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Missa do Crisma no Santuário Nacional celebra amor e unidade

Inspirado no Salmo 88, “Eternamente cantarei o teu amor”, Dom Orlando afirmou que o nome dessa Missa é "o amor de Deus manifestado no sacramento da unção".

Escrito por Beatriz Nery

02 ABR 2026 - 10H23 (Atualizada em 02 ABR 2026 - 12H08)

Rian Torres/A12

A Arquidiocese de Aparecida reuniu o clero e os fiéis no Santuário Nacional para a Missa do Crisma, também conhecida como Missa da Unidade no Altar Central, nesta Quinta-feira  Santa (02). A celebração foi presidida por Dom Orlando Brandes, Administrador Apostólico de Aparecida.

Durante a celebração, foram abençoados os Santos Óleos dos Enfermos e dos Catecúmenos e realizada a Consagração do Crisma. Esses óleos serão utilizados ao longo do ano nos sacramentos, sinais concretos da presença de Deus na vida do povo.

A Missa também marcou a renovação das promessas sacerdotais. Presbíteros da Arquidiocese reafirmaram publicamente o compromisso com o serviço ao povo de Deus, em comunhão com o arcebispo.

Os missionários redentoristas, os presbíteros, religiosos e religiosas, seminaristas e o Coral Arquidiocesano participaram da celebração.

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Rian Torres/A12 Rian Torres/A12


Amor de Deus no sacramento da unção

Na homilia, Dom Orlando concentrou sua reflexão no amor de Deus manifestado na unção. Ele recordou que as leituras do dia falam do Espírito Santo como fonte da missão de Cristo.

“As leituras falaram da unção, mas essa unção é o Espírito Santo. Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo e o enviou. É essa unção que também nos envia, que nos consagra e que nos dá a missão de levar esperança e salvação ao povo, afirmou.

Ao citar o Salmo 88, destacou o eixo central da celebração.“‘Senhor, eternamente cantarei o teu amor’. O nome dessa missa é o amor de Deus manifestado no sacramento da unção dos enfermos. Deus sabe que somos feridos e, no seu amor de médico, nos dá os remédios e o bálsamo para nossa cura. Não é isso o amor? Como uma mãe que cuidava das nossas feridas quando pequenos, Deus continua a cuidar de nós, declarou.

O arcebispo reforçou o caráter pessoal desse amor. “Hoje o Pai amoroso diz para você: ‘tu és meu filho muito amado’. E diz também a nós sacerdotes que precisamos acolher e acreditar nessa manifestação pública do amor de Deus por nós. Deus não mente. Esse amor é verdadeiro e é preciso acreditar nele”, disse.

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Rian Torres/A12 Rian Torres/A12


Crisma: maturidade e coragem

Ao falar sobre o Sacramento da Crisma, Dom Orlando ressaltou a força do Espírito Santo para a maturidade cristã.

O sacramento da Crisma nos dá maturidade. Cheios do Espírito Santo seguimos Jesus. É o Espírito que escreveu a Palavra, que agiu na Encarnação e que consagra a Eucaristia. É Ele quem nos faz fortes e corajosos neste mundo tão cheio de problemas. Não podemos viver no desânimo nem no cansaço, porque o Espírito Santo é a nossa força”, afirmou.

Dirigindo-se aos padres, destacou a vocação como resposta a um amor anterior.

“A mais bela notícia é esta: sou padre, sou religiosa, sou batizado porque sou amado desde sempre. Nós, padres, somos amados e por isso escolhidos, ungidos e enviados. Esse amor é eterno, pessoal, é um amor que nos alcança e nos envia a amar o povo de Deus”, declarou.

Ele ainda sublinhou a dimensão comunitária da vocação:

Nós vivemos de três amores: o amor de Deus, o amor do povo e o amor do presbitério. Se não nos sentimos amados, entristecemos. Por isso peço a Nossa Senhora que nossos presbitérios sejam verdadeira amizade sacerdotal, manifestação concreta de amor que sustenta nossa missão”.


Ungidos para servir, não para funcionar

Dom Orlando também alertou para o risco de reduzir o ministério a uma tarefa mecânica.

“Há um perigo muito grande e muito real: transformar a unção, que é consagração, em função. Celebrar como funcionário, atender um doente como funcionário. Não é assim. Somos ungidos por amor a Deus e por amor àquele que sofre. Estamos ali abrindo as portas da eternidade para alguém.

Ao recordar São Francisco de Assis no Ano Jubilar Franciscano, citou: “Irmãozinhos, vamos amar, respeitar e honrar os sacerdotes porque neles está o Filho de Deus”.

Também mencionou São João Maria Vianney como modelo de zelo pastoral. “Vocês me mostraram o caminho de Ars, eu vou mostrar para vocês o caminho do céu. É isso que o povo espera de nós: que apontemos o céu e levemos o céu ao coração das pessoas, recordou.

Ao concluir, deixou uma exortação ao clero, inspirado no Monsenhor Oswaldo de Barros Bindão, a quem Dom Orlando chama de “Glória do Clero de Aparecida”: “Padre, floresça a cada dia onde o Senhor te colocou”.

Benção dos Santos Óleos e Renovação das Promessas Sacerdotais

Após a homilia, os sacerdotes renovaram as promessas sacerdotais. Em seguida, Dom Orlando realizou a bênção dos Santos Óleos e a Consagração do Crisma.

Veja a Santa Missa na íntegra

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