Por Redação A12 # Em Santo Padre Atualizada em 07 MAR 2019 - 09H54

Quaresma: No caminho da vida, qual rota procuro?




A Quaresma, que acaba de começar, se refletida sob a visão do Santo Padre, Papa Francisco, nos leva sempre a olhar para dentro de nós mesmos com o jejum, que liberta do apego às coisas e do mundanismo que anestesia o coração. Oração, caridade, jejum: três investimentos num “tesouro que dura”, segundo o Papa.

Ao celebrar a missa de Cinzas, no último dia 06 de março, Francisco disse que, ao longo do caminho da Quaresma, devemos fixar o olhar no Crucificado. Ele citou alguns pontos importantes que são lições de Jesus Cristo para cada um de nós.

- Jesus na Cruz é a bússola da vida, que nos orienta para o Céu;
- Da Cruz, Jesus nos ensina a coragem;
- É da Cruz que Ele também ensina sobre renúncia;
- Na Cruz ganhamos a liberdade dos tentáculos do consumismo e dos laços do egoísmo, do querer sempre mais, do não nos contentarmos nunca, do coração fechado às necessidades do pobre;
- A Cruz ensina a ter uma vida que arde de caridade e não se apaga na mediocridade;
- A Cruz desperta a almaÉ um som intenso que desperta, que pretende abrandar o ritmo da nossa vida, sempre dominada pela pressa, mas que muitas vezes não sabe bem para onde vai;
- A Cruz nos convida a ir ao essencial, a jejuar do supérfluo que distrai;
- A Cruz coloca no eixo a rota da vida. Se devemos voltar, isso significa que a direção seguida não era justa.

Foi também na celebração que Francisco convidou cada um de nós a fazer-nos algumas perguntas:
- No caminho da vida, procuro a rota?
- Contento-me de viver o dia a dia, pensando apenas em sentir-me bem, resolver alguns problemas e divertir-me um pouco?
- Qual é a rota? Saúde, que hoje muitos dizem vir em primeiro lugar? Porventura a riqueza e o bem-estar?

O Papa reflete que pensamentos tendem a seguir coisas passageiras, coisas que vão e vêm. As Cinzas que receberemos nos dizem, com delicadeza e verdade que, das muitas coisas que temos na cabeça, atrás das quais corremos e nos afadigamos diariamente, não restará nada.

:: Quaresma e penitências modernas

Cultura da aparência




As realidades terrenas dissipam-se como poeira ao vento. Os bens são provisórios, o poder passa, o sucesso declina. A cultura da aparência, hoje dominante e que induz a viver para as coisas que passam, é um grande engano, pois é como uma fogueira: uma vez apagada, ficam apenas as cinzas”, frisou.

O Papa disse que a “Quaresma é o tempo para nos libertarmos da ilusão de viver correndo atrás da poeira. Quaresma é redescobrir que somos feitos para o fogo que arde sempre, não para a cinza, que imediatamente desaparece". “Em que parte estou? Vivo para o fogo ou para as cinzas?”, pergunta.

Esmola, oração e jejum

Segundo Francisco, nessa viagem de retorno ao essencial, o Evangelho propõe três etapas, que o Senhor pede para percorrer sem hipocrisia nem ficção: a esmola, a oração e o jejum. Para o Pontífice, a esmola, a oração e o jejum nos reconduzem às únicas três realidades que não se dissipam:
- A oração nos une a Deus; a caridade, ao próximo; o jejum, a nós mesmos.

Deus, os irmãos, a minha vida: eis as realidades que não terminam no nada e sobre as quais é preciso investir. A oração, que liberta de uma vida chata “onde se encontra tempo para si, mas se esquece de Deus”, e depois a olhar “para o outro, com a caridade, que liberta da nulidade do ter, de pensar que as coisas estão bem, se para mim tudo vai bem”.

Fonte: Vatican News

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