Por Elisangela Cavalheiro Em Notícias Atualizada em 09 AGO 2019 - 12H12

“Minha primeira paixão foram os ribeirinhos”, conta padre redentorista

Reprodução.
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Padre Leo descobriu que nasceu para ser missionário na Amazônia.


De família católica, o acreano Leonilson Maria Lima Brandão decidiu que queria ser um padre e missionário redentorista ao conhecer a realidade dos ribeirinhos no Amazonas. Tocado pela simplicidade e pelas necessidades daquele povo ele se decidiu por um trabalho que ocupará a reflexão da Igreja de todo o mundo no próximo Sínodo dos Bispos: a evangelização na Amazônia.

Confira a entrevista completa no programa Fortes na Fé:


Padre Leo lembra que aprendeu com sua mãe uma lição muito importante quando decidiu que queria ser padre: “Não trair a Deus que te chamou e te deu a vocação”, era o que ela sempre dizia pra ele, lembra o missionário.

Seguindo seu coração com a clareza que herdou de sua família, ele faz aquilo que realmente gosta. “O que segura e nos prende à vocação é o trabalho que nós realizamos. Eu costumo dizer que se você não é feliz naquilo que faz além de se frustrar, você frustra os outros, e eu gosto do que eu faço e não me veria no mundo hoje se não fosse como religioso consagrado e missionário redentorista”, celebra.

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Povo ribeirinho só consegue ver o padre uma vez no ano. Faltam vocações!

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Padre Leo é sacerdote há três anos e atualmente trabalha na Catedral de Sant´Ana e São Sebastião, em Coari (AM). Lá ele é vigário paroquial, administrador de rádio e tudo o mais que for preciso. Ele acompanha o trabalho de jovens que integram a Juventude Missionária Redentorista (JUMIRE) e com eles enfrenta realidades bastante complexas como o tráfico de pessoas, de armas e drogas.

A certeza de sua decisão o impulsiona a enfrentar as realidades que um dia ele escolheu para viver e não é nenhum problema para ele. “A demanda amazônica é grande. Onde estou atualmente existem lugares que tenho que viajar um dia e meio de barco para chegar às comunidades e famílias, e lá são pessoas que veem o padre somente uma vez no ano”, conta.

A Diocese de Coari também é administrada por um bispo redentorista, Dom Marcos Piatek, C.Ss.R. Lá são 120 comunidades, sendo 6 na zona urbana e 114 na zona rural. Para as viagens, os padres utilizam o “Barco Catedral” e a “Lancha Catedral”.

“A alegria de ser um missionário é a mesma que ser um bom pai e uma boa mãe, e eu acredito que é isto que nós precisamos revelar pra este mundo”, finaliza.


:: Prelazia de Borba é reflexo da realidade que o Sínodo quer refletir

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