Nesta terça-feira (3), os fiéis presentes no Santuário Nacional celebraram a memória de São Brás, bispo e mártir, no Altar Central, às 9h. Como tradição, na Igreja Católica, nesta data os fiéis que desejarem recebem a bênção da garganta.
A Santa Missa foi presidida pelo Missionário Redentorista, Pe. José Manoel Belo C.Ss.R., de São João da Boa Vista (SP). Ao iniciar sua reflexão, o Padre mencionou brevemente a história do martírio de São Brás, que nos deixou um grande testemunho de fé.
“Celebrando o martírio de São Brás, uma tradição de longos tempos, devido às circunstâncias em que ele morreu... Enquanto caminhava para ser martirizado, alguém precisou dele, alguém estava engasgado com espinha de peixe, e ele então socorre prontamente e mesmo assim ainda continuou seu caminho de martírio. Homem corajoso e destemido, nos deixa um grande testemunho.”
Pe. Belo refletiu ainda que a liturgia de hoje apresenta testemunhos que inspiram e nos ajudam a fortalecer a nossa fé.
“Hoje toda a liturgia está enriquecida de testemunhos. A primeira leitura já nos prepara para o que vai acontecer no Evangelho, só que com uma pequena diferença, lá um pai, Davi, vem e lamenta a morte do filho, Absalão. Ele ficou nessa situação de tristeza, mas isso destaca um ponto na vida de Davi. Ele chegou a dizer para o filho: ‘Seria melhor que eu morresse do que você’. Veja o tamanho da doação, da entrega de um pai para salvar a vida de seu filho.”
O Missionário Redentorista explicou ainda que o Evangelho também apresenta testemunhos de fé verdadeira, relembrando o que já havia sido lido:
“Jesus continuava sua missão, pregando e anunciando o reino, juntamente com seus discípulos, e no meio da multidão aparece Jairo, o chefe da sinagoga, que faz um apelo. Cai de joelhos e faz uma prece a Jesus, dizendo que sua filha está mal e prestes a morrer. Nesse meio tempo, enquanto Jesus caminhava indo em direção à filha, aparece outra urgência, uma mulher que padecia de uma hemorragia há 12 anos.”
Os dois casos eram urgentes, e nesse segundo caso a Palavra nos apresenta que “a fé vai além do conhecimento”, porque a mulher não conhecia Jesus, mas acreditava que Ele poderia curá-la.
“Jesus sentiu que alguém o tocou, os discípulos ficaram surpresos que, em meio à multidão, Ele conseguiu sentir alguém o tocar. Jesus então disse: ‘uma força saiu de mim’. Aquela força foi justamente na direção daquela mulher que clamava por cura.”
Mesmo sem o conhecer, ela acreditou e foi curada: “Vai em paz, tua fé te curou. Ali a gente vê a importância da fé em nossa vida”, afirmou o padre.
Ele então prosseguiu sua reflexão, chegando na parte do Evangelho que narra a cura da filha de Jairo. E descrevendo como Jesus não queria palco, fazia as coisas de forma discreta.
“Ao chegar na casa, estava um alvoroço. Jesus chegou como quem cessou todo aquele barulho e entrou na casa, pediu que ficassem apenas o pai, a mãe e os discípulos. Será por que um dos motivos, e nós vemos isso em outras passagens, Jesus evitava chamar a atenção, ele fazia de forma discreta? A menina não está morta, ela dorme, fizeram gozação e zombaria de Jesus, Ele chega ao lado da menina, pega a sua mão e ordena 'levanta-te'.”
Ao caminhar para o final de sua homilia, o Padre recordou que, para os incrédulos, aquele momento foi de grande admiração. E reforça que os testemunhos vistos neste dia fortalecem a nossa fé.
“São esses os testemunhos de fé que presenciamos nesta liturgia e sem nos esquecer de São Brás, de seu martírio. Por isso, hoje usamos a veste vermelha, pelo martírio. A veste representa o sangue dos mártires que foi derramado, então é a cor viva do amor e do sacrifício de alguém que foi capaz de ser fiel e testemunhar até o fim.”
Ao final da celebração, os fiéis receberam a bênção da garganta, ao redor do Altar Central. O momento é realizado com as velas abençoadas na Festa da Apresentação do Senhor, celebração que nos indica Jesus como a luz do mundo.
“Que São Brás nos ajude a continuar testemunhando a nossa fé.”
“Por intercessão de São Brás, bispo e mártir, livre-te Deus do mal da garganta e de qualquer outra doença”
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