Por Santuário Nacional Em Notícias Atualizada em 06 SET 2019 - 14H59

Reflexão da Jornada Bíblica: Deus manda o maná

Neste mês, estudaremos um dos relatos mais significativos de toda trajetória do êxodo, o envio do maná do céu (cf. Ex 16,1-10). Este evento está muito presente na mentalidade de nosso povo e evoca muitas vezes o carinho e o cuidado que o Senhor Deus teve com o seu povo.




A narrativa está na continuidade da
primeira provação atravessada pelos israelitas, a falta de água em Mara (cf. Ex 15,22-27). Isso significa que o povo deixou Elim, um oásis, e agora está situado no meio do deserto de Sin, no caminho para o Monte Sinai (cf. Ex 16,1.2.3). O povo de Israel se encontra num local inóspito, de difícil manutenção da sobrevivência.

Leia MaisEsclareça as suas dúvidas na live da Campanha dos Devotos sobre a Jornada BíblicaAo passar fome no meio do deserto (cf. Ex 16,3), Israel murmura. O verbo hebraico murmurar, utilizado aqui, está no grau verbal causativo. Com isso, essa ação sempre envolve algum outro elemento da oração, fazendo-o participar de algum modo, nesse caso, o líder do êxodo. Assim, o narrador mostra que a reclamação do povo afetou Moisés de maneira contundente.

Aliás, este verbo é utilizado dentro de toda a narrativa do êxodo por doze vezes, tendo Israel como o sujeito dessa ação (cf. Ex 15,24; 16,2.7.8; 17,3; Nm 14,2.27 [2x].29; 17,6.20; Js 9,18). E Moisés é o alvo dessa reclamação por oito vezes (Ex 15,24; 16,2.7; 17,3; Nm 14,2.36;17,6.20). Com tudo isso, o autor quer ensinar que ser líder de um processo de libertação não é fácil. Assumir a responsabilidade pela missão é difícil.

Entretanto, embora o povo tenha dirigido sua reclamação a Moisés, é Deus mesmo quem dá a resposta (cf. Ex 16,3). Desse modo, o texto quer ensinar que todo aquele que assume a missão está sujeito às provações, mas, por outro lado, Deus está com ele e se mantém fiel.

Diante da murmuração, o Senhor graciosamente fornece o maná e as codornizes. Tal provisão inclui instruções sobre o modo de se fazer a coleta. Isso moldará a vida de Israel no padrão de trabalho e de descanso, como será revelado mais plenamente no Monte Sinai (cf. Ex 16,4-5).

O final da narrativa é muito interessante. Logo após a fala de Aarão ao povo de Israel, a glória de Deus se manifestou no deserto (cf. Ex 16,10). O Senhor que libertou seu povo da escravidão no Egito continua agindo mesmo nos momentos de dificuldade e de deserto na vida de Israel.

Com essa narrativa, demos início à nossa jornada desse mês. Nas próximas semanas, estudaremos mais ainda como foi a caminha do povo de Deus pelo deserto sob a liderança de Moisés, o personagem escolhido para revestir uma das fachadas de nossa amada Basílica dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Acesse o site campanhadosdevotos.com, faça sua contribuição e dê continuidade ao seu estudo bíblico.

Leia MaisRoteiro celebrativo para Encontros Bíblicos ESTUDO BÍBLICO

1ª Semana: Deus manda codornizes (16,11-21)

“De fato, à tarde surgiram codornizes que cobriram o acampamento; e pela manhã havia uma camada de orvalho em torno do acampamento. Quando se evaporou o orvalho, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra.”

2ª Semana: A água da Rocha (17,1-7)

“Javé disse a Moisés: “Passa adiante do povo e toma contigo alguns dos anciãos de Israel. Toma também em tua mão tua vara, com que golpeaste o rio Nilo, e vai. Eu estarei diante de ti, lá sobre a rocha de Horeb; golpearás a rocha e dela jorrará água para o povo beber”. Moisés fez assim na presença dos anciãos de Israel.”

3ª Semana: A guerra contra Amalec (17,8-16)

“Vieram os amalecitas combater contra Israel em Rafidim. Moisés disse a Josué: “Escolhe homens e vai combater contra os amalecitas. Amanhã estarei no alto da colina, com a vara de Deus na mão”. Josué fez como Moisés lhe ordenara e foi combater contra os amalecitas, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiram para o alto da colina.”

4ª Semana: Os anciãos cheios do Espírito Santo (18,13-27)

“Escolhe dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança, incorruptíveis, e estabelece-os à frente do povo como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez.”

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