Por Elisangela Cavalheiro Em Notícias Atualizada em 01 DEZ 2018 - 12H52

Militares brasileiros se encontram na Casa da Mãe Aparecida

Elisangela Cavalheiro
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No destaque, Capitão de Mar e Guerra, Reginaldo da Costa.

Militares do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, estiveram no Santuário Nacional de Aparecida para a romaria anual neste sábado (01). Na missa das 9h, no Altar Central, os militares brasileiros manifestaram a sua devoção à Rainha e Padroeira do Brasil. 

Esta é a décima primeira romaria do grupo à Casa da Mãe Aparecida. Entre os presentes, muitos capelães e diáconos militares, e um grande número de fiéis das paróquias administradas por eles. 


A programação teve início às 7h da manhã, com a acolhida das caravanas em frente à Tribuna Bento XVI, e prosseguiu com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Arcebispo Ordinário Militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães, e concelebrada pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, e dezenas de capelães e diáconos militares. 

Entre os participantes da família militar do Brasil na celebração, foram saudados por Dom Fernando, o Capitão de Mar e Guerra, Reginaldo da Costa, o Coronel PM Renato de Souza Neto, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, e o Coronel Marcelo Freiman  de Ramos, da Polícia Militar do Rio de Janeiro. 

Na homilia, o arcebispo responsável pela Arquidiocese Militar do Brasil, que é Missionário Redentorista, reforçou o compromisso dos militares das diversas Forças Armadas e Auxiliares de todo o Brasil. 

"Nós militares servimos nossa Nação cumprindo nossa missão constitucional. Aquilo que caracteriza a vida militar, seja nas Forças Armadas, seja nas Forças Auxiliares, são duas coisas fundamentais. A primeira, o nosso profissionalismo. Como militares nos comprometemos com a Nação e procuramos ser os melhores naquilo que somos chamados a fazer. Ao lado do profissionalismo, aquilo que marca, o nosso caráter, é a crença nos valores humanos", assinalou. O bispo disse ainda que uma sociedade que não acredita nos valores humanos cai no "caos e na desorganização". 

Dom Fernando recordou ainda muitos militares que morreram no exercício de sua missão. Destacou, de forma especial, os inúmeros policiais militares que constantemente enfrentam uma "criminalidade organizada e institucionalizada". 

Entre os militares, padre José Maria Gomes de Oliveira que serve como capelão na Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, ocupa o posto de Capitão-Tenente. Ele conta que está nesse trabalho há 12 anos, e que sua responsabilidade como capelão é exercer a presença de Cristo no meio dos militares. "Nós somos ministros ordenados enviados para evangelizar a família militar. É uma extensão da Igreja dentro desta força que é específica e atípica. Então, o capelão militar é aquele que acompanha cuidando do bem maior do ser humano, nesse caso, dos nossos irmãos militares". 

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Padre José Maria Gomes de Oliveira, é capelão da Marinha do Brasil.

Participando pela sexta vez na romaria dos militares, o capelão fala da emoção de visitar a Casa da Mãe. "É uma emoção sempre nova. Hoje, eu vi vários militares chorando, vários parentes de militares chorando, a assembleia se emocionando, ou seja, é uma experiência riquíssima que muito contribui para uma vida que, muitas vezes, é acompanhada de uma tensão permanente. É um momento para que a gente cresça cada vez mais na nossa motivação para servir bem à nossa Pátria brasileira", disse. 

Em 2018, a romaria celebra as inúmeras missões de paz, que com as Nações Unidas tem prestado um serviço em nome do Brasil a países que enfrentam realidades devastadoras. O bispo citou as missões no Haiti, no Líbano, em Angola, no Timor Leste e em Moçambique, onde já ocorreram cerca de 50 missões de paz, envolvendo mais de 50 mil militares na  construção da paz mundial.

 

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