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Bispos recém-nomeados participam de missa no Santuário de Aparecida

Celebração do 3º Domingo da Páscoa foi presidida por Dom Orlando Brandes e marcou oração pelo Papa e lançamento do Congresso Americano Missionário.

Escrito por Luciana Gianesini

19 ABR 2026 - 11H09 (Atualizada em 19 ABR 2026 - 12H29)

Reprodução/ Youtube Santuário Nacional

Na manhã deste domingo (19), a Santa Missa das 8h, celebração do Terceiro Domingo da Páscoa, no Santuário Nacional de Aparecida, reuniu fiéis de todo o país em uma Eucaristia marcada pela acolhida de bispos recém-nomeados, pelo anúncio missionário da Igreja no Brasil e pelo convite a redescobrir o encontro com Cristo Ressuscitado, no contexto da realização da 62ª Assembleia Geral da CNBB, que vai até o próximo dia 24 de abril.

A Eucaristia foi presidida por Dom Orlando Brandes, administrador apostólico da Arquidiocese de Aparecida, e teve a acolhida inicial conduzida pelo missionário redentorista Pe. José Ulysses da Silva, C.Ss.R., que convidou os fiéis a viverem a celebração “com um só coração, uma só alma e uma só oração”.

No início da celebração, também foi anunciado o 7º Congresso Americano Missionário (CAM7), que será realizado em Curitiba (PR), com o tema “América em saída, povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo”. A assembleia foi convidada a rezar pelos frutos missionários do encontro continental.

Como concelebrantes, estiveram presentes os bispos da Província Eclesiástica de Aparecida:

  • Dom Mário Antônio da Silva — arcebispo de Cuiabá e arcebispo nomeado de Aparecida;
  • Dom José Carlos Chacorowski, C.M. — bispo da Diocese de Caraguatatuba;
  • Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias — bispo da Diocese de Lorena;
  • Dom Wilson Luís Angotti Filho — bispo da Diocese de Taubaté;
  • Dom César Costa — bispo da Diocese de São José dos Campos.

Bispos recentemente nomeados para todo o território nacional foram apresentados na celebração, que foi rezada em ação de graças pelo ministério episcopal de cada um deles:

  • Dom George Luís Amaral Muniz — bispo da Diocese de Propriá (SE);
  • Dom Giuseppe Luigi Spiga — bispo da Diocese de Grajaú (MA);
  • Dom Frei Samuel Lima, O.F.M. — bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus (AM);
  • Dom João Batista Modesto — bispo da Diocese de Corumbá (MS);
  • Dom Josivaldo Bezerra Alves — bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE);
  • Dom Gilvan Manoel da Silva — bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia (BA);
  • Dom Clésio Facco — bispo da Diocese de Uruguaiana (RS);
  • Dom Gabriel Malafaia — bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia (BA);
  • Dom Antônio Carlos Paiva — bispo coadjutor da Diocese de Oliveira (MG);
  • Dom Antônio Carlos do Nascimento — bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza (CE);
  • Dom Adalberto Donadelli Júnior — bispo da Diocese de Rio do Sul (SC);
  • Dom Geraldo de Souza Rodrigues Maia — bispo da Diocese de Araçuaí (MG);
  • Dom Pedro Cesário Palma — bispo da Diocese de Jardim (MS);
  • Dom Evandro Luís Rigueti Brown — bispo da Diocese de Campo Mourão (PR);
  • Dom Itacir Brassiani — bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul (RS);
  • Dom Antônio Ranis Rosendo dos Santos, C.Ss.R. — bispo da Diocese de Caicó (RN);
  • Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena — bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE);
  • Dom Joselito Ramalho Nogueira — bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ);
  • Dom José Roberto Silva Carvalho — bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia (GO);
  • Dom Valdir José de Castro, S.S.P. — bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ);
  • Dom Frei Márcio Vidal de Negreiros, O.S.A. — bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP);
  • Dom Celso Alexandre Marchiori — bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP).

“Fica conosco, Senhor”: o Ressuscitado caminha com o seu povo

A partir do Evangelho dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35), Dom Orlando, em sua homilia, conduziu a assembleia a reconhecer a presença do Ressuscitado no caminho concreto da vida, recordando que a experiência narrada pelo Evangelho é também a experiência de cada cristão:

“Dois discípulos… um era Cléofas e o outro, você e eu. Porque nós também passamos pelas decepções, pelas tristezas, pelas frustrações e pela noite escura das provações.”

Ele destacou que é justamente nesse momento de escuridão que Cristo toma a iniciativa de se aproximar:

“O Ressuscitado vem nessa hora. Onde a gente está no escuro, as trevas para Ele são como a luz do dia. O Ressuscitado tem a iniciativa de nos encontrar e nos oferecer um encontro vivo, decisivo, transbordante.” Dom Orlando Brandes, Administrador apostólico da Arquidiocese de Aparecida

Ao refletir sobre o caminho feito por Jesus com os discípulos, recordou que o Senhor continua caminhando com o seu povo, escutando e evangelizando: “Ele se aproxima, Ele caminha, Ele escuta, Ele dialoga, Ele evangeliza. Era a história da salvação desde Moisés… e o coração ardia.”

O arcebispo pediu que a Palavra de Deus reacendesse continuamente a fé do povo:

“Quero pedir ao Espírito Santo que a Palavra de Deus possa sempre fazer arder o nosso coração. Coração inflamado, não o desânimo: a coragem de Pentecostes.

Em seguida, recordou o chamado a redescobrir o coração da fé cristã: “Precisamos voltar ao coração. Estamos com muito algoritmo, muita matemática, muito racionalismo… e o coração parece estar parado. Não. O coração é para pulsar na Igreja.

Ao destacar a Eucaristia como lugar do encontro com o Ressuscitado, afirmou: “Os discípulos convidaram: ‘Fica conosco, Senhor’. E Ele celebrou a Eucaristia. Em cada Eucaristia e em cada comunhão, nós já estamos ressuscitando.

Esse encontro, segundo Dom Orlando, transforma o modo de ver a realidade:

“Com a Eucaristia, nossos olhos se abrem para vermos a realidade que nos envolve. Ver com consciência, ver olho no olho, até que um dia veremos face a face o rosto do Pai.”

Por fim, recordou que o encontro com Cristo conduz à missão: “Esse encontro mexeu com o coração, com os olhos e com os pés. De desanimados, agora ousados missionários.”

Após a homilia, convidado por Dom Orlando, Dom Maurício Silva Jardim, Bispo de Rondonópolis-Guiratinga e presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dirigiu-se aos fiéis para lançar oficialmente o caminho de preparação para o 7º Congresso Americano Missionário (CAM7).

Reprodução/ Youtube Santuário Nacional Reprodução/ Youtube Santuário Nacional

Retomando o convite missionário da homilia, iniciou recordando que a missão nasce de um coração inflamado pela experiência com o Ressuscitado:

“Prezados irmãos e irmãs, quando o nosso coração arde, nossos pés andam. O contrário também acontece. Se o coração não arde, os nossos pés não andam.

O bispo explicou que aquela celebração marcava o início do caminho de preparação missionária para o congresso continental:

“Por isso, nesta Eucaristia dominical, no Santuário Nacional de Aparecida, durante a Assembleia Nacional dos Bispos do Brasil, lançamos o caminho de preparação para o 7º Congresso Americano Missionário.

Dom Maurício destacou o sentido missionário dos congressos na vida da Igreja:

“Os congressos missionários têm o objetivo de impulsionar as igrejas locais para a missão universal, que não tem fronteiras. Eles têm sido um kairós para as Igrejas da América.”

Recordando a história missionária do continente, mencionou a realização do congresso de 1995, em Belo Horizonte, e anunciou oficialmente o próximo encontro:

O Brasil vai acolher novamente 22 países da América para o 7º Congresso Americano Missionário, que será realizado na Arquidiocese de Curitiba, Paraná, em novembro de 2029, com o tema ‘América em saída, povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo’ e o lema ‘Igrejas da América em missão nas fronteiras’.

O presidente da Comissão Missionária reforçou que o CAM7 não será apenas um evento pontual, mas um processo que começa agora e envolve toda a Igreja no Brasil:

“O CAM não se reduz a um evento que vai acontecer em 2029, mas se propõe a um caminho que hoje se inicia com a participação de todas as Igrejas locais do Brasil, com seus diferentes sujeitos da missão: os cristãos leigos e leigas, os ministros ordenados e os consagrados.

Concluindo, confiou esse caminho missionário à intercessão da Mãe Aparecida e convidou toda a assembleia a assumir o lema do congresso como compromisso:

“Que a força da Palavra do Ressuscitado nos abra os olhos e os corações para sermos uma Igreja em saída, em estado permanente de missão. Rogamos a intercessão da Mãe Aparecida neste caminho missionário. Igrejas da América em missão nas fronteiras.”

Assista à celebração completa no vídeo abaixo.

.:: Acesse a12.com/cnbb e fique por dentro da 62ª Assembleia Geral

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