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Missões Populares: encontro reúne religiosos em Brasília

Encontro refletiu sobre os desafios da evangelização e a necessidade de renovar os métodos missionários diante das mudanças da sociedade

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Escrito por Ir. Viveiros, C.Ss.R.

04 NOV 2026 - 13H35 (Atualizada em 04 NOV 2026 - 14H36)

Fr. Clayton,C.Ss.R.

Com o tema “Passemos para a outra margem” (Mc 4,35), realizou-se o III Seminário Nacional das Missões Populares, no período de 30 de outubro a 1º de novembro de 2026, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Sobradinho I, Brasília (DF).

Participaram do evento cinco bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas e muitos leigos missionários, vindos das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil, totalizando 76 participantes. Representando a província Nossa Senhora Aparecida, estiveram presentes o Pe. Antônio Niemiec, o Pe. Luiz Carlos da Cruz, o Fr. Clayton Sérgio Cunha Peixoto e Ir. Viveiros.

Todos os participantes foram acolhidos e hospedados nas casas das famílias da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que ofereceram gratuitamente as refeições e a hospedagem. Sob a coordenação do Pe. Valdo, pároco, tudo foi muito bem preparado, proporcionando um belo testemunho de acolhimento e solidariedade.

Reflexões sobre a missão e os desafios da Igreja

O III Seminário das Missões Populares propôs uma reflexão a partir de quatro eixos:

  • “Memória e Identidade das Missões Populares no Brasil”, assessorado pelo Pe. Antônio Niemiec, C.Ss.R.;
  • “Passemos para a outra margem – saída sinodal: do templo à casa, do sagrado ao profano”, assessorado por Dom Paulo Cézar Costa, Cardeal Arcebispo de Brasília. Ainda neste eixo, foi abordado o tema “Validade e método das Missões Populares – fundamentos eclesiológicos e pastorais”, com assessoria do Pe. Estêvão Raschietti, sacerdote xaveriano;
  • “Mudança de época exige mudança nos métodos – conjuntura socioeclesial contemporânea”, assessorado pela Dra. Clélia Peretti;
  • “Estado permanente de missão e continuidade – como garantir que a missão não seja só evento”, assessorado por Dom Murilo da Silva Jardim, Presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB.

Todas as reflexões foram ricas em conteúdo e apresentaram luzes e sombras sobre as missões na Igreja do Brasil. Há muitos desafios a serem enfrentados.

Também participaram bispos vinculados à caminhada missionária e à Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial: Dom Maurício da Silva Jardim, presidente da Comissão; Dom Paulo Andreolli, bispo referencial das Missões Populares; Dom Adriano Ciocca, bispo emérito da Prelazia de São Félix; Dom Esmeraldo Barretos de Faria, bispo emérito de Araçuaí (MG) e membro da Comissão das Missões; e Dom Paulo Cézar Costa, Cardeal Arcebispo de Brasília.

A continuidade da caminhada missionária

O III Seminário das Missões Populares dá continuidade ao processo de conscientização sobre a importância de compreender que “Ser Igreja é ser missão”.

Os dois seminários anteriores, o primeiro realizado em 2004, em Brasília, com o tema “Queremos ver Jesus – Caminho, Verdade e Vida”, e o segundo realizado em Belo Horizonte (MG), de 12 a 15 de março de 2007, dentro do contexto de preparação para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, realizada em maio de 2007, em Aparecida (SP), ofereceram significativa contribuição aos bispos durante a Conferência.

Da mesma forma, o III Seminário deverá contribuir com a preparação do Ano Nacional Missionário, que será realizado de 26 de novembro de 2028, Solenidade de Cristo Rei, a novembro de 2029, e também com o VII Congresso Americano Missionário (CAM7), previsto para os dias 14 a 18 de novembro de 2029, na Arquidiocese de Curitiba (PR), com o tema “Igreja da América em missão nas fronteiras”.

A mudança de época exige mudança nos métodos. O Evangelho não muda, mas os métodos de evangelização precisam ser continuamente renovados para que a mesma Boa Nova continue sendo anunciada de modo significativo em diferentes contextos históricos.

Os assessores chamaram a atenção para o modelo de Igreja Sinodal, que significa caminhar juntos, escutar juntos, discernir juntos, decidir juntos e assumir juntos a missão. Dessa forma, é possível combater o individualismo, fortalecer a comunidade, promover a participação, valorizar a diversidade e criar corresponsabilidade.

O missionário precisa aproximar-se do povo, conhecer sua realidade e, mais do que tocar a mente, tocar o coração.

Que as Missões Populares sejam, de fato, uma ação pastoral extraordinária a serviço da Pastoral Ordinária, ajudando as paróquias a despertar a consciência missionária de seus membros afastados e indiferentes. Que sejam uma profunda experiência de evangelização e renovação da Igreja e mobilizem os fiéis a sair ao encontro das pessoas, especialmente daquelas afastadas e abandonadas nas periferias geográficas, sociais e existenciais.

Leia Também: As missões populares na história


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