Por Academia Marial Em Palavra do Associado Atualizada em 25 JUL 2020 - 08H14

Nossa Senhora de Fátima – Eu sou a Senhora do Rosário

Padroeira: Guiana e Suriname


Aparecida do Brasil
Aparecida do Brasil

Título Oficial: Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Padroeira: Guiana e Suriname

Festa: 13 de Maio

As antigas Guianas Inglesa e Holandesa, hoje Guiana e Suriname, são pequenos países da América do Sul que elegeram sua padroeira Nossa Senhora de Fátima¹.

Apesar de ser a padroeira da Guiana e Suriname as aparições da Virgem Maria não ocorreram nestes pequenos países da América do Sul. A devoção a Nossa Senhora de Fátima surgiu em Portugal após uma sequência de seis aparições da Mãe de Deus a três pequenos pastores na Cova da Iria em Fátima.

Depois de terem ocorrido às visões indefinidas de um anjo a Lúcia e companheiros (1915) e as aparições do anjo da paz, de Portugal e da Eucaristia à mesma Lúcia, de nove anos, e a seus primos, Francisco, de oito anos, e Jacinta, de seis, do lugar de Aljustrel, paróquia de Fátima, do concelho de Ourém e, ao tempo, diocese de Lisboa (1916), aproximava-se o novo ciclo de aparições, agora de Nossa Senhora, aos mesmos três pastorinhos. Num sábado, dia 5 de Maio de 1917, em momento de extrema gravidade da primeira guerra mundial, o Papa Bento XV pedia preces à Virgem Santíssima, principalmente às crianças, pela paz, e fixava, para o primeiro dia de Junho seguinte, a introdução da invocação “Rainha da Paz, rogai por nós”, na ladainha lauretana. Oito dias depois, domingo, dia 13, o Papa Bento XV, na Capela Sistina, junto à basílica de São Pedro, em Roma, às 8 horas da manhã, ordenava arcebispo titular de Sardi, Monsenhor Eugénio Pacelli (futuro Papa Pio XII). Pouco tempo depois, celebrava-se a chamada “missa das almas”, na igreja paroquial de Fátima. Os três pastorinhos estavam presentes: Lúcia, agora de 10 anos, e seus primos, de quase nove, e de sete anos, respectivamente. O pároco, Pe. Manuel Marques Ferreira tinha pedido, na igreja, “para rezarem o terço pelos soldados”, um dos quais, Manuel, meio-irmão do Francisco e da Jacinta, tinha partido para Cabo Verde, no ano anterior, e nos princípios de Maio de 1917, muito outros para os campos de batalha, na França².

Após a Missa na igreja de Aljustrel, lugarejo de Fátima, foram pastorear o rebanho de ovelhas nas terras do pai de Lúcia, na Cova da Iria. Após um como que clarão de relâmpago, num céu luminoso e sereno, sobre uma carrasqueira de metro e pouco de altura apareceu-lhes a Mãe de Deus. Segundo as descrições da Irmã Lúcia, era “uma Senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente”. Seu semblante era de uma inenarrável beleza, nem triste, nem alegre, mas sério, talvez com uma suave expressão de ligeira censura³.

As mensagens da “Senhora mais brilhante que o sol” pedia orações, sacrifícios e reparações das ofensas ao seu Imaculado Coração e ao Sagrado Coração de Jesus, ou seja, a mensagem da Senhora, que resplandeceu como o sol nos céus de Portugal, era um pedido para que a humanidade abandonasse o pecado e o mal e voltasse a vivenciar a correspondência ao amor de Deus. A mensagem central de Nossa Senhora de Fátima era penitência. “Penitência, penitência e penitência”, a fim de que a guerra, o comunismo e outras ameaças fossem vencidas pelo poder da oração. No período de maio a outubro de 1917, nas seis aparições de Nossa Senhora, ela confiou aos pequenos pastorinhos uma mensagem consoladora e exigente, centrada na conversão, na penitência e na oração, convidando-os a cultivar as virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade, evidenciando que Ela é fonte de esperança para todos nós, pois todos nós somos membros da Igreja peregrina, ou militante, e temos necessidade de sermos guiados, amparados por uma Mãe amorosa4.

“Em outubro farei o milagre, para que todos acreditem", disse Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, em 13 de setembro. O “Milagre do Sol" – como ficou conhecido o evento sobrenatural que se deu na Cova da Iria, um mês depois – transformou o que era uma mera "revelação privada" em um autêntico apelo de Cristo à Sua Igreja. Não só o conteúdo da mensagem de Fátima dizia respeito à Igreja do mundo inteiro (...), como a sua própria comprovação se deu publicamente, de maneira extraordinária: no dia 13 de outubro de 1917, “o sol dançou" diante de mais de 70 mil pessoas, homens e mulheres, pobres e abastados, sábios e ignorantes, crentes e descrentes5.

Lúcia, na segunda aparição, havia pedido à Virgem de Fátima que os levasse para o Céu… “Sim, à Jacinta e ao Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo para Me fazer conhecer e amar. (…)”, foi a resposta de nossa Senhora. Jacinta e Francisco esperaram, assim, o cumprimento da promessa de que a Virgem Maria os levaria em breve para o Céu. Durante o pouco tempo que passaram na Terra, foram ainda agraciados por algumas visões particulares. A única sobrevivente dos 3 pastorinhos percorreu longo e sofrido caminho até se tornar Carmelita Descalça, no Carmelo de São José, em Coimbra. Passou, antes, pela Casa das Irmãs Dorotéias, em Pontevedra, na Espanha6. Após uma vida de inteira dedicação a Mensagem de Fátima, Lúcia de Jesus, em 13 de Fevereiro de 2005 adormeceu para este mundo e despertou para a eternidade.

Em 13 de Outubro de 1930, D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, depois de considerado o relatório da comissão que constituiu em 1922 para organizar o processo canônico, declarou dignas de crédito as aparições de Fátima de 1917 e permitiu oficialmente o culto a Nossa Senhora de Fátima7.

O povo da Guiana e do Suriname, como todos os Católicos do mundo inteiro, aguardam confiantes o grande momento em que se realizará a profecia da paz, quando triunfará o Imaculado Coração de Maria8.

Vinícius Aparecido de Lima Oliveira
Associado da Academia Marial de Aparecida

Referências:

REIS, Elizabeth dos Santos – Maria Padroeira da América Latina e suas Invocações – Editora Santuário – p. 34

CRISTINO, Luciano – A primeira Aparição de Nossa Senhora, a 13 de Maio de 1917 – Documentação – Santuário de Fátima - https://www.fatima.pt/files/upload/estudos/E011_A%20primeira%20aparicao%20de%20Nossa%20Senhora.pdf

As aparições de Fátima – Arautos.org - https://www.arautos.org/secoes/artigos/especiais/as-aparicoes-de-fatima-144205

Arquidiocese de Brasília – A mensagens de Nossa Senhora de Fátima - https://arqbrasilia.com.br/as-mensagens-de-nossa-senhora-de-fatima/

Padre Paulo Ricardo - O Milagre do Sol , para que todos acreditem - https://padrepauloricardo.org/blog/o-milagre-do-sol-para-que-todos-acreditem

Os pastorinhos, depois das aparições – Arautos.org - https://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/virgem-maria/os-pastorinhos-depois-das-aparicoes-190510

Documentação Crítica de Fátima – Seleção de Documentos (1917-1930) – Documentação – Santuário de Fátima - https://www.fatima.pt/files/upload/fontes/F001_DCF_selecao.pdf

REIS, Elizabeth dos Santos – Maria Padroeira da América Latina e suas Invocações – Editora Santuário – p. 34 

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