Por Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R Em Notícias

Homilia do 3º domingo advento

Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R

 

 

A vinda do Senhor está próxima

 

Ele vem para nos salvar

 

A antífona de entrada “Alegrai-vos sempre porque o Senhor está próximo” dá a este domingo o nome de “Gaudete” (alegrai-vos). Nesse sentimento pedimos na oração da Missa “que possamos chegar às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia”. Até as cores dos paramentos lembram o sol nascente simbolizando a vinda de Cristo que se aproxima. Usa-se a simbologia da aurora que traz as primeiras luzes do sol. Já sentimos a alegria do nascimento de Jesus que se aproxima.

 

 

A alegria é fruto do Espírito. A vinda de Cristo não se reduz ao Natal, mas se anuncia como gloriosa na Páscoa. Tiago convida a ficar como o agricultor que espera o precioso fruto da terra (Tg 5,7). Nesse ano a liturgia traz a figura de João Batista que vê nas obras de Cristo os sinais do prometido Messias. E manda discípulos seus perguntar se Êle é Aquele que deve vir (Mt 11,3). João vê que em Jesus se realizam as promessas do Antigo Testamento. Jesus mostra que os milagres realizados correspondem à profecia de Isaias e de outros profetas (Is 35,5): “Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, os pobres são evangelizados (Mt 11,5)..

 

João é a figura da espera coerente. Por isso Jesus o elogia como mais que um profeta. Mas o menor no Reino de Céus é maior do que João. Jesus é este menor do Reino. João é testemunho da integridade. Não é um ramo que é levado de um lado para o outro pelo vento. Não segue ideologias que atraem as pessoas para o vazio.  Não vive do luxo dos prazeres, como Herodes que tb estava no deserto. João é um profeta. É um modelo para os cristãos como diz Tiago: “Tomai por modelo de sofrimento e firmeza os profetas que falaram em nome do Senhor” (Tg 5,10). João se alegra com a vinda do Messias e dá por cumprida sua missão.

 

Transformações da vinda de Cristo

O profeta Isaias acena para os tempos futuros dando ânimo aos que estavam desanimados: “Dizei às pessoas deprimidas: ‘Criai animo, não tenhais medo!… Ele vem para nos salvar… não mais conhecerão a dor” (Is 11,3.10). A transformação proclamada por Isaias anima o povo muito sofrido com o desastre nacional.

 

A promessa da volta do exílio traz uma renovação. Esta renovação traz vida nova aos cegos, cochos, aleijados. É o que Jesus apresenta como prova aos discípulos enviados por João: “Ide contar a João o estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a visa, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os cegos vêem…

 

Deus em sua fidelidade faz justiça aos oprimidos, dá alimento aos famintos… abre os olhos aos cegos… ampara o órfão e a viúva” (Sl 145). Socorrer os sofredores é uma atitude Divina. O tempo do Advento coloca em nossas mãos a responsabilidade de dar esse testemunho ao mundo, cuidando dos necessitados. O papel do cristão é animar os sofredores com atitudes concretas. Assim será profeta. Deverá ser firme na fé e não um caniço agitado pelo vento.

 

 

Plenitude dos bens

 

A oração da missa chama ao tempo do tempo de Natal: “Chegar às alegrias da salvação e celebrá-la com intenso júbilo na solene liturgia”.  Cristo não vem para o castigo, mas para dar a recompensa de Deus. Ele vem para nos salvar (Is 35,4). Com Ele temos a plenitude dos bens. Vivemos a plenitude da Graça na celebração do Natal, por isso é preciso preparar-se para as festas (Oração final). A melhor forma da graça é aquela que transforma a vida em graça. Jesus se fez tudo para todos. É nosso modelo e força.

 

Leituras: Isaias 35,1-6ª.10; Salmo 145;Ti ago 5,7-10;Mateus, 11,2-11

Ficha nº 1292 – Homilia do 3º Domingo do Advento (15.12.13)

 

Temos nesse domingo o alegre anúncio do Natal. É como o raiar dos primeiros clarões do sol. Tiago convida a estar firmes esperando o fruto. Lembramos João batista que quer saber se Jesus é o Messias. Ele mostra que Seus milagres correspondem às profecias. Jesus elogia João como o maior. Contudo o menor do Reino, Cristo, é maior que ele.

 

Isaias anima o povo com a esperança do retorno. Haverá uma grande renovação para os oprimidos e sofredores. O tempo do Advento nos coloca nas mãos animar os sofredores com atitudes concretas.

 

A oração da missa chama ao tempo do Natal: chegar às alegrias da Salvação e celebrá-las com intenso júbilo na liturgia. Deus não vem para o castigo, mas para a recompensa. Vivemos a plenitude da graça que transforma a vida em graça.

 

Concorrência leal

 

Nesse Advento lembramos João Batista. Figura magnífica na história da salvação. Ele não concorreu com Jesus, mas preparou seu caminho. Jesus gostava dele e o admirava como o maior nascido neste mundo.

 

Jesus diz que ele é aquele que deve vir. Mas João, depois dele, é o maior do mundo. João apresentou Jesus e depois deixou que Ele crescesse. Jesus mostra que é o prometido, fazendo alguns milagres. Quem o aceita fazer o grande milagre da transformação do mundo.

 

Este domingo é chamado domingo da alegria, pois já podemos ver os primeiros raios do Sol que nasce no Natal. Ele vem salvar seu povo.

 

 

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