Por Pe. Anísio Tavares, C.Ss.R. Em Notícias Atualizada em 02 JUL 2019 - 11H01

Na vida religiosa, é possível ter também uma profissão?

Vocação e profissão são coisas distintas. Vocação quer dizer dom, aptidão ou qualidade para realizar algo.

Para a Igreja, vocação é um chamado de Deus para uma missão específica enquanto cristão. A vida religiosa é uma vocação, como também o matrimônio, o sacerdócio e a vida leiga.

Já a profissão é uma atividade laboral; está mais relacionada ao mercado de trabalho, ao ganho pessoal.

Na vida leiga, a descoberta da vocação não invalida uma escolha profissional. Compreender sua missão diante do Reino de Deus também ajuda na hora de optar por uma carreira profissional.

Mas e na vida religiosa, há espaço para vocação e profissão caminharem juntas?

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Sobre a vida religiosa, devemos pensar que, primeiramente, um consagrado assume a missão de formar e educar as pessoas na fé por meio de sua ação missionária, sendo continuador de Jesus Cristo no mundo.

Muitos religiosos, além de estudos na área teológica, também são formados profissionalmente e atuam em diversas instituições, sejam das próprias congregações ou como funcionários.

Nesse sentido, o anseio de um jovem que deseja ter também uma profissão pode, sim, ser concretizado. Por exemplo, na Congregação Redentorista, enquanto missionários, acompanhamos projetos sociais, oferecemos formações, pregamos retiros, realizamos acompanhamento espiritual, atendemos confissão, entre outras atividades.

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A Congregação Redentorista e tantas outras oferecem a possibilidade para se fazer cursos universitários e, assim, formar-se em uma área específica. Mas, tanto a escolha de quem fará um determinado curso ou mesmo se o religioso exercerá a profissão na qual se formou, realmente depende totalmente do governo da congregação ou do instituto.

Isso porque, pelos votos (especialmente pelo voto de obediência), o consagrado se coloca à disposição da congregação. E, pelo voto de pobreza, tudo o que recebe é colocado em comum na comunidade.

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Disponibilidade para a missão é essencial para se abraçar a vida consagrada. Ou seja, não é possível querer ser religioso para exercer uma função específica somente.

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