Espiritualidade

Como a Igreja entende nossa relação com os santos anjos?

No dia da festa litúrgica dos Santos Arcanjos, entenda melhor a devoção a esses seres espirituais.

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Escrito por Giovana Marques

28 SET 2026 - 15H26 (Atualizada em 29 SET 2026 - 08H14)

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Durante o ano litúrgico, a Igreja celebra os anjos em duas datas: em 29 de setembro, a Festa litúrgica dos Santos Arcanjos: São Miguel, São Gabriel e São Rafael, e em 2 de outubro, a memória do anjo da guarda.

Os anjos, segundo o Catecismo da Igreja Católica n.º 328, são seres espirituais que recebem esse nome habitualmente pelas Sagradas Escrituras, e a existência deles é uma verdade de fé.

Além disso, o Catecismo ensina que os anjos superam todas as criaturas visíveis em perfeição e o significado da palavra anjo, de acordo com a tradição cristã, é mensageiro.

“Por todo o seu ser, os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Porque contemplam “constantemente a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18,10), são “poderosos executores de sua palavra, obedientes ao som de sua palavra” (Sl 103,20)”. CIC n.º 329

A partir dessas definições, vamos entender melhor como a Igreja Católica entende a relação desses seres espirituais com os fiéis.

O Catecismo ainda explica que “a vida da Igreja se beneficia da ajuda misteriosa e poderosa dos anjos” (n.º 334), e cada um de nós é acompanhado de um protetor que deseja nos conduzir ao céu, ou seja, à presença de Deus.

O Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia, publicado em 2002 pela então Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, diz que, desde os primórdios, a Igreja é protegida e defendida pelo ministério dos Anjos, conforme os livros bíblicos, e por isso venera e pede com confiança a sua intercessão.

Desse modo, a Igreja orienta que cultivemos uma relação de fé para com os anjos, pedindo-lhes intercessão.

+ Existe um anjo da guarda para cada pessoa?

O documento acrescenta que tais convicções a respeito dos anjos foram traduzidas ao longo do tempo, pelos fiéis, em expressões de piedade, como a construção de santuários em sua honra. Um exemplo é o famoso Mont Saint-Michel, na Normandia, dedicado a São Miguel Arcanjo.

Na sequência, o texto explica que a piedade do povo desenvolveu a devoção aos anjos, assim como a influência de grandes nomes da Igreja, como São Basílio Magno (+378) e São Bernardo de Claraval (+1153).

“São Basílio Magno (+379) já ensinava que 'toda pessoa fiel tem um Anjo ao seu lado como protetor e pastor, para guiá-la na vida'... até encontrar em São Bernardo de Claraval (+1153) um grande mestre e um notável apóstolo da devoção aos Anjos da Guarda. Para ele, eles são a prova de que "o Céu não negligencia nada que possa nos ajudar". (Diretório sobre Piedade Popular 2002, n.º 216).

Como viver a devoção ao Anjo da Guarda?

- Agradecer a Deus por ter colocado a nosso serviço espíritos cheios de santidade;

- Cultivar uma atitude serena e piedosa, conscientes da constante presença dos Anjos em nossas vidas;

- Buscar confiança serena, até mesmo nas dificuldades, na condução divina por meio do ministério dos Anjos.

- Rezar orações ao Anjo, como a oração Angele Dei, que é particularmente difundida pela Igreja e, em muitos casos, unida à oração do Angelus.

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