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Os milagres que permitiram a canonização de Santo Afonso

No dia 03 de dezembro de 1829, o Papa Pio VIII aprovou com um Decreto os dois milagres que possibilitaram a Canonização do Beato Afonso Maria de Ligório

Escrito por Pe. José Inácio Medeiros, C.Ss.R.

26 MAR 2026 - 10H35 (Atualizada em 26 MAR 2026 - 15H10)

Gustavo Cabral

Todos bem sabemos do rigor usado pela Igreja para comprovar a santidade de uma pessoa, uma vez que o processo de canonização é comprovado, torna-se irreversível.

O processo de canonização do fundador dos Missionários Redentoristas começou pouco depois de sua morte e, mesmo sofrendo com as circunstâncias políticas que envolveram a Santa Sé, especialmente na segunda metade do século XIX, chegou a bem termo com a aceitação dos dois milagres necessários para a canonização de nosso santo fundador.

A Igreja pede dois novos milagres para o prosseguimento do processo de canonização de um Bem-Aventurado. Afonso de Ligório realizou inúmeras curas milagrosas e centenas de conversões.

Delas são mencionadas as duas, escolhidas por aqueles que cuidaram de sua Causa de Canonização que a Igreja certificou para poder inscrevê-lo no catálogo dos Santos.

A cura de um irmão leigo da ordem camaldulense

Pietro Canale era um irmão leigo da ordem camaldulense. Ao cair de uma escada, fraturou o osso esterno. Três médicos, após usarem todos os recursos de sua arte durante cerca de dez meses, declararam a ferida incurável.

O paciente aplicou então uma imagem do santo no tumor que se formou e que já estava malcheiroso e sangrento, implorando fervorosamente sua ajuda.

Irmão Pietro prometeu que, se fosse curado, ofereceria um ex-voto por oito dias. Seis dias depois, ao assistir à santa missa, sentiu que o linho que cobria a ferida se soltou do ferimento. Apresentando-se aos médicos, eles descobriram que o ferimento havia desaparecido, restando apenas uma cicatriz. Era o dia 16 de outubro de 1816.

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A cura de uma mulher

Antonia Tarzia caiu do alto de um sótão, sofrendo várias fraturas, com seu peito e barriga esmagados sob o peso. Os médicos que a socorreram encontraram várias fraturas graves, inúmeras luxações e hematomas, bem como algumas lesões internas que dificultavam o uso normal de suas funções vitais. Sua agonia foi testemunhada.

Uma menina que a visitou lhe trouxe um tecido embebido no óleo de uma lâmpada que queimava em frente à imagem do Bem-aventurado na igreja. Com esse óleo, a mulher doente untava seu corpo enquanto lutava contra a morte.

Numa visão repentina, viu o Beato Afonso de Ligório fazendo três grandes sinais da cruz sobre ela. A mulher doente sentou-se então na cama, dizendo: "Estou completamente curada".

Segundo testificam algumas testemunhas, apesar das fraturas e luxações ela se levantou do leito, pedindo para comer, caminhou e pode até mesmo alimentar seu bebê com leite. A cidade inteira clamava por um milagre!

Vinte testemunhas testemunharam sob juramento os detalhes desse evento prodigioso. Era 2 de agosto de 1817.

Os dois milagres foram exaustivamente analisados, comprovados por especialistas médicos isentos e incluídos no processo de canonização de Afonso de Ligório, que hoje recebe as honras dos altares para o bem da Congregação e de toda a Igreja.

Superadas todas as dificuldades, o Papa Gregório XVI, em 26 de maio de 1839, dia da Santíssima Trindade, inscreveu Afonso de Ligório no rol das pessoas canonizadas.

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Fonte: Instituto Histórico Redentorista

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