Por Santuário Nacional Em Notícias Atualizada em 04 NOV 2019 - 10H07

A adoração ao bezerro de ouro

Êxodo 32,1-6

Neste mês, estudaremos os versículos iniciais de um dos textos mais conhecidos da tradição bíblica no Antigo Testamento, aquele que versa sobre a adoração ao bezerro de ouro.

O que será que Deus quer nos ensinar com essa narrativa?

Todo esse episódio, Ex 32,1s, é uma resposta à suposição do povo hebreu de que algo teria acontecido com Moisés e ele deveria ser substituído. As pessoas não pediram que Arão o substituísse, mas construíram o bezerro de ouro.

Shutterstock/Advisionlt
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O versículo anterior sobre o
Senhor ter terminado de falar e ter dado a Moisés as tábuas (cf. Ex 31,18), além de Ex 24,14.18, indica que a suposição do povo estava errada. Moisés não poderia ter retornado antes; ele havia sido convocado pelo Senhor e só podia sair quando terminasse seu diálogo.

A maneira de falar dos hebreus sobre o seu líder, “Vamos, faze-nos um deus que vá à nossa frente, porque a esse Moisés, a esse homem que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu” (v.1), denota a atitude ingrata deles. O que eles disseram foi um insulto a Moisés e também ao Senhor, pois ignoraram toda sua entrega por eles. Esse modo de dizer correspondeu às queixas anteriores (14,11–12; 16,2–3.6–8; 17,3). Essa suposição parece dar a ideia de que Moisés (para não mencionar Josué) os havia abandonado.

Justamente no momento em que Moisés estava recebendo as instruções detalhadas sobre a construção do tabernáculo, sobre a consagração de Arão como sacerdote do Senhor, seu irmão fez um bezerro de ouro, montou um altar e começou a fazer sacrifícios. Adorar um bezerro se encaixa bem nas práticas egípcia e cananeia, nas quais o bezerro era um símbolo de força e fertilidade.

A declaração de Arão foi uma tentativa de melhorar a situação, ele se pautou na ideia de que os fins justificam os meios (cf. Ex 32,5). Mas, é preciso dizer que, a festa que eles celebraram nunca poderia ser em honra ao Senhor, pois misturar a adoração genuína com elementos pagãos conduz à depravação.

Foi por essa razão que o autor empregou uma palavra hebraica específica, que foi traduzida por “festa”, mas pode significar também brincadeira (cf. Gn 19,14), zombaria (cf. Gn 21,9) ou diversão amorosa (cf. Gn 26,28).

Uma das lições mais importantes desses versículos iniciais diz respeito ao fato de que muitas vezes, na vida, podemos nos enganar, achando que estamos servindo a Deus, mas, na verdade, construímos um falso ídolo, ao qual podemos dominar.

Ao longo desse mês estudaremos a continuidade dessa narrativa nas seguintes perícopes: Ex 32,7-14: A oração de intercessão de Moisés pelo povo; Ex 32,15-24: Moisés quebra as tábuas da Lei; Ex 32,25-30: O zelo dos sacerdotes levitas; Ex 32,30-35: a nova oração de Moisés.

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