Por Academia Marial Em Palavra do Associado Atualizada em 12 SET 2019 - 11H02

Maria e a perda

Matheus Mussolin
Matheus Mussolin

Em nossa existência humana é inevitável o nosso encontro com a morte. E muitos de nós já sentimos a dor da perda de um ente querido ou alguém muito próximo. Para quem passou por essa experiência, sabe como é delicado esse momento e o quanto ficamos vulneráveis as artimanhas do demônio.

Muitas pessoas tentando ajudar acabam nos confundindo e levantando questões totalmente fora da ótica cristã à respeito da morte e dando soluções fáceis ou romantizadas para a perda. Em Hebreus 9, 27 já nos diz: “Como está determinado que os homens morram uma só vez e logo em seguida vem o juízo”. Ou ainda como diz em Tessalonicenses 4, 13-14“Irmãos, não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais , como os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morreram”.

Em nossa sociedade a morte é um assunto velado, escondido e muito das vezes disfarçado e agimos como se nunca fôssemos morrer. Esquecemos que Jesus venceu a morte para nos dar a verdadeira vida.

E como lidar com a dor da perda?

Olhando para Maria! Mesmo quando mergulhados na escuridão, no balanço das terríveis ondas das emoções, Maria nos surge como a Estrela do mar, aquela que sinaliza para os navegantes o Porto seguro e os conduz até ele.

Somente contemplando Maria aos pés da cruz, diante do seu coração transpassado pela dor de assistir o seu único filho morto e lembro aqui que esta talvez seja a pior perda experimentada por alguém, a perda de um filho!

E não podemos cair no erro de contemplá-la parada, estática feito uma estátua aos pés da cruz! Não podemos perder de vista que Maria é humana e sobretudo Mãe. É lógico que ela estava triste e chorosa e culminada de dores! O que a torna diferente é a sua fé! A sua total adesão ao plano de Deus!

Lembro que Maria foi o único ser nesta terra que sentiu Jesus Cristo crescer dentro de suas entranhas, a primeira a já contemplar Deus dentro do seu ventre. É com essa mesma fé que Maria diante da cruz sabia que a morte não teria a palavra final sobre o seu filho, mas que Deus tinha algo extraordinário a realizar no ordinário daquela dor.

Meus irmãos, quando retiramos Maria dos andores e através da reza do terço, da contemplação, do trato de amizade com Nossa Senhora e a trazemos para dentro da nossa vida, compreendemos melhor o seu agir. Compreendemos que temos uma verdadeira amiga!

Se Deus se utilizou do ventre de Maria para tornar Jesus Cristo, verdadeiro homem, podemos dizer que também será através do ventre de Maria que Deus tornará o homem , filho de Deus e digno da vida no céu.

Maria é a porta do céu! É por isso dizemos na oração da Ave Maria: “ Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém”

Meus irmãos não tenhamos medo da morte, pois o medo da morte não vem de Deus. E que já hoje possamos viver reconciliados com nossa consciência diante de Deus e dos irmãos. Não podemos no Natal encher nosso coração de tristeza porque falta alguém a mesa. Jesus se encarnou para nos dar vida e vida em plenitude! O céu já se faz agora, a nossa vida terrena precisa deixar rastros do céu.

Que a Virgem das Dores, nos ampare neste vale de lágrimas e que por Maria, nós e a quem perdemos, sejamos dignos das promessas de Cristo.

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