Por Elisangela Cavalheiro Em Notícias

Gestão compartilhada: o modelo do Santuário Nacional de Aparecida

O maior centro de convergência da fé católica do Brasil, o Santuário Nacional de Aparecida, impressiona à primeira vista pelo seu tamanho e pela grandiosidade de sua estrutura de acolhimento. Entretanto é a sua forma de gestão compartilhada, para realizar a sua missão junto aos milhões de romeiros que o visitam anualmente, que alavanca esses números e proporções e o faz ser reconhecido mundialmente. 

Esse modelo de gestão do Santuário Nacional de Aparecida foi apresentado na abertura do Congresso Nacional de Gestão Eclesial na última segunda-feira (19) a mais de 300 lideranças de dioceses, paróquias e santuários de todo o Brasil. 

A forma de gestão explicada pelo reitor do Santuário, padre João Batista de Almeida e pelo ecônomo-adjunto, padre Jorge Sampaio, está centrada basicamente no trabalho em conjunto com profissionais de diversas áreas que tem como objetivo principal o bom relacionamento com os seus romeiros e devotos, tal como indica o seu lema: “Acolher bem também é evangelizar”. 

“O forte do Santuário é o relacionamento com as pessoas por isso ‘acolher bem também é evangelizar’. O relacionamento direto com o peregrino que vem ao Santuário, com aqueles que participam da Campanha dos Devotos, mas acima de tudo o relacionamento com os colaboradores que fazem parte desse processo de gestão. Ninguém faz gestão sozinho. Então não é o ecônomo e o reitor que fazem a gestão do Santuário mas os mais de dois mil colaboradores que ajudam a desenvolver”, afirmou o ecônomo-adjunto, padre Jorge Sampaio. 

Segundo padre Jorge, essa forma de gestão acaba chamando a atenção de outras organizações católicas. “A gente acaba sendo uma referência para a Igreja, uma referência para as paróquias que estão buscando desenvolver seu modelo de gestão nas suas localidades”.  

 

Esse modelo de gestão é recente. Surgiu há quase 20 anos com a vinda do cardeal Aloísio Lorscheider ao Santuário, em 1995.

Esse modelo de gestão é recente. De acordo com o ecônomo-adjunto surgiu há quase 20 anos com a vinda do cardeal Aloísio Lorscheider ao Santuário, em 1995. Nessa época a administração do Santuário se fortaleceu a partir de uma atuação mais incisiva por parte dos Missionários Redentoristas. 

Atualmente, está relacionada ao Santuário uma diversificada estrutura de acolhida ao peregrino e projetos que estão fora de seus muros, como a Cidade do Romeiro e seu complexo de hotelaria e a Fundação Nossa Senhora Aparecida detentora da outorga da Rádio e da TV Aparecida e ainda do portal A12.com. 

Para o crescimento e fortalecimento desse complexo de acolhida ao peregrino, foi fundamental o surgimento da Campanha dos Devotos, em 1999. 

Na gestão do Santuário Nacional de Aparecida existe além do Conselho Econômico formado por membros da Congregação do Santíssimo Redentor, presidido pelo atual cardeal de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis, o Conselho Episcopal Pró Santuário de Aparecida que além de Dom Raymundo conta com a participação de mais quatro bispos brasileiros, entre os quais dois cardeais. 

 

Para o crescimento e fortalecimento desse complexo de acolhida ao peregrino, foi fundamental o surgimento da Campanha dos Devotos, em 1999. 

Conselhos, consultorias, gestores, colaboradores, voluntários e ainda os membros da Campanha dos Devotos protagonizam a realização da missão do Santuário da Padroeira do Brasil; que é o de "perpetuar a devoção a Nossa Senhora Aparecida, proporcionando a melhor experiência de fé e evangelização". 

“Os grandes desafios que são os desafios da Igreja no Brasil também perpassam aqui em Aparecida. Receber anualmente mais de 12 milhões de peregrinos, oferecer-lhes uma estrutura de acolhida, de conforto, de segurança, para que ele possa ouvir a mensagem do Evangelho, deixar-se tocar por ela, voltar pras suas casas e engajar-se na pastoral é com certeza uma grande bênção, e tudo isso só acontece graças à intercessão materna de Nossa Senhora Aparecida”, conclui padre Jorge Sampaio.

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