Existe uma passagem importante e pouco conhecida na vida de Santo Afonso de Ligório, fundador dos Missionários Redentoristas, que foi a sua participação na Congregação das Missões Apostólicas. No dia 13 de novembro de 1724, ele foi recebido como noviço na referida Congregação.
Após receber a tonsura, sinal distintivo de sua consagração, Afonso bateu à porta para entrar na Congregação das Missões Apostólicas. Como era exigido pelas regras que orientavam essa congregação, sua admissão passou primeiramente pela análise de dois concílios, assembleia examinadora da congregação.
Em 27 de outubro de 1724, foi aceito por unanimidade pelos 51 membros presentes.
Finalmente, numa segunda-feira, dia 13 de novembro do mesmo ano, ele foi recebido como noviço durante a assembleia.
Ajoelhou-se primeiro diante da imagem de Nossa Senhora e depois diante do superior em funções, Giovanni Venato, que o encorajou a ser fiel à regra e a perseverar em seu bom propósito. Afonso foi então confiado a dois mestres de noviços, Francesco Zacchetti e Pietro Marco Gizzio.
Explicando melhor, a tonsura era um corte de cabelo ritualístico que se fazia naqueles que almejavam o sacerdócio numa cerimônia associada a ele, onde o topo da cabeça era raspado, simbolizando renúncia à vaidade mundana, associando à coroa de espinhos de Cristo como forma de preparação para os sofrimentos e desafios próprios da vocação. Embora tenha sido abolida oficialmente em 1972 pelo Papa Paulo VI, a tonsura era historicamente utilizada para distinguir os clérigos dos leigos como sinal de sua entrada para o estado clerical.
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A Congregação das Missões Apostólicas à qual Alfonso passou a pertencer era uma associação de padres diocesanos que pregavam missões no Reino de Nápoles.
Foi fundada em 1600, e depois refundada várias vezes, concentrando suas atividades missionárias principalmente no Reino de Nápoles e na região centro-sul da Itália.
O principal objetivo da Congregação era dedicar-se à evangelização dos pobres e à formação do clero, em consonância com os ideais da Reforma Católica posterior ao Concílio de Trento, celebrado na primeira metade do século XVI.
Seus membros estavam envolvidos principalmente em atividades de pregação, organização de missões para o povo no interior e nas cidades.
Suas Missões eram realizadas em ciclos intensivos de pregação e catequese destinados a renovar a fé, a moralidade e os bons costumes, especialmente em áreas rurais onde a formação religiosa era menos difundida.
Na ocasião do nascimento da Congregação Redentorista o Reino de Nápoles tinha por volta de 03 milhões de habitantes, dos quais cerca de 250 mil se concentravam na grande cidade.
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A população da zona rural e dos pequenos povoados do interior, como Scala, que veria nascer a nova congregação, sofria com todo tipo de carência, sendo abandonada social e religiosamente falando.
Embora Afonso de Ligório tenha ingressado nesta Congregação em 1724, sua permanência foi bastante curta e posteriormente ela a deixaria para fundar um novo Instituto Religioso em Scala, no ano de 1732, com um carisma semelhante, porém mais específico.
Os membros do novo instituto, ao contrário da Congregação das Missões Apostólicas, não eram seculares e sim religiosos. No ano de 1743 suas regras seriam aprovadas pelo Papa e além dos votos tradicionais de pobreza, castidade e obediência, Santo Afonso ainda acrescentaria o juramento de perseverança.
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Como na maioria dos institutos clericais da época, os clérigos que aspiravam ao sacerdócio, desejando se dedicar a uma vida comunitária e de apostolado ativo, entravam para essas congregações, mas nem sempre cumpriam bem as suas obrigações.
Por essa razão, seus candidatos, a exemplo de Afonso, que havia acabado de receber a tonsura, precisavam passar por um processo de seleção cuidadoso, que incluía escrutínio e aprovação formal pelos conselhos internos da Congregação.
Por essa mesma razão, desde o início Afonso de Ligório foi bastante rigoroso na aceitação dos primeiros membros de seu instituto, muitos dos quais já entravam como sacerdotes e posteriormente bastante cuidadoso na escolha dos formadores que acompanhariam aqueles que entravam no processo de formação para que não repetissem alguns dos vícios tão comuns em seu tempo.
A missionariedade, o zelo apostólico, a sólida formação e a dedicação plena “à salvação das almas” tornaram-se marcas características da congregação.
Santo Afonso de Ligório e a recitação do Santo Rosário
À luz de Santo Afonso, é possível notar como o caminho de oração perseverante e espiritualidade mariana fortalece a missão redentorista. Clique e confira!
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