como o renascentista.

Em 1256, os Frades Dominicanos ali se estabeleceram, conseguindo alguns anos depois a sua posse. Entre 1797 e 1814, durante a ocupação francesa de Roma, o convento anexo à igreja foi usado como quartel de infantaria, o que lhe causou danos consideráveis. Em 1810, houve mudanças adicionais devido à supressão das ordens religiosas. Os frades foram forçados a abandonar o convento e se dispersar. Somente em 1825 puderam retornar.

O interior da basílica é dividido em três naves, e as grandes abóbadas da nave central são apoiadas em pilares revestidos de mármore. Toda a igreja é enriquecida com expressiva ornamentação e um dos destaques é a estátua de Cristo Ressuscitado, obra de Michelangelo colocada no presbitério onde estão ainda as relíquias de Santa Catarina de Siena e do grande pintor dominicano, Beato Angélico.

Nas naves laterais existem várias capelas e uma delas, localizada à direita da entrada do templo tem uma importância destacada para a Congregação Redentorista. A Piazza della Minerva, localizada a frente da basílica, chama atenção por causa do obelisco egípcio do século VI a.C., para o qual Bernini desenhou a base com um elefante, chamado de "Filhote de Minerva" por causa de seu tamanho.

A igreja é título cardeal desde 1557 e o primeiro cardeal titular foi Michele Ghislieri, que em 1566 tornou-se papa com o nome de Pio V.

Ordenação episcopal de Santo Afonso

No ano de 1747, o rei Carlos do reino de Nápoles, que também abrangia as Duas Sicílias, quis nomear Afonso de Ligório como arcebispo de Palermo. Naquele tempo, por causa da ligação da Igreja com o Reino devido à doutrina do Regalismo, os bispos eram indicados pelo rei e nomeados pelo Papa. Porém, graças aos intensos e sinceros apelos, desta vez Afosno conseguiu escapar do episcopado.

Em 1762, Afonso enfrentou um novo desafio e dele não conseguiu se livrar, sendo nomeado bispo de Santa Ágata dos Godos. Ele pensava que conseguiria escapar, mas desta vez o Papa Clemente XIII exigiu obediência e não teve como fugir. Afonso de Ligório viajou então para Roma, onde passou uma temporada aguardando sua sagração episcopal.

Foi então sagrado bispo no dia 20 de junho de 1762, e já no dia seguinte despediu-se do Papa e de Roma, colocando-se a caminho de sua diocese localizada não muito distante de Nápoles. Está aí a importância da Basílica de Santa Maria Sopra Minerva onde, numa das capelas laterais, à direita de quem entra no templo, ocorreu a sagração de Afonso pelas mãos do Eminentíssimo Cardeal Rossi, da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), assistido por Monsenhor Gorgoni, arcebispo de Edessa e Monsenhor Jordani, arcebispo de Nicomédia e vice-governador de Roma.

.:: As devoções marianas de Santo Afonso ::. 

Basílica de Santa Maria de Monti

A igreja está localizada no distrito de Monti, de onde provém o seu nome, construída no local onde havia um antigo mosteiro do século XIII que abrigava uma comunidade de clarissas, posteriormente transformado em albergue para moradia de famílias. A atual igreja foi construída a partir de 1580 por Giacomo Della Porta, em nome do Papa Gregório XIII (1572-1585), com a contribuição financeira das famílias da nobreza italiana e apoio de muitos fiéis.

Demolido o que restava do antigo mosteiro, iniciou-se a construção de uma nova igreja dedicada a Nossa Senhora dos Montes (Dei Monti) e confiada à Obra dos Catecúmenos e Neófitos. A fachada é simples, inspirada na Igreja de Gesu, obra do mesmo arquiteto. O interior, com uma única nave, preserva muitas obras valiosas como a imagem considerada milagrosa da Virgem com o Menino, com os santos Estêvão e Lourenço (do início do século XV) colocada no altar-mor.

No antigo mosteiro havia um afresco representando a Virgem com o Menino, considerado milagroso. Quando as curas começaram a acontecer e com a repetição dos milagres, grande multidão se aglomerava em frente à casa todos os dias. Isso convenceu o Papa Gregório XIII a remover o afresco do antigo mosteiro, transferindo-o para a nova igreja que foi construída.

A Igreja de Santa Maria dei Monti foi a segunda igreja da Ordem dos Jesuítas após a Igreja do Gesù, serviu de modelo para tantas outras igrejas ao redor do mundo. Uma restauração abrangente foi realizada no terceiro quarto do século XIX a pedido do Papa Pio IX (1846-1878).

Ela é sede paroquial, constituída em 1º de novembro de 1824, pelo Papa Leão XII (1823-1829) com a bula Super universam e confiada ao clero diocesano de Roma. A igreja é também título cardeal de Santa Maria ai Monti, estabelecido pelo Papa João XXIII em 12 de março de 1960.

Estadia em Roma

Enquanto aguardava a sagração e ser recebido pelo Papa, Afonso de Ligório precisou passar uma boa temporada em Roma, hospedando-se no convento dos padres Pios Operários, localizado ao lado da Basílica de Santa Maria ai Monti e ali ele celebrou os santos mistérios.

Nesse tempo os redentoristas ainda não tinham uma residência em Roma, como aconteceria primeiro com a igreja São Julião e mais tarde com a aquisição da atual Casa Geral localizada na Via Merulana.

Nos dias que passou em Roma, Afonso saía para visitar lugares sagrados e para atender aos convites de pessoas importantes que ele não ousava recusar. Ele visitou a Biblioteca do Vaticano e, naturalmente, a Basílica de São Pedro e outras Basílicas.

Quando Afonso chegou a Roma, o papa havia saído para Civitavecchia. Em vista disso, aproveitou para viajar a Loreto, numa viagem de quatro dias, visitando o seu famoso santuário. Retornando a Roma, onde chegou em 08 de maio, justamente quando os canhões do Castelo Sant’Angelo saudavam o regresso do Papa à cidade, ainda precisou aguardar mais uns 40 dias até que ocorresse a sua sagração na Basílica de Santa Maria sopra Minerva. Portanto, temos em Roma essas duas basílicas ligadas a fatos significativos da vida do fundador e da história da Congregação Redentorista.

.:: Saiba como foi o Capítulo Geral Redentorista de 1785 ::.

Fonte: Instituto Histórico Redentorista

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