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Testemunhar, servir e evangelizar: Dom Mário celebra 16 anos de episcopado

Na Casa da Mãe, Arcebispo de Aparecida renovou o chamado ao serviço e recebeu homenagens da Arquidiocese e das crianças

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Escrito por Luciana Gianesini

20 AGO 2026 - 09H59 (Atualizada em 20 AGO 2026 - 12H03)

Comunicação Institucional

O aniversário de ordenação episcopal de Dom Mário Antonio da Silva foram celebrados nesta quinta-feira (20), no Santuário Nacional, em uma Santa Missa em ação de graças pela sua vocação e pelo caminho percorrido ao longo do ministério.

Conduzida pelo Pe. André Gustavo, da Arquidiocese de Aparecida, a celebração reuniu sacerdotes da Arquidiocese, missionários redentoristas, religiosos, seminaristas, leigos, leigas e romeiros. Concelebraram Dom Orlando Brandes, Arcebispo emérito de Aparecida; o Pe. Fábio Evaristo, C.Ss.R., administrador ecônomo do Santuário Nacional, e o Pe. Vanderlei Sousa, C.Ss.R., diretor da Rádio Aparecida e Rádio POP, entre outros. O Pe. Guilherme Dias Viana, C.Ss.R., foi o cerimoniário.

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Um coração novo para servir

Ao recordar seu aniversário de episcopado, Dom Mário afirmou que a data não deveria ser vista apenas como uma contagem de tempo, mas como uma história de graça, chamado, serviço, encontros, alegrias, desafios e aprendizados.

Na homilia, a partir da primeira leitura, o Arcebispo refletiu sobre a transformação necessária para quem recebe uma missão na Igreja:

“Para mim, depois de 16 anos, talvez a primeira pergunta que eu deva fazer não seja o que eu fiz, mas sim perguntar-me que coração estou oferecendo ao Senhor. Que coração eu ofereço hoje a Deus? De carne ou de pedra? Que coração ofereço ao povo, à Igreja, à Arquidiocese de Aparecida, no Santuário, para todos os que vêm até nós? Um coração novo ou um coração velho?”

Para Dom Mário, o episcopado é uma vocação que exige conversão permanente e atenção para que a responsabilidade não faça desaparecer a ternura, a compaixão e a capacidade de escutar.

“O episcopado não é, em primeiro lugar, uma função. É uma vocação a deixar-se transformar continuamente por Deus para poder servir ao povo. O perigo de quem exerce uma missão pastoral não é somente meu, mas é de todos nós, ministros ordenados. O perigo é conservar o coração, mas perder a ternura. Conservar a responsabilidade, mas perder a compaixão. Conservar a autoridade, mas perder a capacidade de escutar. Trabalhar muito para Deus e, pouco a pouco, deixar de estar com Deus.

O Arcebispo também pediu ao Senhor que o cansaço não seja maior que a esperança e que o coração permaneça aberto às dores das pessoas:

“Não permitais que me transforme em coração de pedra diante das dores do povo. Não permitais que nos tornemos indiferentes diante daqueles que sofrem. Não permitais que percamos a alegria de anunciar o Evangelho. Não permitais que o cansaço seja maior que a esperança. Que Deus seja sempre um coração de carne, capaz de acolher. Um coração novo, capaz de escutar. Um coração bom, capaz de perdoar. Um coração solidário, capaz de acompanhar. Um coração santo, capaz de se unir e servir.”

O serviço que nasce do amor

A celebração aconteceu na memória litúrgica de São Bernardo de Claraval, abade e Doutor da Igreja. O santo foi lembrado por sua capacidade de unir contemplação, estudo e ação, testemunho que Dom Mário relacionou à vida de quem serve na Igreja.

Ao falar sobre a origem do serviço cristão, o Arcebispo afirmou:

“São Bernardo compreendeu que não existe verdadeira missão sem um coração apaixonado por Deus. Talvez esta seja uma das grandes perguntas para todos nós. Onde nasce o nosso serviço? Se nasce apenas da obrigação, um dia nos cansaremos. Se nasce apenas do reconhecimento, um dia nos frustraremos. Se nasce apenas da função, um dia perderemos o sentido. Mas, se nasce do amor de Cristo, então, mesmo no cansaço, mesmo nas provações e até perseguições, encontramos uma razão para continuar.

E sintetizou:

“Quem ama serve, quem serve testemunha e quem testemunha evangeliza.” Dom Mário Antonio da Silva, Arcebispo de Aparecida

A frase também se relaciona diretamente ao lema episcopal de Dom Mário, “Testemunhar e servir”, apresentado por ele como um programa de vida.

Uma caminhada marcada pelo serviço

Durante as homenagens ao Arcebispo, o Pe. Fábio Evaristo, C.Ss.R., dirigiu uma mensagem a Dom Mário em nome do Santuário Nacional, da Família dos Devotos e da Rede Aparecida de Comunicação.

O Pe. Paulo Roberto, da Arquidiocese de Aparecida, recordou os principais momentos da trajetória episcopal de Dom Mário. Ele destacou a ordenação recebida em 20 de agosto de 2010, em Jacarezinho (PR), e retomou o lema escolhido pelo Arcebispo: “Testemunhar e servir”.

O sacerdote também recordou o ministério exercido em Manaus, Roraima e Cuiabá, ressaltando a proximidade de Dom Mário com comunidades, povos indígenas, migrantes, refugiados e pessoas em situação de vulnerabilidade. A homenagem relacionou essa caminhada à espiritualidade mariana e à chegada do Arcebispo à Igreja de Aparecida.

Ao final, o Pe. Paulo Roberto confiou o ministério de Dom Mário à proteção de Nossa Senhora Aparecida e expressou, em nome da Arquidiocese, gratidão, oração e os votos de um ministério cheio de esperança.

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Gratidão e homenagem na Casa da Mãe

Dom Mário agradeceu às pessoas que fizeram parte de sua caminhada episcopal e reconheceu que os 16 anos de ministério foram vividos com a presença de muitas comunidades, sacerdotes, religiosos, leigos, famílias e jovens.

“Hoje, olhando para trás, reconheço que não caminhei sozinho. Quantas pessoas Deus colocou no caminho. Quantos bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, nossos seminaristas, leigos e leigas. Quantas comunidades, quantas famílias. Também quantos pobres e necessitados me ensinaram a enxergar o Evangelho. Quantos jovens me renovaram na minha esperança. Quantas pessoas rezaram e continuam rezando por mim e pela Igreja. A todos, mulheres e homens, minha gratidão.”

O Arcebispo também agradeceu de modo especial a Dom Orlando Brandes, reconhecendo como providência divina tê-lo em sua vida e poder contar com seu acompanhamento no ministério episcopal em Aparecida.

Ao final da celebração, algumas crianças entregaram rosas a Dom Mário como gesto de carinho. Ao receber as flores, o Arcebispo agradeceu e relacionou o gesto à imagem do coração novo apresentada na homilia. Na sequência, Dom Mário rezou a Consagração a Nossa Senhora Aparecida, confiando a Maria seu ministério e a caminhada da Arquidiocese.

Assista à íntegra da Santa Missa no YouTube do Santuário Nacional


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