“Assim como no homem a respiração é um sinal de vida, do mesmo modo, numa comunidade e numa família, o amor à Maria Santíssima é um sinal de predestinação.”
Pequeno Catecismo de Nossa Senhora - Livro de 1955
É muito comum em nosso meio saudarmos nossos irmãos com a expressão devota “Salve Maria”. Mas, você sabe o significado dessa expressão?
Tal expressão está fundamentada nas Sagradas Escrituras, quando o anjo Gabriel, ao chegar à casa da Virgem Santíssima, proclama: “Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28).
Ave quer dizer “salve”, expressão própria e costumeira daquela época. “Salve” – Alegra-te, está associado à boa nova, notícia grandiosa que seria proclamada em seguida, a graça singular que a Nossa Senhora alcançara de Deus, isto é, ser a mãe do Verbo de Deus humanado.
No livro “Maria ensinada à mocidade” (Livraria Francisco Alves, 1915), conta-se a história de São Bernardo de Claraval, grande devoto de Maria Santíssima, que sempre tivera uma grande devoção às imagens sacras de Nossa Senhora, e era costume sempre reverenciá-las.
“No meio do século XII, existia nas florestas que separam as Flandres do Brabante uma ermida de religiosos beneditinos, célebre sob o nome de abadia de Afligem. Bernardo, percorrendo a Alemanha para pregar a Segunda Cruzada, foi descansar alguns dias no piedoso convento. Uma estátua de Maria estava no fundo do claustro, na grande galeria. Com o divino filho nos braços, Maria parecia olhar com ternura para os religiosos que ali passavam. Bernardo dirigia-lhe a saudação angélica todas as vezes que passava diante dela:
— Ave, Maria! — dizia ele.
Um dia, ajoelhou-se aos pés da imagem, repetindo com efusão sua saudação favorita. No momento em que acabava de dizer “Ave, Maria!”, da imagem, Maria respondeu:
— Ave, Bernardo! — Eu te saúdo, ó Bernardo!”
A belíssima experiência de São Bernardo nos mostra as graças que o santo obteve da Virgem Soberana. Os obséquios foram tão devotos que mereceram uma retribuição toda divina da Mãe de Deus. E que nos prova claramente que não existe maior saudação que possamos tecer à Virgem Santíssima do que aquela que o próprio anjo pronunciou. Muito alegra a Maria quando nós, seus filhos, a honramos com a saudação primeira, isto é, aquela proclamada no dia da Anunciação.
E, no que diz respeito à difusão e uso do cumprimento no Brasil, foi inicialmente usado no Rio de Janeiro por volta da década de 1920 por congregados de confrarias marianas. Usava-se "Ave, Maria!", depois foi traduzido e oficializado para “Salve, Maria”, o qual hoje retomamos o uso com muita devoção e amor. Sabemos que “Salve Maria!” significa “Que Nossa Senhora seja glorificada!”, pois “salve” é uma saudação, um ato de amor, de elevação divina.
Logo podemos entender que o significado desse nosso cumprimento é exatamente a saudação do anjo Gabriel à Virgem Maria, quando anunciou que ela seria a mãe do Salvador (Lc 1, 28). “Ave Maria” (ou “Salve Maria”) significa “Alegra-te, Maria”. E o significado dessa saudação tem uma profundidade imensa, a qual faltaria espaço e conhecimento o suficiente para expressar nessas poucas linhas.
O papa João Paulo II, na encíclica Rosarium Virginis Mariae (O Rosário da Virgem Maria), explica que as palavras do anjo exprimem a admiração do Céu ao contemplar a Encarnação do Verbo Divino no seio de Maria e exprimem a própria história da redenção de Jesus e a co-redenção de Nossa Senhora, que tem como centro a história de Cristo, passa pelo sofrimento da Cruz e culmina em sua Gloriosa Ressurreição, o motivo da grande alegria de Maria e de toda a Igreja, pois é este o motivo da nossa fé.
Deste modo, quando nos cumprimentamos com a saudação “Salve Maria”, estamos e precisamos sempre estar no nosso interior, contemplando, lembrando e fazendo nosso próximo recordar a saudação angélica, e consequentemente a história da nossa salvação, na qual a Virgem Imaculada, em sua humildade, simplicidade e decisão, teve um papel singular no plano salvífico de Deus.
E isso deve fazer parte do nosso norte rumo à vida eterna: lembrar sempre que Ela (a Virgem Imaculada) é um exemplo que nós precisamos seguir, e que seu doce nome precisa estar sempre em nossos lábios e em nossos louvores.
Sejamos, pela intervenção divina, anunciadores das glórias de Maria. Proferindo antes de qualquer saudação, "Salve, Maria", o primeiro anúncio das tantas glórias da Virgem Maria!
Deus seja louvado e Maria cada vez mais amada! Salve, Maria!
_______________________________________________________________
William Ribeiro Rozeno
Associado da Academia Marial de Aparecida - SP
Escravo de Amor pelo método de São Luís Maria G. de Montfort
Consagrado na Milícia da Imaculada, como cavaleiro da Imaculada,
(M.I - Associação de Fiéis, Pública e Internacional De Direito Pontifício.)
Maria: exemplo na vivência das práticas quaresmais
Maria é modelo na Quaresma: oração, caridade e jejum conduzem à conversão, imitando suas virtudes e entrega total a Deus e ao próximo.
Meditação dos Mistérios Dolorosos com a Mãe das Dores - III
Nesta última parte da série meditativa sobre os mistérios dolorosos do Santo Terço, meditamos os momentos finais da vida e missão de Jesus Cristo.
Meditação dos Mistérios Dolorosos com a Mãe das Dores - II
Cremos que em toda a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, Maria está presente. Continue acompanhando essa série meditativa sobre os mistérios dolorosos.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.