Por Fr. Diego Antônio da Silva, C.Ss.R. Em Notícias Atualizada em 18 MAR 2019 - 11H54

Santo Afonso: a melhor forma de retribuir o amor é amando

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Estátua de São João Nepomuceno, santo redentorista, na República Checa.

“Quem ama, necessariamente deseja ser amado!”

Santo Afonso (1696-17870) foi um grande pastor, extremamente zeloso e comprometido com a fé do povo, principalmente com os mais simples e abandonados. Sua maior preocupação era apresentar um caminho seguro para uma espiritualidade autenticamente cristã, capaz de chegar aos ouvidos e ao coração de todos, dos mais simples aos mais cultos. Desta forma, publicou, no dia 18 de março de 1768, “A Prática do Amor a Jesus Cristo”, considerada uma das principais obras de ascese da espiritualidade moderna.

Jesus Cristo é o amor do Pai Encarnado. Um amor enlouquecido, capaz de esvaziar-se totalmente de sua divindade para solidarizar-se com nossa natureza humana: “Foi por amor que esqueceu sua dignidade”. Para Afonso, o maior ato de amor do Divino Redentor foi a cruz, porque o tempo de sua morte era o tempo desejado por Ele. Queria dar à humanidade a última prova de amor, morrendo por nós numa cruz, consumido de dores.

Reprodução.
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Expressar nosso amor a Jesus Cristo é sempre um grande desafio, pois, humanamente, nada será suficiente para honrá-lo e glorificá-lo. Neste sentido, Santo Afonso afirma que a melhor forma de retribuir o amor é amando: “Quem ama, necessariamente deseja ser amado”. Não se trata de uma barganha ou mesmo de uma dívida de consciência, mas de um profundo desejo de amar Àquele que nos amou por primeiro.

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Este amor não se resume a um sentimento vazio e intimista, mas se configura em compromisso de caridade e doação aos irmãos. Utilizando-se das palavras de São Paulo, Afonso afirma que “o amor de Cristo nos constrange” e incomoda. Da mesma forma, nosso amor deve ser fraterno, generoso e permeado por atitudes de misericórdia e caridade.

Esta obra se descortina como um grande tesouro espiritual que Santo Afonso deixou para aqueles que desejam se aproximar do Divino Amante. Assim como um conúbio esponsal, Ele deseja, constantemente, estar unido a nós pelo amor. “Ó Amor Eterno, minha alma vos busca e vos acolhe para sempre. Vinde, inflamai os nossos corações no vosso amor. Ou amar ou morrer!”


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