No dia 19 de janeiro de 1866, dois Padres Redentoristas, um dos quais, o Padre Michele Marchi, que havia sido coroinha dos agostinianos, apresentaram-se no convento agostiniano em Santa Maria in Posterula a fim de receberem o precioso ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Ao lado do convento ficava a igreja que hoje não existe mais. O ícone estava exposto numa capela do convento, mas longe do olhar e das preces das pessoas.
Na ocasião da entrega do ícone aos redentoristas, o Beato Papa Pio IX pediu que o então Superior Geral, Padre Nicolau Mauron, entregasse uma cópia exata do original ao superior dos agostinianos como compensação.
Porém, o Superior Geral foi além, mandando confeccionar também uma cópia idêntica do ícone entregue ao próprio Papa, que depois deixaria escrito em seu testamento que essa obra deveria ser devolvida aos redentoristas, se encontrando hoje na capela interna da Comunidade Santo Afonso, em Roma.
O Padre Marchi, a quem coube a tarefa de receber o ícone, graças às suas memórias, ajudou a fazer com que o ícone voltasse ao seu local de origem, em Roma. A história conta que a antiga igreja São Mateus, onde o ícone havia sido venerado durante séculos, tinha sido demolida.
Ela tinha sido edificada no terreno que, em 1855, se tornou propriedade dos redentoristas para ser a sua Casa Generalícia. Padre Marchi tinha sido coroinha nessa igreja, cuidada pelos agostinianos irlandeses, ouvindo um irmão agostiniano falar tantas vezes sobre o ícone milagroso.
Quando se tornou adulto, já sendo um padre redentorista, teve novamente conhecimento do ícone que havia sido venerado na igreja de São Mateus. Ele uniu as pontas das duas histórias: a origem do ícone guardado com os agostinianos, que não tinha um lugar público de devoção por estar numa capela do convento, as peripécias enfrentadas pelo ícone ao longo da história e as narrativas dos muitos milagres por ele realizados. Padre Marchi, em pessoa, recontou essa história:
“De 1840 a 1853, frequentei bastante o convento agostiniano. Um velho irmão leigo chamado Orsetti revelou que, no momento da destruição da igreja de São Mateus, os agostinianos levaram consigo o ícone sagrado para salvá-lo das profanações, e o colocaram, sem o conhecimento de todos, na capela interna de seu convento. Tendo morrido os antigos padres agostinianos, só o irmão Orsetti permaneceu como testemunha do passado. Várias vezes me mostrou o ícone, no altar da capela, da Madonna venerada ao longo dos séculos em São Mateus. Ele me disse com emoção: 'Michele, não se esqueça, acima de tudo, da milagrosa Madonna de São Mateus'."
No livro de Crônicas está registrado o testemunho do padre Marchi, um personagem importante na história do ícone. Ele escreveu o testemunho e o entregou ao Superior Geral dos Redentoristas, padre Nicolau Mauron, que transmitiu ao Papa Pio IX o pedido, em nome da Congregação, recordando o passado do ícone na igreja de São Mateus, localizada bem perto da igreja de Santo Afonso, que hoje abriga o precioso ícone, para que ele fosse devolvido ao local onde a própria Virgem Maria havia solicitado.
Na noite de uma quinta-feira, dia 26 de abril de 1866, uma procissão triunfal partia da modesta casa dos redentoristas. Feliz coincidência, neste mesmo dia, se celebrava a festa de São Clemente, mártir.
Sua igreja foi construída no século I d.C. no recinto da Villa Caserta, posteriormente convertida em capela onde os primeiros cristãos se refugiaram. Depois a igreja recebeu o título de São Mateus. Bem perto das ruínas dessa igreja foi então erguida a igreja de Santo Afonso.
Igreja de Santo Afonso guarda até os dias atuais o ícone original de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Sob um magnífico dossel, cercado por numerosos clérigos, apareceu então o ícone sagrado, seguido por um bispo. Os superiores de diferentes comunidades religiosas seguiram o exemplo e, finalmente, uma multidão de fiéis que oravam e cantavam as glórias de Nossa Senhora.
As casas haviam sido decoradas com bandeiras, tapeçarias e cortinas descendo das varandas, e o chão estava enfeitado de flores. Ao longo do caminho, curas foram obtidas quando a imagem milagrosa apareceu.
A partir desse glorioso dia, Maria recuperou o seu trono, continuando, sem jamais cessar, a demonstração de suas maravilhas. Teve início então um tríduo solene a partir desse dia e, segundo um testemunho ocular, mais de cinquenta mil pessoas vieram, durante esses três dias de oração, para se prostrarem diante da Santa Imagem.
Segundo o mandato do Papa Pio IX, homenageado com o título de oblato redentorista, há 160 anos, esse tem sido o compromisso dos redentoristas, tanto religiosos como leigos.
A devoção ao Ícone do Amor de nossa Mãe do Perpétuo Socorro se espalhou pelos cantos dos cinco continentes. A celebração de uma efeméride de 160 anos nos faz recordar passagens preciosas dessa história e do contributo de cada um de seus devotos.
De lá para cá, são 160 anos de muita devoção, de expressões de fé e confiança na intercessão de Maria que nos apresenta Jesus, o nosso “Perpétuo Socorro”.
O ícone se tornou um dos mais conhecidos e amados em todo o mundo católico, inclusive no Brasil, onde a devoção chegou antes mesmo dos Missionários Redentoristas.
Quer conhecer os detalhes do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro? Pe. Ronival Benedito, C.Ss.R., explica tudo para você!
.:: Perpétuo Socorro: nossa esperança ::.
Fonte: Instituto Histórico Redentorista
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