Por Secretariado Vocacional Redentorista Em Notícias Atualizada em 31 JUL 2020 - 16H57

7 fatos marcantes na história de Santo Afonso de Ligório

Neste dia 01 de agosto, quando celebramos com alegria a memória do Pai fundador da Congregação Redentorista, convidamos você conhecer a vida de Santo Afonso Maria de Ligório, exemplo de decisão, doação e santidade. 

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Origem nobre

Afonso Maria de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, em Nápoles, na Itália. Era filho Ana Cavalieri e Frederico Cavalieri. Família cristã, nobre, rica e de prestígio social. Foi neste ambiente que Afonso recebeu o amor, a fé e uma educação inigualável. O pai o preparava através dos estudos, contratando os melhores professores da época, e a mãe o fez um cristão fervoroso.

Jovem advogado

Com 16 anos, Afonso já era advogado e conquistou o doutorado em direito civil e eclesiástico. Começou a exercer sua profissão no fórum de Nápoles e tornou-se um advogado de sucesso. Ele atendia os pobres que não tinham como pagar os honorários de um advogado e trabalhava contra a corrupção da corte napolitana.

Reprodução.
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Adeus tribunais

Foram 10 anos de intenso trabalho e de sucesso na advocacia até que uma triste surpresa o desiludiu com tudo. Por conta da influência política e da corrupção, o juiz foi subornado e Afonso perdeu uma causa injustamente. Como homem justo, o sabor amargo da derrota lhe fez sair de cabeça baixa do palácio dizendo: “mundo eu te conheço, adeus tribunais! Não o vereis jamais.” Afonso ficou 3 dias trancado no quarto. Seus pais estavam arrasados com a situação. O nobre cavaleiro napolitano não queria mais seguir a carreira brilhante que já havia conquistado. Afonso retirou-se e foi cuidar dos doentes no hospital do incuráveis de Nápoles.

Decisão

Cuidando dos doentes, eis que sentiu um apelo divino em seu coração: “deixe o mundo e entregue-se a mim”. Mesmo interiormente apavorado, Afonso se entrega: “Meu Deus - disse chorando - resisti demais à vossa graça. Eis-me aqui: fazei de mim o que quiserdes.” Afonso se rendeu ao amor e ao chamado de Deus e, como prova de sua mudança de vida, colocou sua espada de nobreza aos pés de Nossa Senhora das Mercês, na capela da Redenção dos cativos. Aos prantos disse: “Adeus, mundo e vaidades! A vós, Senhor, minha vida! Títulos e bens de minha casa, ei-los aqui em holocausto a meu Deus e a Maria.” Este dia, 29 de agosto de 1723, ficou marcado para ele como “o dia de sua conversão”. Abandou tudo e decidiu ser padre, aos 26 anos.

Fábio Silva.
Fábio Silva.


Os pobres e abandonados

Afonso estudou teologia e foi ordenado aos trinta anos, em 1726. Em homenagem à Nossa Senhora, acrescentou o nome de Maria ao seu sobrenome. Tornou-se um grande pregador. Por conta da sua saúde, foi orientado pelos médicos a se retirar para as montanhas de Scala, onde o clima era mais favorável. Lá ele conheceu uma pobre gente abandonada, criadores de cabras, que não conheciam Jesus Cristo. Isso tirou a paz de Afonso, não poderia deixar aquele povo desolado. Voltou à Nápoles e motivou um grupo de padres para que o ajudassem na missão de evangelizar.

Fundação dos Redentoristas

Conduzido pelo Espírito Santo, inspirado na mesma passagem Bíblica que marca a missão de Jesus (Lc 4,18-19) e sensibilizado pelo clamor dos pobres do sul da Itália, no dia 9 de novembro de 1732, com 5 companheiros, Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Salvador, que mais tarde seria chamada de Santíssimo Redentor. Com um profundo desejo de levar a Boa-Nova do Evangelho a todos, particularmente aos pobres e abandonados, Afonso pregou a Palavra e ensinou tudo sobre a devoção a Maria.

:: Infográfico conta a história da Congregação Redentorista

Reprodução.
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Missão cumprida

Além da atividade missionária, Afonso foi um grande escritor, compositor e poeta. Entre as obras mais conhecidas, destacam-se: “Glórias de Maria”, “A prática do amor a Jesus Cristo”, “Visitas ao Santíssimo Sacramento” e o “A Oração”. Foi bispo da Diocese de Santa Águeda dos Godos. Faleceu em 1º de agosto de 1787, na cidade de Salerno, Itália, com 91 anos. Foi canonizado no ano de 1839. Em 1871, foi declarado Doutor da Igreja. Em 1950, o papa Pio XII declarou-o Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral.

Os Missionários Redentoristas, filhos espirituais de Santo Afonso, continuam sua missão com entusiasmo e alegria em todo o mundo.

Pe. Reinaldo Beijamim, CSsR,
Secretariado Vocacional Redentorista.

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