Por Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R Em Notícias

Homilia do 6º Domingo Comum

Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R

 

“Eu, porém vos digo”

 

A perfeição do amor

A Palavra de Deus proclamada na celebração de hoje confere um valor muito grande ao ensinamento de Jesus. Jesus cumpre a lei do Antigo Testamento, mas aperfeiçoa seu conteúdo. Por isso o Antigo Testamento só pode ser compreendido a partir de Jesus, o novo Moisés. Os dois Testamentos não podem ser tratados do mesmo modo. Jesus não modifica a lei, mas aprofunda: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”.

 

 

O que Jesus propõe com Seu ensinamento é realizar o mandamento de Deus como Ele. E diz: “Se vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5,20). Jesus explica a razão de ser maior, dando-nos o mandamento do amor: “Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros”. E diz como é este amor: “Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (Jo 13,34). A novidade da lei de Jesus é o fundamento da lei que passa da execução exterior para o interior do coração. Por isso diz: “Eu porém vos digo”. Em primeiro lugar lembra a lei sobre o respeito à vida: Não basta não matar, mas também respeitar a pessoa, pois a palavra grosseira tem o mesmo peso de um assassinato (21).

 

 

Em segundo lugar, o respeito ao amor a quem se comprometeu a amar. A fidelidade ao casamento deve ser não somente física, mas afetiva. O desejo já é adultério (28). É no coração que se é fiel. Quem ama, ame por inteiro. Em terceiro, não há necessidade de fazer juramento, mas ser fiel em tudo. Mentira não deve existir. Jesus é a expressão da fidelidade do Pai. Daí nasce a fidelidade cristã. Vemos que os mandamentos continuam, mas levados à perfeição interior.

 

 

É necessária a escolha

 

 

 

Seguir os mandamentos, ainda mais, levá-los à perfeição, é uma garantia e uma proteção: “Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus tu também viverás” (Eclo 15,16). O mandamento expressa a vontade de Deus. Por isso estão unidos a Ele como um meio de proteção.

 

Eles não diminuem a pessoa humana. São setas indicativas do melhor caminho para a vida. Por isso o Eclesiástico retoma o tema da escolha: “Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal. Ele receberá aquilo que preferir” (Eclo 15,18). É como lemos no Deuteronômio: “Ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas tu e tua posteridade” (Dt 30,19). A opção de seguir o mandamento é vida, pois nos une ao legislador Jesus. Os mandamentos aperfeiçoam o amor. Quando se coloca o amor por primeiro, os mandamentos são alegria.

 

 

 

Sabedoria da vida

 

 

A sabedoria de Deus se manifesta no seguimento dos preceitos: “Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei e de todo coração a guardarei” (Sl 118). O salmo nos ensina a rezar: “Abri meus olhos e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei” (id). Deus quer que pratiquemos o bem: “Não mandou ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença para pecar” (Eclo 15,21).

 

 

Se acontecer o pecado na vida, não foi pela vontade de Deus. Paulo nos ensina que os resultados das boas escolhas nos surpreenderão: “O que Deus preparou para os que O amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu” (1Cor 2,9). Esta felicidade não está jogada para o fim da vida, numa vida futura, mas pode ser vivida todo momento quando temos a alegria de escolher o Senhor. Em cada Eucaristia fazemos a experiência desse amor que sustenta a lei.

 

 

Leituras: Eclesiástico 15,16-21;Sl 118;Mateus 05,20-22ª.27-28.33-34ª.27

 

Ficha nº 1310 – Homilia do 6º Domingo Comum (16.02.14)

 

Jesus faz uma mudança radical na lei do Antigo Testamento. Da prática puramente exterior, leva ao interior do coração. A base é ser perfeito como o Pai é prefeito. Ser perfeito é amar como Jesus. Não basta não matar, mas é preciso respeitar. Fidelidade se faz no coração. A verdade é transparente.

 

Observar os mandamentos é garantia de proteção. Eles expressam a vontade de Deus. É uma escolha que nos colocam em união ao Legislador Jesus que dá Vida. Os mandamentos aperfeiçoam o amor que dá alegria ao cumprimento da lei.

 

A sabedoria de Deus se manifesta no seguimento dos preceitos que são maravilhosos. O mal não provém de Deus. Paulo ensina que os resultados no surpreenderão: Os olhos jamais viram o que deus preparou para aqueles que O amam. Esta felicidade acontece a todo o momento. Em cada Eucaristia fazemos a experiência do amor que sustenta a lei.

 

 

Melancia no pescoço

 

 

Dizemos: se quiser aparecer, amarre uma melancia no pescoço. Para o cristão, fazer a diferença é levar os mandamentos de Deus ao máximo do amor. Não basta não matar, é preciso respeitar; não basta não cometer adultério, mas ter coração puro; não basta não jurar falso, mas ser verdadeiro em tudo.

 

Isso é o temor de Deus. Ninguém mandou ninguém pecar. O importante é ser fiel a Deus a todo custo. Não justifica o pecado. Esta é a sabedoria de Deus em nós que nos dará uma vida maravilhosa.

 

 

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