No início da tarde deste sábado, 22 de agosto, dia da Bem-aventurada Virgem Maria Rainha, aconteceu no Santuário de Aparecida, às 14h, a oração do Santo Terço na I Romaria Nacional de Acólitos e Coroinhas. O momento reuniu na Casa da Mãe inúmeras crianças, adolescentes e jovens que servem no altar de comunidades e paróquias de todo o Brasil, além de romeiros e peregrinos.
Na ocasião, além das intenções particulares de cada acólito e coroinha, foi pedida a bênção de Nossa Senhora a todos os lares. Neste ato de fé e devoção a Maria, os participantes puderam refletir na missão que, desde cedo, Deus plantou em seus corações. O terço foi animado pelo missionário redentorista, Pe. Jorge Américo, C.Ss.R., e presidido pelo reitor do Santuário Nacional, Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R.
O momento oracional iniciou com a acolhida da imagem de Nossa Senhora Aparecida e com as palavras do reitor sobre a realização da primeira Romaria:
“O sonho de trazer para cá os acólitos e coroinhas foi muito querido. Subiremos até o altar do Senhor, porque é ao redor do altar que nós dirigimos a nossa prece carinhosa a todos vocês, peregrinos e romeiros de Nossa Senhora. Um abraço especial a todos que não puderam participar da primeira romaria."
Ao contemplar o primeiro mistério do terço da alegria, os presentes e todos aqueles que acompanharam o momento pela Rede Aparecida de Comunicação ouviram o testemunho da coroinha Laura Bento Lourenço, da paróquia de Nossa Senhora de Fátima, de Santo André (SP).
"Há quatro anos meu pai teve uma insuficiência renal muito grave e passou alguns dias na UTI, necessitando de hemodiálise. Nesse período tão difícil, minha família e muitos amigos se reuniram em oração pela recuperação da saúde do meu pai. Ele precisou realizar um transplante de rim e sabemos como é difícil a espera por um órgão. Na maioria das vezes, são anos de espera na fila do transplante. Mas não perdemos a fé, a esperança e a confiança em Nossa Senhora. O tratamento durou oito meses até chegar a sua vez de realizar o transplante. Hoje estamos aqui para agradecer a intercessão de Nossa Senhora pela vida do meu pai. Peço a todos que reflitam sobre a doação de órgãos. Este gesto salva vidas e restaura famílias, como aconteceu com a minha."
Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., ao contemplar o segundo mistério do terço mariano, afirmou que quem ama tem pressa e se antecipa, e completou:
"A missão de amar e servir, todos os acólitos e coroinhas aprendem desde cedo no altar do Senhor."
O reitor continuou a meditar os mistérios, comentando agora um dos mais conhecidos episódios bíblicos.
“E para todos os coroinhas e acólitos é uma cena muito bonita porque Deus nos recorda que Ele também quis ser criança. Essa cena também nos lembra que, mesmo crianças, nós temos uma missão neste mundo.”, disse.
O padre continuou a contemplar os mistérios, explicando aos acólitos e coroinhas que o gesto de apresentar as crianças recém-nascidas era um costume bonito da época de Jesus.
“José e Maria cumpriram essa tradição piedosa de apresentar no templo a nova vida da sua família. Uma vez apresentados a Deus, a nossa vida pertence a Ele.”
Já no último mistério, todos foram conduzidos a refletir no Santuário de Aparecida como um lugar especial de encontro com Deus e com sua graça. E, nesse sentido, afirmou Pe. Eduardo:
“O quinto mistério da alegria relata, pela última vez, a infância de Jesus. Os acólitos e coroinhas devem guardar no coração essa imagem bíblica de Jesus, procurando entender qual caminho seguir, qual a sua missão”.
Ao conduzir a oração da Salve Rainha após a oração do terço, o reitor recordou a todos da celebração litúrgica da Mãe Rainha, celebrada neste dia. Na sequência, todos estenderam suas mãos em direção à imagem de Nossa Senhora Aparecida, para renovar o amor e a consagração a Maria Santíssima.
Por fim, Pe. Eduardo ainda agradeceu a iniciativa do Pe. Jorge Américo, que idealizou esta Romaria que reuniu os acólitos e coroinhas do Brasil no Santuário Nacional.
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