Por Elisangela Cavalheiro Em Redentoristas Atualizada em 21 NOV 2018 - 16H47

A vida das Monjas Redentoristas

Reprodução.
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Na cidade de São Fidélis, no Rio de Janeiro, o Mosteiro da Santa Face e do Puríssimo e Doloroso Coração de Maria vive uma vida de simplicidade e dedicação. 

Por volta das quatro e meia da manhã, o sol ainda não apareceu, mas o dia já começa para as Monjas Redentoristas. Rapidamente, a pequena comunidade de religiosas se organiza e se dirige à igreja, para a oração do Ângelus.

Pela manhã, são pelo menos três horas de meditação e contemplação da Palavra e Celebração Eucarística. O dia que começa de madrugada só termina às nove horas da noite, depois da última oração.

“A vida dentro de um mosteiro é vocação”, diz a monja redentorista Madre Maria da Penha, religiosa há mais de 60 anos. 

Ao ser perguntada sobre qual a experiência que fez em todos esses anos de vida monástica, a religiosa diz que “não é uma experiência é a nossa vida”.

A Ordem do Santíssimo Redentor é um instituto religioso da mesma família da Congregação do Santíssimo Redentor, fundada por Santo Afonso Maria de Ligório. No Brasil, estão presentes com dois mosteiros, o de São Fidélis e outro em Itu (SP). 

O Mosteiro da Imaculada Conceição localizado em Itu (SP) é ligado por laços à Congregação do Santíssimo Redentor, e o de São Fidélis, por seguir a regra afonsiana antiga, está ligado aos Filhos do Santíssimo Redentor, conhecidos como Redentoristas Transalpinos.

As monjas de São Fidélis receberam aprovação do Papa Paulo VI, para usar a Regra Antiga com os ritos litúrgicos e disciplinares tradicionais, utilizados antes da reforma do Concílio Vaticano II.

Segundo Madre Maria da Penha a vida monástica é uma entrega radical ao serviço do Reino de Deus.

Foto de: arquivo. 

Oração: alicerce da vida espiritual. 

“Entrei com 19 anos no mosteiro, a vida aqui no mosteiro é uma doação total, é ficar só para Nosso Senhor”, declara a monja.

Diferentemente dos mosteiros que vivem sob a regra pós-conciliar, as monjas de São Fidélis não tem contato nenhum fora dos muros do mosteiro, a não ser pela grade, pequena abertura que possibilita o contato, nas visitas familiares, por exemplo. A exceção acontece quando as religiosas precisam ir ao dentista ou ao médico, mesmo assim precisam de licença do bispo.

“Poucas são as jovens que procuram o mosteiro. É muito difícil. Poucas são as que escrevem para nós, e as meninas querem viver aqui dentro a mesma vida que vivem lá fora”, finaliza a madre ao falar sobre a ausência de jovens interessadas nesse estilo de vida.

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