Por Padre Luiz Carlos de Oliveira Em Notícias

Homilia do 17º Domingo Comum

“Pai Nosso!”

 

Ensina-nos a rezar

 

 

 

 

O primeiro ensinamento de Jesus sobre a oração é Seu testemunho pessoal: “Jesus estava rezando. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-Lhe: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1). Os discípulos não pediram uma oração, mas o que rezar. O “Pai Nosso” não é uma fórmula. Ele é uma herança preciosa que é transmitida para manter viva a oração de Jesus, pois quando rezamos, rezamos Sua oração. Ele reza em nós, por nós e conosco. O “Pai Nosso”, no dizer dos Santos Padres (escritores dos primeiros tempos), contem todos os elementos da oração. Ele é a escola da oração que Jesus deixou para que aprendêssemos e continuássemos em nós seu relacionamento com o Pai.

 

 

Por que Jesus precisava rezar? Quando se está na condição humana, é necessário este relacionamento com Deus. Jesus gostava de rezar sozinho. Rezava também a tradição do povo, mas como Filho, mantinha seu relacionamento com o Pai. A oração do “Pai Nosso” é o modelo para toda oração. A palavra Pai – Abba - é o fundamento da oração de Jesus no seu relacionamento amoroso com o Pai. É o termo carinhoso do filho pequeno; Santificado seja vosso nome: Reconhecemos a grandeza de Deus; Venha o Reino: pedimos que o desígnio de salvação que aconteça; Seja feita vossa vontade:

É o centro da vida de Jesus: a vontade do Pai; Dá-nos o pão: pão do corpo, da palavra e da Eucaristia. É síntese de nosso cotidiano; O pedido de perdão é o acolhimento do dom do Espírito que foi dado no dia da Ressurreição para a remissão. Participamos da remissão perdoando os que nos ofenderam; Não nos deixeis cair na tentação: Deus não nos tenta. O mal nos cerca. Temos que fazer nossa parte. Temos o Espírito, o vencedor do mal.

Deus em nossa vida

A oração é necessária em nossa vida para o relacionamento com Deus. Como me dedico ao essencial da vida? Espiritualismo não preenche. É preciso espiritualidade, isto é, uma vida que tenha a presença de Deus com o qual me relaciono. Aqui se justifica a oração de pedido. Podemos pedir a Deus coisas temporais? Um exemplo:

Alguém pediu benção para um relógio. Não sei qual o sentido que dava para essa bênção. Deve ser tradição de seu país, pois é estrangeira. A oração de pedido para coisas materiais não está errada, pois demonstra que até nestas coisas, queremos ser dependentes de Deus e estar ligados a Ele. Nem sempre Deus vai nos dar o que pedimos, mas mais do que pedimos, pois sabe do que necessitamos (Mt 6,8). Jesus diz que devemos rezar com persistência. Não é preciso dizer muitas coisas, mas a mesma coisa muitas vezes (Beato Charles de Foucauld). A força da oração está na permanente intercessão que Jesus faz por nós (Hb 7,25). Cristo já pagou por nós (Cl 2,14).

Completai a obra começada

É dramático passar tempo sem vontade de rezar. É o retrato de uma destruição interior. Deus iniciou seu relacionamento conosco ao nos criar e nos salvar em Jesus. A oração acontece na história, pois participamos dela. Vemos o exemplo da oração de Abraão: Era para resolver um problema muito concreto, humano. Deu o exemplo de insistir, como ensina Jesus. Ele “conversa” o preço com Deus. A oração de intercessão pelos outros é a mais valorosa, pois está isenta de egoísmo e personalismo. É caridosa. A oração sempre tem seu resultado, mesmo que não seja o que queremos. Agora pedimos que complete em nós a obra que iniciou (Sl 137). Em cada Eucaristia rezamos por todos.

Leituras: Gênesis 18,20-32; Salmo 137; Colossenses 2,12-14; Lucas 11,1-13

Ficha nº 1252 - Homilia do 17º Domingo Comum (28.07.13)

 

  1. Jesus ensina a rezar com o exemplo de sua oração. O Pai Nosso não é uma fórmula. É o conteúdo da oração. Jesus nos dá sua oração para que a continuemos. Na condição humana precisamos do Pai. O Pai Nosso segue o modelo da oração hebraica na santificação de Deus. Os motivos estão voltados para o Reino e para as necessidades humana.

 

  1. A oração é necessária em nossa vida para o relacionamento com Deus. Podemos pedir, pois mostramos nossa dependência de Deus. Jesus nos ensina a persistência. A força da oração está na intercessão que Jesus exerce por nós.

 

  1. É dramático passar tempo sem vontade de rezar. É o retrato da destruição interior. A intercessão pelos outros é valorosa e de muita caridade como o fez Abraão.

 

 

Chato por natureza

 

Ser chato tem suas vantagens, digo, em relação a Deus, pois Ele quer assim. A oração tem que ser insistente. Um santo diz: “Não devemos falar muitas coisas a Deus na oração, mas falar muitas vezes as mesmas coisas” (Charles de Foucauld)

Depois de ensinar o Pai-Nosso, oração mais completa que possa existir, quer ensinar que Deus vai sempre nos ouvir.

Então usa a comparação do amigo que precisa de três pães, pois chegou uma visita inesperada. Ele insiste até que o amigo, vencido pela insistência, vai dar o que ele precisa. Deus quer nossa oração. O que pedirmos Ele nos dará. E usa uma palavra boa: “Se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas para os filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem” (Lc 11,13).

A oração insistente nos coloca em um contato maior com Deus. Por ela, mostramos nossa dependência de Deus até em coisas da vida.

 

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