Irmão Gerard Knockaert nasceu em Kortrijk, Bélgica, no dia 16 de junho de 1845, batizado como Gustave Knockaert. Aluno exemplar, foi muito dedicado na escola fundamental e depois nos cursos de desenho feitos na Academia de Kortrijk, onde soube realizar o ideal do aluno aplicado e engajado no trabalho.
Vida redentorista
Ingressando na Congregação por volta de 1865, trouxe consigo uma boa formação na arte da carpintaria e da escultura, dons que colocou a serviço da Congregação e da Igreja, sendo dotado de um espírito sério e calmo, uma alma cheia de ardor pelo trabalho manual e pela busca da santificação.
Seu tio, Irmão Edouard, o precedeu na Congregação alguns anos. Desta forma, a partir de 1865, começou uma profunda comunhão de existência entre tio e sobrinho, vivendo por cerca de 45 anos a serviço do embelezamento das casas e igrejas redentoristas.
Sua oficina de carpintaria era também um verdadeiro oratório. Junto com o trabalho, orações, jaculatórias e Ave Marias, fluíam com os trabalhos que os dois realizavam sem interrupção. A jaculatória que mais repetiam era: "Jesus, meu amor! Maria, minha esperança!".
O Pe. Achilles Desurmont chegou a propor um estudo de especialização ao Irmão Gérard, mas ele recusou, sentindo-se atraído apenas pelo serviço humilde à Congregação em seu escritório de arquiteto. A partir do momento em que professou seus votos em 1874, prestou junto com seu tio, o irmão Edouard, grandes serviços à sua querida família religiosa.
Comunidades são enriquecidas com seu trabalho
Até 1880, as casas redentoristas de Gannat, Saint-Nicolas-du-Port e Paris foram as que mantiveram os dois irmãos bem ocupados. A partir de 1880, as casas de Oosterhout, Geleen, Stratum, Dongen e o juniorato de Uvrier, na Holanda, passaram a contar com seu trabalho na organização das instalações para noviços e estudantes que foram obrigados a deixar a França devido aos decretos de expulsão dos religiosos daquele país.
Irmão Gerard precisou fazer uma interrupção nesses trabalhos indo para Antony onde trabalhou na construção de uma grande casa para o noviciado e na residência do Superior Provincial, então em Thury-en-Valois, preparar ainda futura casa para os estudantes que estavam deixando Dongen.
Nesse frutífero período Irmão Gérard recebeu o legítimo título de “arquiteto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, se alternando entre a igreja dos redentoristas em Madri, considerada uma das mais belas da capital espanhola; a Basílica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Paris, em Mènilmontant, grandiosa pela beleza artística e pela ousadia arquitetônica inspirada de suas linhas; a de Mulhouse, Sables d'Olonne e Santiago do Chile admirada por todo o país.
Chamado a Roma
Quando começou a restauração e ampliação da igreja de Santo Afonso em Roma, ao mesmo tempo da construção da casa próxima à igreja de São Joaquim, em 1898, Irmão Gerard foi chamado a Roma pelo Superior Geral, Pe. Mathias Raus.
Na Cidade Eterna também projetou o oratório comunitário e a sacristia da mesma casa, além de ajudar no projeto da igreja redentorista de São Joaquim in Pratti, em Roma.
Dois anos depois, em 1900, o Papa Leão XIII o chamou de volta, encarregando-o de fazer a avaliação completa da Basílica de São João de Latrão.
Com isso, mais de vinte vezes foi chamado sucessivamente a Roma pelos seus superiores. Por fim, foram os Redentoristas de Scala, Saint-Amand, Wargnies e Namur que recorreram ao seu talento, além de inúmeras comunidades fora da Congregação.
Em 1903, ergueu o juvenato da Província de Paris em Mouscron em homenagem a São Geraldo, seu padroeiro, e foi novamente para os muito jovens da Congregação que consagrou os últimos dias de sua vida.
Comunidade redentorista de Mouscron em 1928
Trabalhos na igreja Santo Afonso de Roma
Nos anos de 1898-1900, a igreja de Santo Afonso, em Roma, passou por transformações estruturais bem radicais. Acima das capelas foi criada a galeria, aberta para a nave com uma série de janelas de luzes em correspondência com os arcos.
A operação envolveu a elevação das paredes da nave central, nas quais as janelas se abrem e, portanto, dos arcos transversais, bem como a reconstrução das abóbadas da própria nave em alvenaria, uma vez que as originais eram feitas de estuque.
O número de arcos dos vãos também foi dobrado com a adição de arcos intermediários, apoiados em pilastras suspensas no eixo dos pilares que separam as capelas. Por razões estáticas derivadas tanto do aumento da carga quanto da abertura do trifório, as colunas deste último, incluindo os capitéis, eram feitas de ferro disfarçado sob formas góticas.
Com a adição da galeria, as laterais do edifício foram elevadas, nas quais 15 óculos hexalobulares foram abertos para iluminação externa. E Irmão Gerard supervisionou todas as obras, incluindo o embelezamento do templo que guarda o precioso ícone original de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Redentorista exemplar
O irmão Gérard pode ser chamado de verdadeiro religioso redentorista, autêntico discípulo de Santo Afonso e devoto cumpridor de nossas Regras. Sua intenção incluía a preocupação de crescer todos os dias na devoção filial à Santíssima Virgem, ao que se consagrou até a morte.
A devoção a Maria também o guiou no amor do Santíssimo Sacramento. "Devo trabalhar para Ele e não para a vã glória" é o que volta e meia repetia. O domingo era para Ir. Gerard o dia que se consagrava à oração no oratório da comunidade quando rezava de joelhos, passando muito tempo sem se mover.
Ele até podia adiar algumas ocupações, mas não ignorava ou abolia as orações, rezando sempre pela Igreja, pela Congregação, pelas almas, pelo Papa, por seus superiores, pelas missões e pelos confrades.
Enquanto viveu, quase que desaparecia atrás de seu tio, a quem chamava de "o mestre", não ficando, porém, em nada devendo na engenhosidade e talento.
Dotado de uma caridade generosa, sabia ser delicado, gentil e paciente com os trabalhadores e operários, praticando as virtudes de forma heroica, sem que ninguém ao seu redor percebesse. Irmão Gerard passou por provações internas e seus superiores tiveram que alertá-lo sobre sua ansiedade, para que descansasse em paz em Deus.
Após 63 anos a serviço da Congregação, nosso laborioso irmão foi subitamente atingido por uma doença, que o pregou à cruz por dez dias com grande sofrimento. Mostrou, porém, calmo dianre do sofrimento amadurecido pela sua longa vida de abnegação, trabalho e oração.
Em conformidade com a vontade de Deus e rezando continuamente à Santíssima Virgem, consumou o sacrifício de sua vida logo após o Angelus do meio-dia, recebendo então a recompensa pela sua fidelidade heroica à graça de sua vocação religiosa na Congregação. Ele veio a faleceu em Mouscron, Bélgica, em 17 de março de 1928.
Fonte: Instituto Histórico Redentorista
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