Por Redação A12 Em Redentoristas Atualizada em 06 NOV 2018 - 10H08

6 de novembro: Memória dos Mártires Redentoristas de Cuenca

Neste dia 6 de novembro, a Congregação do Santíssimo Redentor recorda a memória litúrgica de seis missionários redentoristas conhecidos como Mártires de Cuenca.

Os padres Javier Gorosterratzu Jaunarena, Ciríaco Olarte Pérez de Mendiguren, Miguel Goñi Áriz, Julián Pozo Ruiz de Samaniego, Pedro Romero Espejo e o Irmão Victoriano Calvo Lozano, foram beatificados junto aos 522 mártires da Guerra Civil da Espanha (1936-1939), no dia 13 de outubro de 2013, em Tarragona, na Espanha. 

Mártires Redentoristas Espanhóis
Retrato comemorativo pintado por Belém del Pino da Universidade Complutense de Madrid

A Guerra Civil Espanhola fez aproximadamente 270 mil vítimas, incluindo soldados e civis. Muitos morreram por ações de guerra, e outros por represália, doenças e pela fome. Aproximadamente 6.850 morreram como resultado direto da perseguição religiosa. Desses, 13 eram bispos e mais de 6 mil eram sacerdotes e religiosos. Entre eles, quase mil já foram beatificados ou canonizados. Outros 2 mil casos estão em processo. 

Conheça a história dos Mártires Redentoristas:   

Beato José Xavier Gorosterratzu 

Chegou em Cuenca em 1933. Permaneceu no seminário junto com o bispo diocesano e outros sacerdotes durante o período da guerra civil quando, no dia 10 de agosto de 1936, foi tirado à força para ser executado. Foi assassinado no caminho para o cemitério de Cuenca.

Os testemunhos contam que José Xavier foi um "apóstolo incansável" e encorajava a todos com palavras de esperança. 

  

   

Beato Ciríaco Olarte Y Perez de Mendiguren

Ciríaco chegou a Cuenca no ano de 1935, antes da guerra civil. Junto com outro mártir redentorista, padre Goñi, esconde-se na cada do senhor Enrique Gómez. Padre Olarte previu que no dia de Santo Afonso, dia 1º de agosto, eles iriam "passar no céu".

De fato, no dia 31 de julho de 1936, por volta das 10h, eles foram conduzidos por uma milícia e, em um desmanche, foram assassinados a tiros.   


  

  

Beato Julián Pozo Y Ruiz de Samaniego 

Padre Julián estava em Cuenca quando a guerra começou. Cuidando de um tuberculose, vivia seu ministério com dedicação servindo com ânimo e otimismo, apesar de sua enfermidade. No dia 20 de julho de 1936, deixou o convento onde morada e refugiou-se junto com outro mártir redentorista, Irmão Victoriano na casa das irmãs Eugenia e Joaquina.

Retornou ao seminário, quando em 9 de agosto, foi morto a tiros. Testemunhas contam que padre Julián morreu em postura de mártir, ajoelhado e rezando o rosário.



      

Beato Victoriano Calvo Lozano

Foi enviado para Cuenca em 1921 pelos seus superiores, onde exerceu seu ministério como hortelão, sacristão e porteiro.

No dia 20 de julho de 1936, por causa da guerra, teve que se refugiar na casa das irmãs Munhoz. Junto com padre Julián Pozo, outro mártir redentorista, esperava no Senhor. No dia 9 de agosto de 1936, foi morto primeiramente o seu companheiro.

Irmão Victoriano, foi morto dois dias depois, no dia 11, por volta das duas horas da madrugada com as mãos amarradas, na companhia de outro confrade mártir, o padre José Xavier a caminho do cemitério de Cuenca. Ali, irmão Victoriano entregou sua vida em silêncio, sem negar sua fé. 

   

Beato Miguel Goni Ariz 

Padre Miguel estava em Cuenca em 1936, no período da guerra civil. No dia 31 de julho do mesmo ano, depois de ter celebrado uma missa na casa do senhor Asciclo Dominguez, ele e o também martir redentorista, padre Ciríaco, são levados para um desmanche, onde receberam tiros à queima-roupa.

Segundo testemunhas, o missionário agonizou por horas até sua morte.


 

   

Beato Pedro Romero Espejo

Padre Pedro era o mais idoso entre os mártires redentoristas. Estava em Cuenca quanto a guerra começou. Foi forçado a deixar a comunidade e viver, como foi o caso de outros colegas, com uma família local. Para escapar da atenção dos perseguidores e continuar a exercer o apostolado, escolheu mendigar nas ruas da cidade.

Em 1938, um ano antes do fim da guerra, com a saúde debilitada, refletia que a prisão seria um benefício. Em maio daquele ano, conseguiu ser preso por desacato ao regime. Na prisão foi atendido fisicamente e espiritualmente por outros padres prisioneiros. Consumindo-se lentamente, morreu de disenteria, no dia 4 de junho de 1938, aos 67 anos.    

 

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