O significado profundo da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora está contido nas palavras finais do dogma, promulgado por Pio XII em 1.º de novembro de 1950:
“A Imaculada, sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, ao terminar o curso da sua vida terrena, foi assunta de alma e corpo à Glória Celeste”
(Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, 44).
Portanto, este é o núcleo central da nossa fé na Assunção: nós acreditamos que Maria, como Cristo, seu Filho, já venceu a morte e já triunfa na Glória celeste “de corpo e alma”.
O Catecismo da Igreja Católica (966) ensina: “A Assunção da Santíssima Virgem é uma singular participação na ressurreição do seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”.
Antecipação é o conceito-chave do dogma; a Assunção da Virgem Imaculada consiste em uma singular antecipação em relação à ressurreição final de todos os justos. A Mãe de Deus já vive aquilo que esperamos no final dos tempos e proclamamos no Credo: “Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”.
A assunção nos recorda que a vida de Maria, assim como a nossa, é um caminho de seguimento de Cristo, porque sabemos que, pelo Batismo, somos introduzidos na fé e na conversão, portanto, na graça.
Mas a participação plena na vida de Cristo pressupõe uma caminhada e postula um crescimento da vida recebida n’Ele e por Ele; é esta a caminhada que completará aquilo que já foi realizado no Batismo. A glória celestial é a coroação da fé vivida nesta terra, aqui e agora! Maria está na glória com seu Filho porque foi concebida sem pecado.
A Imaculada “nunca desiludiu o bom Deus” (Santo Cura D’Ars) enquanto viveu neste mundo. Não podemos admirá-la como uma pessoa distante que está lá na glória celeste; ao contrário, “Ela nos atrai e nos acompanha até o fim de nossa peregrinação aqui nesta terra e chegarmos à pátria celeste” (Lumen Gentium 62).
Assunta aos céus, a Virgem Maria caminha conosco neste mundo feito de alegria e tristezas, de sofrimentos e amor, até chegarmos à glória eterna. E juntos no céu contemplaremos a realização da criatura humana querida por Deus e o cumprimento da promessa na vida eterna, “a vida do mundo que há de vir”.
Que “[...] a fé na assunção corpórea de Maria ao céu torne mais firme e operativa a fé na nossa própria ressurreição” (Pio XII, MD 42). Assim seja!
Maria: exemplo na vivência das práticas quaresmais
Maria é modelo na Quaresma: oração, caridade e jejum conduzem à conversão, imitando suas virtudes e entrega total a Deus e ao próximo.
Meditação dos Mistérios Dolorosos com a Mãe das Dores - III
Nesta última parte da série meditativa sobre os mistérios dolorosos do Santo Terço, meditamos os momentos finais da vida e missão de Jesus Cristo.
Meditação dos Mistérios Dolorosos com a Mãe das Dores - II
Cremos que em toda a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, Maria está presente. Continue acompanhando essa série meditativa sobre os mistérios dolorosos.
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