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Superior Geral deixa mensagem para o Dia Mundial da Vida Consagrada

Pe. Rogério Gomes, C.Ss.R., convida os Missionários Redentoristas a viverem a missão como sinal de esperança, luz e profecia no mundo ferido

Escrito por Natan Gomes

03 FEV 2026 - 10H40 (Atualizada em 03 FEV 2026 - 11H24)

Scala News

A Igreja Católica celebrou, na última segunda-feira (02), o Dia Mundial da Vida Consagrada, instituído por São João Paulo II em 1997, na ocasião da Festa da Apresentação do SenhorEsta celebração reforça o compromisso dos religiosos em nutrir a esperança e o serviço ao povo de Deus.

O Superior Geral da Congregação Redentorista, Pe. Rogério Gomes, C.Ss.R., enviou uma mensagem aos seus confrades, bispos, formandos e à Família Redentorista, na qual os convida a uma reflexão sobre a Vida Consagrada a serviço da missão do Redentor.

Intitulada "Missionários da Esperança nos Passos do Redentor: Ano Dedicado à Missão", a mensagem destaca a consagração como oferta permanente e a Apresentação do Senhor como chave de leitura da missão.

Confira a Mensagem do Superior Geral na íntegra

Roma, 2 de fevereiro de 2026 -

Festa da Apresentação do Senhor

Missionários da Esperança nos Passos do Redentor

ANO DEDICADO À MISSÃO

O Senhor que nos envia como missionários e peregrinos da esperança num mundo ferido

Lc 4,16-19; Mc 6,7-12; Lc 9,2-6; Sl 130,7; Const 1-20; Stat 1-20

Mensagem por ocasião do Dia Mundial da Vida Consagrada

Caros irmãos e aprendizes,

No dia 2 de fevereiro, celebramos a festa litúrgica da Apresentação do Senhor (cf. Lucas 2,22-38), popularmente conhecida como Nossa Senhora da Candelária ou Nossa Senhora da Luz. Nesta data, a Igreja comemora especialmente o Dia dedicado à Vida Consagrada. Na Congregação, muitos irmãos professaram seus votos neste dia e, em diversas comunidades, esta celebração é uma ocasião para a renovação dos votos religiosos.

A festa da Apresentação do Senhor no Templo caracteriza-se por grande simplicidade e profunda beleza. Ela oferece uma chave particularmente esclarecedora para a compreensão da dinâmica da consagração e da missão. O mesmo Senhor que é humildemente apresentado ao Pai, em cumprimento da Lei, é Aquele que nos envia hoje, não como possuidores do seu Reino, mas como seus servos e testemunhas. Enviados como missionários e peregrinos, somos chamados a caminhar com um mundo ferido, levando não soluções fáceis, mas a presença da Luz que Simeão reconheceu em seus braços. Assim como Maria e José ofereceram Jesus ao Pai e ao mundo, também nós somos enviados para oferecer nossa vida consagrada como sinal de uma esperança em movimento: uma esperança que não ignora as feridas da história, mas as atravessa com compaixão, fidelidade e confiança n'Aquele que é a salvação preparada para todos os povos.

A Apresentação é marcada por um encontro de alianças entre o humano e o divino, no qual a promessa encontra sua plenitude na simplicidade. Simeão e Ana, duas figuras marcadas pela fragilidade (idade avançada e viuvez) e pela perseverança, representam uma fé que sabe esperar, uma esperança que persevera, uma sabedoria que discerne, um testemunho que proclama e uma memória que contempla e acolhe a novidade de Deus.

A ação de Maria e José é profundamente paradoxal e teologicamente reveladora: ao mesmo tempo, oferecem apenas um par de pombos, sinal inconfundível de sua pobreza, conforme prescrito pela Lei (cf. Lc 2,24; Lv 12,8), e apresentam o Menino Jesus no Templo, a oferta por excelência, Aquele que pertence a Deus desde toda a eternidade. A superabundância do dom divino se revela na extrema simplicidade do sacrifício permitido aos pobres: o Filho eterno é dado ao Pai e ao mundo sem reservas. Nesse gesto silencioso, Jesus é apresentado como luz para iluminar as nações, inaugurando uma economia da salvação na qual a grandeza de Deus é reconhecida na humildade dos pequeninos e na doação radical de si.

Esta celebração recorda-nos, passando pela nossa memória e pelo nosso coração, que a consagração é um dom recebido do Senhor. Um dia fomos apresentados a Ele no Batismo e, no dia da nossa profissão, dissemos livremente: «Eis-me aqui» ( cf. Is 6,8; 1 Sm 3,4-10; Gn 22,1.11; Ex 3,4; Sl 40(39),8-9; Hb 10,5-7). Neste sentido, a nossa consagração não é um acontecimento do passado, mas uma oferta que se renova a cada dia. Realiza-se de forma muito concreta no encontro com Deus, na vida comunitária, na missão junto dos mais pobres e abandonados, nas nossas fragilidades humanas, na fidelidade perseverante ao longo do tempo, na constância da oração e na disponibilidade missionária (cf. Lc 2,36-38).

Simeão proclama Jesus como a Luz das Nações. Nessa perspectiva, recordando a Communicanda 1/2024, “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14), a vida consagrada redentorista, a serviço da missão do Redentor, é chamada a refletir essa luz, não a obscurecê-la ou guardá-la para si. Hoje, mais do que nunca, essa luz deve brilhar. Em contextos marcados pela guerra, pelo ódio ao outro, pelo individualismo profundo, pela aporofobia, pelo cansaço e envelhecimento da vida consagrada, pela escassez de vocações e pelo medo, somos chamados a continuar a brilhar com esperança, porque a nossa luz vem da Luz que nunca se apaga...

A atitude de Simeão ressoa hoje como um apelo contundente e exigente à nossa vida consagrada. Ele nos convida a entrar corajosamente nesses contextos de crise de fé, onde o ateísmo silencioso ou manifesto se faz presente — ad intra e ad extra — e onde a consagração corre o risco de ser reduzida a um mero papel funcional, indistinguível do de uma organização social. Diante desses cenários, somos desafiados a nos perguntar: que testemunho oferecemos ao mundo hoje? Que sinal de Deus permanece visível em nossas vidas?

A cena da Apresentação do Senhor não nos permite ser neutros. Ela nos desafia diretamente em dois aspectos cruciais da nossa consagração: primeiro, o que apresentamos ao Senhor hoje — nossas escolhas, nossas estruturas, nosso estilo de vida, nossa missão — e, segundo, o que somos capazes de ver e contemplar na realidade que nos cerca. Questiona-nos também como reagimos ao que vemos: com acomodação ou profecia, com medo ou esperança, com resignação ou com uma renovada entrega de nós mesmos. A resposta de Simeão ressoa eloquentemente: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para glória do teu povo Israel” (Lc 2,29-32).

A vida consagrada redentorista é chamada a ser sinal de esperança quando esta parece esgotada, a permanecer fiel quando os frutos são escassos e a discernir a ação de Deus na história concreta, sobretudo onde a vida é ferida, esquecida e descartada. É precisamente nesses lugares que se mede a autenticidade da nossa consagração, pois fomos enviados a essas realidades em nome do Redentor. Nesse sentido, não há consagração sem missão. Se a consagração não nos comove, não nos perturba e não nos impulsiona, corre o risco de se tornar estéril, reduzida a uma simples tarefa a ser cumprida. Por isso, como Missionários Redentoristas, fomos consagrados a proclamar a redenção abundante, não como um discurso abstrato, mas como uma vida dada, uma presença de solidariedade e uma palavra que liberta, com um carisma que se renova sem perder a sua essência.

A fidelidade ao carisma não deve ser confundida com a mera preservação de formas ou estruturas. Requer a coragem de deixar morrer o que já não gera vida, a liberdade de transformar estruturas, métodos e linguagens, e a ousadia evangélica de responder aos sinais dos tempos, permanecendo firmemente enraizada no Evangelho. Só assim a nossa consagração continuará a ser profecia viva e esperança concreta no coração do mundo. Simeão, contemplando a novidade da salvação diante de si, retira-se para que ela se concretize.

Neste dia, expresso minha profunda gratidão a cada confrade pelo seu "eis-me aqui", pronunciado e renovado diariamente nos diversos lugares onde a Congregação está presente, e pelo generoso serviço prestado aos mais pobres e abandonados, tornando o Senhor visível nos muitos "templos do mundo". Convido cada um a recordar com gratidão o seu próprio percurso vocacional, a reconhecer o valor do "eis-me aqui" diário e a dar graças ao Senhor pela caminhada empreendida até aqui, com tudo o que ela implicou: alegrias, desafios, cruzes e fecundidade missionária. Desejo a todos renovada coragem, fiel perseverança e um coração sereno e confiante para levar adiante a missão do Redentor. Em particular, encorajo as nossas vocações e os que estão em formação a não terem medo de proclamar o seu "eis-me aqui" dia após dia e, com ousadia evangélica, a consagrar as suas vidas ao Senhor na Congregação do Santíssimo Redentor.

Por meio de nossa vida consagrada redentorista, podemos ser autênticos apóstolos de fé robusta, sustentados por uma esperança alegre, animados por uma caridade ardente e um zelo fervoroso nascido de um encontro pessoal com o Redentor. Livres de toda presunção e enraizados na oração constante, somos homens apostólicos, verdadeiros filhos de Santo Afonso, que seguem com alegria Cristo Salvador, participam profundamente de seu mistério e o proclamam com a simplicidade evangélica de vida e palavra. Pela abnegação, permanecemos sempre disponíveis para os trabalhos árduos, assumindo uma missão sem reservas, para que, por meio de nossas vidas altruístas, a abundante redenção de Cristo alcance a todos, especialmente os mais pobres e abandonados (cf. Const. 20). E, inspirados pelo Espírito Santo, atravessamos sempre para a outra margem… (cf. Mc 4,35; Communicanda 2/25).

Que Maria, Mãe do Perpétuo Socorro, totalmente consagrada a Deus, juntamente com nossos Santos, Mártires e Beatos, nos encoraje em nossa consagração, nos sustente em nossa fidelidade diária e nos ajude a perseverar até o fim. Amém.

.:: Redentoristas jubilares renovam os votos religiosos ::.

Pe. Rogério Gomes, C.Ss.R. / Superior Geral

Fonte: Scala News

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