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Saiba como o Ícone do Perpétuo Socorro chegou aos Redentoristas

Obra escondida durante invasão napoleônica foi recuperada por sacerdote que a venerava na infância e retornou ao local original em 1866

Escrito por Natan Gomes

19 JAN 2026 - 08H00 (Atualizada em 19 JAN 2026 - 09H13)

Reprodução

A história do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro nas mãos dos Redentoristas é marcada por um resgate providencial de uma obra que estava praticamente esquecida.

Esse ícone, de origem grega, chegou a Roma pelas mãos de um comerciante no final do século XV, e permaneceu em sua família até ser entregue na igreja de São Mateus Apóstolo, administrada pelos Agostinianos, onde foi venerado por cerca de 300 anos.

Porém, quando as tropas napoleônicas invadiram Roma em 1798, a igreja foi destruída e os Agostinianos abrigaram o ícone em uma capela particular, na igreja de Santa Maria in Posterula, onde permaneceu escondido.

Gustavo Cabral Gustavo Cabral O ícone simboliza a Mãe de Deus como refúgio e ajuda constante. O Menino Jesus em seus braços é o Perpétuo Socorro.


Quando os Missionários Redentoristas compraram o terreno para construir a atual Casa Geral, encontraram as ruínas da antiga igreja de São Mateus e documentos ligados ao ícone do Perpétuo Socorro.

Um jovem sacerdote redentorista, Padre Marchi, que havia sido coroinha na igreja dos agostinianos, lembrou-se de que um dos freis sempre os levava para rezar diante do ícone, dizendo que ele deveria retornar à igreja de São Mateus.

Ao saber da história, o Superior Geral da congregação, Padre Nicolau Mauron, em acordo com o superior dos Agostinianos, pediu ao Papa Pio IX que decretasse o retorno do ícone ao local onde permaneceu ao longo de três séculos.

No dia 26 de abril de1866, a representação de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro retornou para a igreja Santo Afonso, anexo à Casa Geral Redentorista, construída no terreno que abrigava a igreja de São Mateus.

Foi um momento festivo, com uma grande procissão que precedeu a entronização do ícone na igreja de Santo Afonso, onde permanece até hoje sob os cuidados dos Missionários Redentoristas.

Gustavo Cabral Gustavo Cabral Igreja de Santo Afonso. Ao lado direito encontra-se a Casa Geral Redentorista.


O  A12 teve a oportunidade de conversar com Pe. Ronival Benedito dos Reis, C.Ss.R., que é prefeito da igreja Santo Afonso há três anos.

Confira essa entrevista!


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